Arturo A sala do conselho nunca esteve tão cheia. E, ainda assim, tão silenciosa. As paredes de concreto cru e madeira velha pareciam mais estreitas com tantos homens ali dentro. Cada um usando seu colete preto e o brasão do Vultures cravado nas costas com orgulho e peso. Cada um representando uma ponta do país — Norte, Sul, Leste, Oeste. Os quatro ventos da estrada sopravam ali, concentrados no centro do poder. O press ainda respirava por aparelhos, mas o sangue dele corria naquela sala. Em cada olhar. Em cada punho cerrado. Eu estava de pé. No centro da mesa de madeira, sob o símbolo cravado com fogo: o abutre de asas abertas. — Agradeço a presença de todos — comecei, a voz firme, mesmo com o coração ainda queimando. — O press está vivo. Abriu os olhos. Reconheceu a todos. Mas ele

