Emilly A primeira coisa que senti quando desci do hidroavião foi o cheiro do mar. Era diferente. Mais puro. Mais livre. Como se o oceano das Maldivas tivesse sido criado só para nos lembrar de respirar devagar. O vento tocava minha pele como seda, e o céu era tão azul que dava vontade de mergulhar nele também. Arturo segurava minha mão enquanto andávamos pela passarela de madeira que nos levava ao nosso bangalô particular. Só o som das ondas e o farfalhar das palmeiras nos acompanhavam. Nada de buzinas, vozes, obrigações. Só ele. Só eu. E o mundo em câmera lenta. — Estamos no paraíso — sussurrei, olhando ao redor, deslumbrada. — Não — ele respondeu, apertando minha mão. — O paraíso tá na minha frente, usando vestido leve, cabelo preso e esse sorriso que me destrói. Sorri e senti o co

