Helena A noite caiu sobre Mendoza como um véu de fumaça. O deserto sussurrava, e eu estava pronta. Três motos avançavam na frente. Uma caminhonete blindada vinha logo atrás. O caminhão de armamentos — o alvo — se arrastava no centro da formação como um coração que pulsava no ritmo errado. Eles não sabiam que estavam sendo caçados. Que o ar carregava pólvora e morte. Fiquei no alto da colina, deitada de bruços, rifle apoiado no ombro e mira calibrada. O primeiro passo era simples: isolar. — Dois toques no vidro — sussurrei pelo rádio. — Confirmem o alvo e executem o flanco. As vozes dos dois soldados russos responderam. — Kopéyka. — Grom. Dois estouros suaves no fundo. As motos caíram. Os corpos nem tiveram tempo de gritar. O comboio parou. — AGORA — gritei, já deslizando a enco

