Arturo A estrada de volta pro hospital parecia mais silenciosa do que nunca. Depois de deixar a sala… depois do veredito, depois da punição... tudo o que restava era um peso no peito. Não de dúvida. Mas de luto. Porque quando um dos nossos se revela inimigo, a gente perde mais do que confiança. A gente enterra uma parte da fé. Chovia fraco. A cidade dormia sob nuvens pesadas, e o ronco da minha moto era o único som firme na madrugada. Cheguei ao hospital pouco depois das duas da manhã. O mesmo corredor. A mesma luz pálida. As mesmas enfermeiras que já não perguntavam mais meu nome. — Quarto 307, senhor Arturo — disse uma delas, com a voz baixa, gentil. — Mas… antes de entrar… tem algo que você precisa saber. Meu coração parou por um segundo. — O que foi? Ela sorriu. Um sorriso pequ

