A CAÇADA

1094 Palavras

A madrugada no morro estava diferente. Não havia o som costumeiro das conversas altas na boca ou dos rádios chiando sem parar. O silêncio que pairava trazia apenas uma sensação: espera. No quarto que servia de centro de operações, Charada estava sentado em frente ao notebook, iluminado apenas pela tela. Seus dedos deslizavam pelo teclado com precisão, como se cada comando fosse calculado mil vezes antes de ser executado. Do lado, várias telas menores exibiam câmeras espalhadas pelo morro e pela cidade. O homem de poucas palavras tragava lentamente um cigarro, deixando a fumaça subir calma enquanto os olhos atentos percorriam linhas de dados. — Vai dar em alguma coisa ou vamos perder mais uma noite? — resmungou Coringa, sentado na poltrona, batendo os pés no chão como fera enjaulada. —

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