10 anos atrás...
Edu
Um beijo.
Um beijo do c*****o e já estava quase gozando nas calças, que p***a?
Esperei tanto por isso, “eu deixo” ela disse, e meu mundo se fragmentou em milhões de pedaços, brochei e dei graças aos céus por ela ser inocente o suficiente para não notar essas merdas.
Era incrível como seu corpo enchia minhas mãos, suavizei meu aperto em sua b***a com medo de deixar marcas, ela se ajeitou e apertou as coxas ao meu redor, imaginei ela me montando com força, caralho... ela seria boa nisso.
Queria ensinar isso também, gemi em sua boca e ela engoliu meu gemido, faminta, possessiva, como se estivesse ficado com fome a vida inteira. Meu corpo flutuava em t***o, a sensação de sua boca na minha, seu corpo no meu, deixando um rastro de agonia e t***o que m*l conseguia suportar, eu a mordiscava e ela fazia o mesmo, a provocava e ela provocava o dobro, sabia que ela seria quente. Mas eu queria mais, queria tirar sua roupa e vê-la nua, ver tudo.
Queria ir devagar, sem pressa.
Mas ela apertou meu pescoço e me deu um chupão, ali, depois me mordeu.
Porra, p***a, p***a.
A segurei com força tentando pará-la, mas Laura se esfregou com força, passou a língua em meus lábios e perdi o folêgo. Estava quase...
-Merda. -arfei sentindo o orgasmo me atingir como um soco no estômago.
Afundei os dedos na sua b***a, o mundo girando ao meu redor.
Puta que pariu. Uns amassos.... Apenas um c*****o de beijo, e foi o primeiro dela, ela me fez gozar com a p***a de um único beijo!
-O que foi? -perguntou num sussurro alarmado.
Respirei fundo em seu pescoço, parei de me mover sentindo os vestígios do orgasmo se espalharem pelo corpo. Ela deve ter sentido pois se afastou para trás em meu colo e olhou pra baixo, a vergonha corroeu meu estômago como um verme ácido.
-Te sujei? -ouvi o pânico em sua voz.
Antes que pudesse consolá-la, ela se levantou num pulo e acendeu a luz, agredindo meus olhos, ela olhou para mancha úmida em minha calça e então pra mim.
-Você se mijou? – perguntou chocada.
Jesus Cristo.
Eu deveria estar morrendo de vergonha, estava, mas meu corpo sacudiu com o esforço de segurar o riso, cedi caindo em uma histeria pós-coito e caí de costas na cama gargalhando alto, eu me mijei? p***a, c*****o não.
Antes tivesse me mijado.
Que humilhação.
A vergonha me queimou novamente e escondi o rosto embaixo do braço. Senti a cama afundar ao meu lado, no instante seguinte ela estava em cima de mim desabotoando minha calça, segurei seu pulso com força e ela me olhou assustada, afrouxei o aperto.
-O que está fazendo?
-Quero ver.
-Não há nada para ver, gozei nas calças. -sibilei irritado, ela não se afastou. -Uma pentelha que acabou de perder o BV me fez gozar nas calças, pode espalhar pra escola inteira, isso é bem a sua cara.
-Não vou contar. -rebateu e bufei uma risada ainda segurando seus pulsos. -Não vou!
Eu queria acreditar nela, de verdade. Mas ela não era confiável, p***a.
Eu estava fodido.
Ela suspirou e se livrou de meu agarre, Laura se levantou, apagou a luz e fechou um pouco as persianas, o quarto ficou na penumbra, apenas a iluminação do entardecer lançando luzes douradas em seu rosto, ela parou novamente em minha frente e semicerrei os olhos, alerta, mas nada poderia me preparar para aquilo.
Devagar, ela levou as mãos a barra da blusa e a puxou, arfei, seus m*****s cor de chocolate intumesceram e fiquei malditamente duro de novo, o que ela estava fazendo?
-Olho por olho, certo?
O... quê?
Ainda a encarava de boca aberta quando os s***s balançaram completamente livres, lindos e reluzentes como mangas maduras, ela sorriu presunçosamente e jogou a blusa no chão. Suas mãos saltaram para os botões do short e eu não conseguia falar, c*****o.
-Tem até o pôr do sol pra me fazer gozar. -anunciou ao deslizar o short para baixo.
Ele aterrissou aos seus pés e ela os chutou para longe, exibindo as pernas bem torneadas e a cuequinha mais sexy que já vi na vida, com listras cinza e rosa. p**a que pariu, me inclinei para espiar, o negócio parecia um fio dental naquela b***a e tenho certeza que não era pra ser assim.
-Laura. -supliquei com a última gota de juízo.
Meu p*u latejava estrangulado pelo jeans molhado, c****e, era como se eu não tivesse acabado de gozar.
— Vai arregar? — provocou.
Cerrei a mandíbula quando ela montou em mim, tensa, mas determinada.
— Estou te dando a chance de igualar o placar, não vou repetir, será um trunfo contra mim que não terá novamente.
Ela não precisou falar novamente.
Me inclinei o suficiente para alcançar sua boca, meus lábios se derreteram contra os dela, ela moveu os quadris lentamente em cima de mim, pequenos movimentos ondulantes, sua língua me atiçava roçando em meu lábio, brincando.
Deus do céu, estaria em problemas se avançasse os limites com ela.
Ela jogou os braços envolta do meu pescoço, foi impossível não me surpreender quando ela me apertou subindo e descendo em minha ereção.
— Meu Deus, Laura. — ofeguei tonto.
Ela era safada. Jesus me ajuda.
Fiquei tenso no instante em que suas mãos foram para baixo em busca do botão da calça, e ela roçou os dentes em minha orelha puxando o brinco que havia esquecido que estava usando.
— Não me peça para parar, porque eu não vou. -declarou em um sussurro rouco e quase me engasguei. Inferno, sim.
Isso não aconteceria novamente, seria mais fácil o cometa Haley passar sobre Picos soltando faíscas de poeira estelar. Grunhi, queria ir devagar, ser gentil e doce, mas ela não estava tornando as coisas fáceis, ela nunca tornava fácil.
A afastei, estiquei o corpo o suficiente para que ela abrisse a calça, ergui o quadril e ajudei a tirá-la, ela puxou o jeans com uma brutalidade que me fez pensar que talvez não fosse tão inexperiente assim, mas ela ficou perdida encarando o meio das minhas pernas, depois seus olhos se voltaram para o meu rosto, um rubor se espalhou lentamente, deixando evidente a mancha vermelha de nascença que ela tinha em cima do peito esquerdo.
Ela ergueu o dedo esguio e apontou pra mim.
-Tire. -Ordenou.
Eu quase ri, era como se ela estivesse com medo do meu p*u criar dentes e devorá-la, era exatamente isso que ele queria fazer e não precisava de dentes para isso.
— O quê? -perguntei fingindo não saber o que ela queria. Ela grunhiu.
— Comece pela camisa. Quero ver se é isso tudo mesmo. — zombou toda arrogante.
Estreitei os olhos em desafio e puxei a camisa sobre a cabeça, ela me olhou atentamente, por muito tempo, seu rosto se contorceu em uma careta de desgosto pitoresco.
-p***a. -gemeu. – Que merda é essa!? Você parece o Taylor Lautner e com Photoshop!
Meu corpo tremeu em uma risada silenciosa, mas não era hora de rir, trouxe sua b***a gostosa para cima de mim novamente, ela arfou e segurou em meus ombros, passei os polegares por dentro das laterais de sua calcinha, ela gemeu e ficou tensa.
— Mudou de ideia? — perguntei ao passar o nariz no vão dos s***s macios.
— Estou menstruada. — disse como se aquilo fosse um obstáculo.
— Hm. — murmurei sem dar atenção.
Não iria parar agora, tinha que aproveitar, pois a qualquer momento ela me mandaria parar.
Usando a ponta da língua, rocei a pele febril dos s***s, ela retesou e apertou os dedos em meu cabelo, tomei um deles na boca, sugando, lambendo e mordiscando a carne macia e quente, ela choramingou, os protestos de antes agora esquecidos.
-Edu... -ela sussurrou, seu corpo arqueando a cada vez que eu mergulhava para mais, mais beijos, mais mordidas, eu queria mais, sempre mais.
Meu Deus ela era linda.
Tantos treinos juntos, tantas idas a chácaras e clubes, eu havia tido uma prévia daquele corpo, minha imaginação preencheu as partes que não via, mas ela era melhor, muito mais linda que em todos os meus sonhos.
Não consegui ser paciente, girei-a em meu colo e a deitei de costas na cama, mergulhando em seu corpo, no seu cheiro, deixei rastros de beijos por sua barriga, na lateral do seu corpo, seus quadris, as coxas, panturrilhas, até mesmo os pés dela eram atraentes, fiz menção de trazer seu dedo na boca e ela quase me chutou.
— O que está fazendo!?
— Te devorando. -entrecerrei os olhos e segurei seu pé com firmeza, roçando meus dentes na parte macia de seus dedos. -Como disse que faria, lembra?
-Edu... -suplicou, a voz rouca entrecortada por respirações ofegantes.
Eu a olhei, linda e se contorcendo na minha cama, como havia sonhado com aquela imagem, mas nos meus sonhos, Laura estava nua e ela ainda estava de calcinha, odiei aquele pedaço de pano mais que tudo.
-Quero te ver. -pedi. Ela me olhou confusa e encarei a calcinha. Ela parecia que iria explodir. -Posso tirar?
— Vou sujar tudo. -disse envergonhada. Bufei uma risada, eu lavaria os lençóis a mão se fosse o caso.
-f**a-se isso. -segurei sua calcinha, mas ela apertou minhas mãos me parando. -Por favor. -supliquei.
Ela mordeu os lábios e desviou o olhar.
Tirei minhas mãos dali, se ela não queria eu respeitaria isso, mas antes que afastasse completamente a mão, sua voz quebrou o silencio.
-Você ainda está de cueca. -apontou. A encarei confuso. -Quero te ver também.
Eu quase ri.
Meu peito se inflou, a felicidade rastejou e explodiu, foi uma luta para mim não sair pelo quarto dando piruetas.
Ela queria me ver.
Ela não estava me parando.
Ela queria me ver também.
A filha da p**a da sorte finalmente sorriu pra mim.
-Você me fez muito feliz agora.- murmurei de joelhos.
Me inclinei e desci a cueca, me livrei dela com urgência e sem me afastar, tinha medo de que se parasse de tocá-la ela mudaria de ideia, e não queria parar. Meu p*u estava pronto, duro e maciço como uma rocha, esperei seu olhar descer até ele, os olhos escuros se arregalaram quase pulando para fora das orbitas.
Oh, sim. Todo seu para brincar, amor.
Eu me deitei por cima dela, me inclinei olhando em seus olhos.
-Eu quis isso por muito tempo, mas você não precisa tirar só por que tirei, entendeu?
Ela assentiu devagar.
-De todas as pessoas, eu não sou do tipo que faria algo sem querer. -disse baixinho.
-Eu sei.
-Tire minha calcinha. Se você não se importa em se sujar, não sou eu quem vou me preocupar.
Um sorriso lentamente se espalhou, esmaguei nossos lábios antes de me erguer no meio de suas pernas, encontrei sua calcinha e a desci olhando em seus olhos, completamente inebriado ao ver a confiança dela em mim, ela estava me deixando fazer isso, obrigado Deus.
Resfoleguei, dobrei a calcinha automaticamente, meus olhos estavam grudados nela.
Desviei rapidamente para baixo. Oh Jesus.
Ela era malditamentente linda, em todos os aspectos. Laura não me deu tempo para contemplar, ela ergueu o tronco da cama e juntou nossas bocas em um beijo selvagem, envolvendo um braço em meu pescoço e me trazendo para baixo, ajeitei suas pernas me encaixando entre elas, vi estrelas quando rocei suas dobras quentes e úmidas, ela arquejou chocada.
-Você não vai... -ela parou, incerta. Percebi que estava com vergonha de falar.
-Não vou meterr.
Ainda não.
Puta merda.
Ela me agarrou novamente, abraçando minha cintura com as pernas, a posição certa, o ângulo perfeito, senti meu p*u tremer diante da tentação. Deus, sou eu de novo... apertei os olhos tentando me controlar. Isso era sobre ela, queria fazê-la gozar, queria deixá-la perdida e confusa.
Isso não era bom, nada bom.
Me posicionei em cima dela, me esfregando, senti a pequena protuberância endurecer embaixo de mim, me esfreguei de novo, devagar, meu p*u sendo abraçado por suas dobras, ela se esfregou com mais força e segurei seu quadril.
-Se continuar assim, pode dar errado. Quero apenas te tocar... -esclareci, ela parou e me olhou mordendo os lábios. -Assim... -me esfreguei nela novamente.
Me perdi na sensação de suas dobras escorregadias e quentes, ela gemeu, seu corpo se moveu como se estivéssemos realmente transando, mas não havia mais a barreira das nossas roupas para impedir, eu tinha que ter cuidado.
Impaciente, ela apertou as coxas ao meu redor e me girou montando em mim, perdi o folêgo quando ela escorregou por todo o meu cumprimento.
-Assim? -perguntou com um sorriso safado.
-Sim, p***a.
Ela esfregou novamente, uma e outra vez, pra frente e pra trás, agarrei sua b***a, ela estabeleceu um ritmo, beijei seu corpo em adoração, uma fina camada de suor fez sua pele brilhar, trouxe um de seus m*****s entredentes, ela choramingou e rolou seu quadril mais rápido, forte, impiedosamente, tomei seu seio inteiro na boca, segurando sua b***a e moendo meu p*u em seu c******s, uma, duas vezes. Até que seu peito ficou imóvel, ela ficou em silêncio, e depois gemeu meu nome, um gemido tão doce e lamurioso, seu peito começou a subir e descer novamente com respirações curtas, um sorriso vitorioso ameaçou rasgar meu rosto.
Me impeli contra ela, rapido, duro. Ela estava gozando, no meu p*u, comigo, em mim. p***a.
O arrebatamento se espalhou em mim em respirações agoniadas, um vendaval de t***o acumulado, eu faria isso de novo, isso não acabaria aqui. A ergui rápido e a afastei quando o orgasmo me atingiu como um raio se espalhando por minha virilha, mas para a minha surpresa ela se inclinou e me beijou, embarreirando o semem que jorrava de mim aos montes.
-p***a, Laura. -gemi em agonia, ela salpicou meu rosto com beijos doces.
-Isso foi... -ela parou. Parecia tão atordoada quanto eu. -Estamos quites. -declarou lembrando do propósito da nossa f**a a seco, que de seco não teve nada.
Eu não queria falar e estragar o momento, ela ficou ali, em cima de mim, ambos perdidos em sensações e a única certeza que eu tinha, era que não, nós não estavamos quites por que eu estava totalmente rendido e não, isso não acabaria aqui
(...)
Quase uma semana sem nenhum vislumbre dela.
Seis malditos dias em que fui rapidamente do céu ao inferno.
Onde diabos ela havia se metido?
Olhei ao redor para a multidão cabisbaixa que se dirigia aos portões da escola, fiquei sentado em cima do carro observando cada alma que passava pelo estacionamento aberto, nenhum sinal dela. Devia saber que ela iria fugir de mim, c*****o.
Isso não era nem uma fuga, eu precisaria ver pelo menos suas costas para isso ser enquadrado como uma fuga.
-Vai rolar uns comes e bebes lá na Bianca depois do jogo. -Gabriel disse chupando um maldito pirulito, pelo amor de Deus, ainda nem eram sete da manhã, eu só conseguia ingerir açúcar depois do meio-dia.
Bruno revirou os olhos, Arthur gemeu.
-O que foi? -Biel zombou aos risos. -Ela até que é gostosinha.
-Se ela calasse a boca poderíamos admirá-la, mas é uma tagarela de primeira. -Bruno retrucou e virou o rosto soprando fumaça para longe de nós, eu não curtia cigarros.
-Cara, não sabe como manter a boca de uma garota ocupada? -Biel comentou.
Todos nós rimos.
-Ah acredite, eu encheria a boca dela rapidinho. -debochou e senti ele me observando, desviei meus olhos da multidão para encará-lo. -Mas sabemos quem ela quer, certo?
Revirei os olhos.
-Acha que ainda vai ter festa se elas perderem o jogo? -Arthur perguntou indiferentemente.
Antes que abrisse a boca para protestar, Gabriel tomou as dores.
-Só pode estar brincando!? -bufou. -Nossas meninas são as melhores, elas vão massacrar aquelas pobres coitadas do Irmã Dulce.
-Bem, vamos torcer pra capitã não ficar se exibindo e esquecer de ganhar o jogo. -Bruno murmurou acidamente e me olhou de esguelha.
-Tá querendo me comer, Bruno? – os outros riram e entrecerrei meu olhar, irritado com ele.
-Você não faz o meu tipo. -resmungou sorrindo para si mesmo.
-Não parece, tá me medindo como se eu fosse uma vagabunda.
-Cara, só quero saber se meu rolê vai miar por causa de você.
Ergui as sobrancelhas nem um pouco interessado, eles começaram a rir como se eu estivesse por fora de alguma piada.
-A garota te marcou como alvo desde o fundamental. -Bruno comentou zombeteiramente.
-Lamento, não gosto de ser caçado. -grunhi e me afastei do carro.
Não por Bianca Albuquerque, pelo menos.
Fiz uma última varredura na multidão, já era pra ela ter chegado, ela sempre chegava cedo. Dei uma volta pela casa dela mais cedo, refiz o percurso até a escola esperando esbarrar com ela, mas não a vi.
Seja qual for a estratégia, está funcionando, ela estava conseguindo se esconder e muito bem.
-Vou entrar. -anunciei.
-Cuidado para não trombar com nenhuma leoa, Bambi.
Biel piscou o olho e me lançou um sorriso ladino, meu pescoço esquentou as cicatrizes dos arranhões das garras de Laura ainda estavam nítidas e espreitavam por baixo do uniforme e era ali que ele estava olhando.
Filho da p**a. Desviei o olhar e ele riu.
Eu precisava ver se ela já estava lá dentro, e precisava fazer isso longe de meus amigos, eles saberiam que estou procurando por ela e não queria que eles soubessem. Eles sabiam que era gamado nela, pior, sabiam que estava com os quatro pneus arriados desde o fundamental, eu não queria que eles a espantassem com seu alarde, mesmo que não tenha contado sobre o que aconteceu entre nós, eles sabiam que algo estava diferente.
Poderia dizer isso apenas pelo sorriso dissimulado de Biel. Não era preciso que eu dissesse nada.
Vasculhei os corredores, a biblioteca, até a p***a do banheiro feminino e nada, cheguei atrasado para a aula e parecia que haviam cavado um buraco em meu peito quando vi seu lugar vazio, grunhi irritado e ignorei o chamado do professor quando dei as costas e sai em disparada através das escadas, precisava sair dali antes que fechassem os portões.
O porteiro já estava com as chaves nas mãos quando soltei um assobio estridente de aviso, seu Joãozinho era o único que gostava de mim naquela escola, ele fez uma careta exasperada e segurou o portão aberto para mim.
-Viu a Laura hoje?
Ele me encarou com suspeita.
-Deixe a pobre garota em paz, moleque.
-É importante. -fiz a minha expressão mais preocupada para convencê-lo.
Ele era um senhor decente e Laura gostava dele, se alguém sabia se ela estava aqui ou não era ele. O porteiro me estudou por bom tempo, os olhos escuros me analisando, pareceu levar uma eternidade, então ele suspirou.
-Ela não entrou aqui hoje. -disse olhando ao redor.-Se apresse. - disse acenando em direção a saída.
-Obrigado!
Corri até o estacionamento, subi na moto e nem esperei para colocar o capacete, percorri a cidade indo em cada lugar que sabia que ela gostava de ir, não tive sucesso em nenhum deles, nem na casa abandonada em cima do morro da caixa d'água, nem debaixo do pé de Juá perto da torre, ela não estava em lugar nenhum, c*****o.
Estava preocupado, ela nunca faltava as aulas e minha intuicão me dizia que havia algo errado. Parti rumo a sua casa, disposto a pular o muro se necessário, subi a ladeira devagar, seria arriscado fazer isso a luz do dia, meus planos foram por água abaixo quando me aproximei da sua casa e vi seu pai remendado uma tarrafa que estava exposta de uma ponta a outra na calçada, merda.
Então ele voltou.
Ele me viu, reduzi a marcha e lhe dei um aceno de cabeça seco, ele me olhou de cara feia, mas respondeu com um aceno brusco. Eu não gostava muito dele e ele parecia não gostar de mim também, acelerei a moto e subi a ladeira, decidi esperar por Laura lá em cima, ela teria que voltar pra casa em algum momento.
Subi até a rua de cima, estacionei embaixo de um pé de castanhola, dali poderia observar a rua e sua casa sem ser visto, eu a veria antes que ela me visse. Fiquei em cima da moto, esperando, então comecei a ficar nervoso, odiava ficar parado.
Me sobressaltei quando algo caiu em minha cabeça, passei a mão atordoado e vi uma castanhola no chão, franzi o cenho quando vi marcas de dentes, olhei para cima, fiquei paralisado ao ver Laura escangalhada quase no topo da árvore, ela devia ter uns seis metros de altura ou mais.
-O que diabos pensa que está fazendo trepada ai em cima!?
Ela xingou um palavrão que me deixou boquiaberto.
-Cale a boca. -rosnou.
-Desça.
-Não. -sussurrou furiosa.
-Laura... se me fizer subir até aí será pior.
-Vá se lascar!
Desci puto da moto, olhei ao redor e feliz por não ver ninguém comecei a escalar, o primeiro galho foi difícil e me perguntei como ela havia chegado lá em cima e de mochila!
-O que está fazendo!? - sussurrou em pânico. -Vão acabar vendo seu i*****l.
-Se não viram você não irão me ver também. -Grunhi ao me segurar em um galho grosso.
Olhei para cima e pensei ter visto um sorriso em seu rosto, Jesus ela já havia sorrido para mim antes? p***a, não. Quase escorreguei e seu sorriso se transformou em risadas.
-Você me paga quando eu chegar aí. -ameacei.
-Isso se você conseguir chegar.-zombou. -Você é o vara-p*u mais desengonçado que já vi na vida.
Em um instante estava em sua frente, ela resfolegou surpresa, aprumou sua pegada no galho acima da sua cabeça e percebi que usava uma munhequeira preta, ela costumava usar isso nos treinos de Handebol.
-O que estava dizendo?
Ela parecia surpresa.
Sorri, me sentei no galho à sua frente e quando tive a certeza que estava seguro a puxei pra ficar entre minhas pernas e ela gritou assustada.
-Ficou doido?
-Era aqui que estava se escondendo?
Ela não respondeu, senti seu corpo estremecer, qual era o problema?
-Queria tanto fugir que se arriscou a cair de uma árvore e quebrar o pescoço? -O medo de que ela se machucasse me atingiu com força.
Segurei sua nuca com força, obrigando ela a olhar para mim, sua testa pressionou a minha e a encarei com raiva.
-Eu te obriguei a fazer algo que não queria, é isso?
Ela suspirou, nossas bocas estavam quase se tocando e meu p*u inchou com a proximidade de seu corpo.
-Não, não estava fugindo de você.
Alívio inundou meu peito, mas isso ainda não explicava por que ela estava ali.
-Estava me procurando. -Não foi uma pergunta, e odiei o fato dela não ter que perguntar aquilo, por que era óbvio demais.
Ela subiu a mão para o meu peito e vi de relance uma mancha em seu pulso, ocultada parcialmente pela munhequeira. O que é isso?
-Laura... -Sussurrei irritado.
-Não quero conversar. Não sou uma daquelas mocinhas precisando de consolo e de abraços ou de qualquer coisa melosa.
Certo. Ela jamais me deixaria fazer algo assim para início de conversa.
Ela puxou a mão bruscamente, mas não se afastou completamente, sua mão subiu por meu pescoço apertando de leve, senti sua respiração ficar trêmula quando ela falou.
- Eu odeio isso.
Isso?
-Essa coisa entre nós... eu odeio.
Grunhiu e me beijou.
Não foi gentil, nem carinhoso.
Foi bruto, violento, ela apertou meu pescoço e suas unhas se cravaram na pele da minha nuca me arrancando um gemido de raiva e t***o.
-Também odeio o que faz comigo.
Disse apertando sua b***a com minhas mãos e pressionado meu quadril nela, ela gemeu e desejei estar com ela no chão onde era mais seguro.
-Acha que consegue trepar comigo aqui em cima?
Puta que pariu.
Meu p*u estremeceu com a ideia, apertei sua b***a com força me esfregando nela, ela arquejou e me beijou de novo e de novo, até que eu estava sem ar e duro como aço.
-Pitchula... -Sussurrei em sua boca, estava perdendo o juízo.
-Me faça esquecer quem sou e quem você é... como fez naquele dia no seu quarto, no escuro...
-O que aconteceu?
-Não preciso conversar.
-Do que precisa então?
-Esquecer. -Ela disse sem emoção, e odiei ver a ausência de luz naqueles olhos, ela não me diria mais nada.
- Venha comigo.
A puxei para descer, ela hesitou.
-Para onde?
- Esquecer.
Murmurei e desci na frente, olhava para trás com o coração na mão, o solado de seu tênis estava gasto ela poderia escorregar a qualquer momento. Merda.
-Desce logo seu franguinho!
Eu ri, mas eu queria subir e dar uns tapas naquela b***a atrevida.
Desci com um salto e ergui os braços para amapará-la, mas ela saltou e pousou do meu lado como um macaco-prego, Deus essa menina era completamente insana.
Balancei a cabeça e subi na moto, a manobrei na calçada e dei o capacete para ela.
-E você?
-Coloque o capacete.- exigi.
Ela obedeceu e subiu na moto e talvez fosse o sexto sentido, mas dessa vez ela não hesitou em passar os braços em minha cintura com força.
-Confia em mim? -perguntei.
Senti ela balançando a cabeça.
-Ótimo, assim é mais emocionante. -disse e arranquei com a moto em velocidade pelo asfalto.
Ela xingou e soltou gritinhos de pânico quando ergui o pneu dianteiro em um cavalo de p*u, meu peito aqueceu quando escutei sua risada escandalosa, desci e fui rumo a uma avenida tranquila e larga o suficiente para manobras mais ousadas.
Fiz uma curva fechada em uma rotatória, depois acelerei em uma uma reta e brequei erguendo minimamente o pneu traseiro, não pude evitar de me exibir e ela ainda estava rindo horas depois quando parei embaixo de uma sombra fresca.
-E então? -perguntei ao me virar para trás e odiei o tom esperançoso em minha voz.
Ela tirou o capacete e sacudiu os cabelos cacheados, seus olhos escuros estavam brilhantes, suas bochechas fofas e coradas.
Ela era um coisinha linda quando sorria.
-Irei escrever sobre isso.
Franzi o cenho.
-No seu diário? - provoquei, seu sorriso se alargou, quando ela abriu a boca seu celular tocou, percebi que era um alarme.
-Merda, preciso ir.
-Agora?
-É. Agora. Ele sabe o tempo que leva pra chegar em casa depois da escola...
Franzi o cenho e trinquei os dentes. Ele?
-Seu pai?
Ela me encarou, pude ver seu semblante arrependido por ter falado demais, iria deixar assim por enquanto, deixei o assunto morrer, se perguntasse mais ela não me diria.
-Te levo.
-Ele vai te ver ou os vizinhos. Vou sozinha.
-Te deixo na rua de cima.
-Não.
-Laura, você pode ir comigo na moto ou irei te escoltando, estarei contigo de qualquer forma. Apenas escolha o mais fácil de tolerar.
Ela estava prestes a espernear, mas fiquei aliviado quando recolocou o capacete e subiu atrás de mim agarrando firme minha cintura, isso era bom e já estava me acostumando com a sensação.
Apertei sua coxa por trás e me ajeitei colando nossos quadris.
-Boa garota.
Ela me beliscou e arranquei com a moto sorrindo, mas determinado a descobrir o que estava acontecendo na casa dela, se aquele velho estiver a machucando... ele está realmente fodido.
(...)
Ela m*l se despediu de mim, m*l havia parado a moto na rua de cima quando ela desceu e me entregou o capacete, caminhou vagorosamente em direção a rua de sua casa, ela estava ganhando tempo, percebi.
-Irá pra escola amanhã? - Perguntei alto suficiente para que apenas ela escutasse.
Ela parou e se virou para me olhar, seu olhar desconfiado me escrutinou e meu corpo se acendeu, ela ergueu o queixo de forma petulante.
-Isso não é da sua conta. -rebateu e sorri.
Minha garota voltou.
Ela voltou a caminhar e pensei ter visto um sorriso antes dela me dar as costas, esperei ela descer a ladeira e dei meia-volta para que seu pai não me visse caso estivesse olhando para cima, ele iria estranhar já que Laura geralmente vem pela rua de baixo. Droga eu deveria ter deixado ela na rua de baixo, mas haveriam mais olhos lá embaixo.
(...)
Meu peito finalmente se expandiu quando a vi na sala, o alívio durou apenas o tempo de perceber que não me sentaria perto dela hoje.
Maravilha, p***a.
Fui para o lugar vago perto de meus amigos, ignorando a indireta do professor a respeito do horário, sentei-me a cinco cadeiras de distância atrás dela. Os minutos se passaram, mas não desgrudei os olhos dela, m*l registrei sobre o que era a aula, estava concentrado em chegar até ela assim que o sinal tocasse.
Laura batia freneticamente a caneta no caderno, soube instantaneamente que ela sabia que eu estava de olho, sorri, o sinal tocou, mas assim que me levantei completamente ela foi cercada pelo time de handebol.
Cheguei a centimetros dela, mas uma baixinha me olhou de cara feia, era a única amiga dela.
-Hoje tem jogo, guarde suas merdas para depois. -disse com um rosnado.
Eu sorri, essa tinha garras também.
A encarei com raiva, eu gostava da tampinha, sabia que era uma menina legal, apesar dela estar enchendo a p***a do meu saco e se metendo no meu caminho, escutei Arthur rindo nas minhas costas, ele tinha um lance com ela, me afastei de mãos erguidas.
As meninas do time começaram a entoar um grito de guerra, o resto da sala acompanhou e até o professor sorriu quando a banda entrou na sala com os instrumentos em punho e conduziram uma passeata barulhenta em direção ao refeitório.
-Cara... – Arthur chamou aos risos. -Você acabou de ser enxotado.
Entrecerrei os olhos ao vê-la saindo da sala, a última do grupo, mas ainda assim, escoltada. Ela se virou antes de passar pela porta e sorriu, rebati o sorriso dela com um ainda mais presunçoso, ponto pra você, pitchula.
-Depois do jogo. -murmurei.
E nunca estive tão ansioso para encerrar uma partida.