Helena As mãos doíam. O sangue seco entre meus dedos era meu. De novo. E eu sorria por dentro. — Mais uma vez — ordenou o instrutor, com sotaque carregado e olhos frios. — Você está errando a entrada. Se fosse um homem de verdade, já teria te quebrado o nariz. Ele me empurrou para a parede. Eu girei. Rápida. Precisa. Chute na costela. Cotovelo no maxilar. Braço torcido. Estalo. Ele caiu. Gemendo. — Agora você aprende — sussurrei. Atrás de mim, ouvi a risada de Ivan Romanov. Baixa. Apreciativa. — Você está quase pronta, Helena. A dor te moldou bem. Me virei, ainda ofegante. Ele estava de terno, como sempre. Impecável. Elegante. A b***a disfarçada de príncipe. — Quase? — perguntei. — Está mais forte. Mais ágil. Mas ainda guarda hesitação. Você quer ferir Arturo... ou quer vê-lo i

