Pré-visualização gratuita Capitulo 1 "Secretaria"
O Policial olhava para o menino, com a expressão vazia, que não parava de olhar para baixo.
- Você não quer começar a falar? – O policial perguntou, impaciente. – Você o matou?
- Matei. – O Garoto respondeu, ainda sem levantar a cabeça.
- Por que o matou? – Perguntou o policial agora anotando.
- Eu... - O garoto deu uma pausa. – Foi tudo há um mês atrás.
Eu tinha uma vida Feliz...
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25 de Fevereiro de 1950
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Matheus, esse é meu nome, eu tenho 15 anos!
Tenho dois amigos, Emilly e Alex, nós não nos desgrudamos nunca.
Todos nós moramos no Orfanato Santo Alfredo.
Moramos aqui desde pequenos, fomos abandonados por nossos pais ainda recém nascidos. Eu sempre quis saber quem eram meus pais biológicos, mas ninguém nunca quis me dizer nenhuma informação sobre eles, mas eu nunca desisti.
- Você não vai mesmo desistir dessa ideia? – Perguntou Alex.
- Óbvio que não! – Falei cruzando os braços. – Falem a verdade, vocês nunca sentiram curiosidade para saber quem são nossos pais biológicos?
- Não. – Respondeu Emilly. – Eles não queriam saber de mim, por que eu ia querer saber deles?
- Emilly também não é assim, talvez tenha tido um motivo! – Falei.
- Claro que teve, eles não queriam a gente mais! – Ela respondeu.
- Tá, se vocês não querem ir, eu vou sozinho! – Respondi ficando irritado.
Todos ficamos calados, olhei pela janela.
O céu estava cinza, a chuva parecia a cada momento a ficar mais grossa, aparentemente, um temporal estava vindo.
- Tá, eu vou com você! – Falou Alex se levantando. – Mas não dá para simplesmente a gente ir lá, precisamos de um plano!
- Um plano, tá, precisamos pensar. – Falei com a mão no queixo e andando de um lado para o outro. – Nós precisamos de uma distração, algo que chame a atenção da Senhora Williams!
- Uma coisa que chame a atenção dela?... – Alex falou para si mesmo. – Já sei! Emilly, a gente vai precisar de você!
- Não, não e não. – Ela falou.
- Ah.. Vai! Por favorzinho – Alex se ajoelhou com cara de bebe chorão implorando para ela.
Aquela cena me deu muito vontade de rir, mas me segurei.
- Tá, o que vocês vão querer? – Ela perguntou.
- Enquanto eu e o Matheus ficamos escondidos no corredor do lado, você finge que tropeçou na frente da porta e caiu, finge dor ou algo do tipo! – Falou ele entusiasmado. – Quando ela sair para te ajudar, nós entramos e tentamos achar qualquer coisa, nisso você vai enrolando ela!
- Ótima ideia Alex! – Falei. – Vamos fazer isso após o almoço!
- Falando em almoço, acho que estamos atrasados. – Falou Emilly olhando para o relógio que fica em cima da porta de entrada.
Fomos correndo, devemos sempre seguir os horários corretamente, a Senhora Williams é muito rígida com regras.
Fomos primeiro para a cozinha para pegar nossa comida, a Senhora Andréa é a nossa cozinheira, ela é super carinhosa com a gente, quase uma mãe para todos, principalmente para mim.
- Boa tarde Senhora Andréa! – Cheguei do lado dela.
- Oi Matheus! Aqui está sua comida. – Falou ela me entregando um prato.
A comida era arroz e frango, como a maioria dos dias.
- Obrigado Senhora Andréa! – Peguei o prato e segui para a sala de jantar.
Me sentei e daqui a pouco vieram Alex e Emilly, eles se sentaram do meu lado e começamos a comer e também conversar.
- Matheus – Uma voz atrás de mim me chamou.
Me virei na cadeira e vi a Amelie, uma garota de 14 anos, ela tinha o cabelo ondulado, ela era morena, e tinha um grande laço vermelho no cabelo, a gente se conhece mas nunca tivemos uma amizade.
- Oi Amelie, algum problema? – Perguntei olhando para ela.
- Não, nenhum, só queria te perguntar se você viu a Julia hoje. – Falou Amelie.
- Eu não vi.. – Falei. – Gente, vocês viram a Julia hoje?
- Eu não. – Respondeu Alex.
- Eu vi. – Falou Emilly
A Amelie se virou para ela.
- Onde você viu ela hoje Emilly? – Perguntou Amelie.
- Ela estava perto do corredor da secretaria, depois eu não vi mais ela. – Respondeu Emilly.
- Então está bem, obrigada Emilly – Então a Amelie saiu sorrindo.
- Que estranho a Julia não estar aqui. – Comentou Alex.
- É, realmente. – Falei e continuamos a comer.
Terminamos de comer e nos olhamos, a hora havia chegado.
Nos levantamos juntos e fomos em direção da secretaria.
Chegando lá, iniciamos o plano.
A Emilly se jogou no chão e começou a fingir que tinha torcido o tornozelo.
Não demorou muito para que a Senhora Williams aparecer na porta, mas para o nosso azar, ela estava com alguém.
- Maria, fique aqui cuidando da secretaria, eu vou levar essa garota para a enfermaria. – Falou a Senhora Williams levantou a Emilly do chão, que estava “mancando” e a levou para a enfermaria.
- E agora? O que a gente faz? – Alex me perguntou.
- Vamos ter que abortar a missão, a gente vai precisar de um plano melhor! – Falei.
- E a gente vai precisar tirar a Emilly de lá! A Senhora Williams vai ficar possessa se a Emilly não estar com nada! – Falou Alex.
- Tudo bem, eu preciso pensar como a gente vai tirar ela dessa. – Falei.
Ouve uma pausa, minha mente estava em branco, e o Alex não teve nenhuma ideia genial que ele sempre tem.
- Já sei! – Falei. – A gente faz o seguinte, a gente precisa de que alguém esteja fazendo alguma zona na biblioteca!
- Mas no que isso vai ser útil? – Perguntou Alex.
- Só confia em mim! Eu só preciso que você derrube muitos livros e saia de lá! Mas você vai ter que ser rápido! – Falei.
- Tá certo, deixa comigo! – Falou Alex.
Alex correu em direção a Biblioteca e eu fui direto para a enfermaria.
Quando cheguei lá, a Senhora Ruth, a enfermeira ia começar a dar uma olhada na Emilly que ainda fingia dor.
- Senhora Williams! – Cheguei gritando e “ofegante”
Acabei dando um susto na enfermeira, que ficou com os olhos arregalados em minha direção.
Olhei para ela, fiquei com vontade de rir mas voltei ao foco.
- Tem uns garotos fazendo uma grande bagunça na biblioteca! – Eu falei.
- Que tipo de bagunça? – Perguntou a Senhora Williams, já ficando emburrada.
- Eles estavam jogando livros no chão, muitos livros! – Respondi ela.
- Quem eram? – Falou ela muito irritada.
- Eu não consegui ver, mas acho que eles ainda estão lá! – Falei.
- Então vou lá, cuide da menina, Ruth. – Ela falou para a enfermeira, que se voltou para a Emilly novamente.
- Não! – Gritei.
- Pare de gritar garoto! – Falou a Senhora Williams.
- Quero dizer, tem muitos garotos lá, a senhora não vai conseguir pegar todos eles sozinha! – Falei, tentando disfarçar. – Eu acho que se nós três estivermos juntos, conseguimos pegar todos!
Ela olhou para mim, e olhou para a enfermeira.
- A Garota não vai a lugar algum e isso vai ser rápido. - A Senhora Williams disse, olhando para a Senhora Ruth.
Enquanto nós estávamos conversando, a Emilly fez parecer que a dor estava passando, e então falou.
- Podem ir! A dor está melhorando! – Falou Emilly, melhorando os poucos sua expressão.
A enfermeira guardou algumas coisas que havia pego e veio para o lado da Senhora Williams.
- Vamos garoto. – Ela falou.
Antes de sairmos, pisquei para a Emilly, ela já sabia exatamente o que fazer.
Levei elas até a Biblioteca, quando chegamos, a Biblioteca estava uma zona.
Livros jogados por todos os cantos, mas não tinha mais ninguém ali.
O Alex havia feito um ótimo trabalho
Enquanto elas começaram a organizar as coisas, falei que eu ia procurar os garotos, para ver se ainda estavam por ali.
Corri para a porta do nosso quarto e encontrei lá o Alex e a Emilly.
- Vocês foram muito bem! – Falou a Emilly abraçando o Alex e depois me abraçando.
- Cara, você foi muito bem lá na biblioteca! – Falei.
- Eu tenho um dom incrível em destruir coisas! – Respondeu Alex se gabando.
Rimos e começamos a conversar.
- Vocês não conseguiram entrar não é? – Perguntou Emilly.
- Não. – Respondi ela. – A gente tentou, mas a Senhora Maria estava lá.
- Então, como a gente faz agora? – Perguntou Alex.
- É muito arriscado ir lá agora, não sabemos se a Senhora Maria é algum tipo de substituta da Senhora Williams ou se ela só estava lá hoje por acaso, precisamos observar! – Falou Emilly
-
E foi assim que se seguiu, o dia seguinte nós ficamos de olho na secretaria e a Senhora Maria estava lá, mas para garantir, fomos outro dia também, outro também, outro dia.... Ela sempre estava lá.
- Então quer dizer que entrar lá vai ser impossível? – Perguntei.
- Está parecendo que sim. – Falou Alex.
Já estávamos sem esperança, até que a Emilly falou algo que fazia muito sentido.
- Vocês já viram se ela fica lá de noite? – Ela perguntou.
- Claro que não, a gente nem pode ficar fora dos quartos de noite! – Falei.
- É, mas também não podemos entrar na secretaria, e estamos tentando! É só ir escondido! – Respondeu Emily.
-
A noite daquele dia foi diferente.
Nós nos escondemos no mesmo lugar, o corredor do lado da secretaria, e ficamos analisando, vimos que a Senhora Maria apenas saía as 12:00 e as 12:30 a Senhora Williams saía para dar uma pausa.
Depois voltamos para o quarto para ninguém nos pegar.
Agora que já sabíamos que hora ir, precisávamos de um plano.
- O negocio vai ser o seguinte, a Emilly vai ficar aqui na porta e eu e você Alex, vamos entrar na sala. – Falei. – A Emilly consegue ver e ouvir tudo sem que ninguém a veja, então, ela derruba alguma coisa no corredor se ela ouvir passos ou ver a Senhora Williams! A gente precisa ser o mais rápido possível!
- Ok! – Falaram Emilly e Alex juntos.
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De 12:15 Saímos de nosso quarto, a Emilly ficou na porta e ficamos escondidos.
De 12:30 a Senhora Williams saiu e finalmente entramos.
A secretaria era uma sala com duas escrivaninhas, uma no centro e outra no canto esquerdo do quarto. e muitas gavetas de pastas de documentos, em cada gaveta de documentos havia um número na frente em ordem numérica.
Cada lado do quarto tinham 2 “andares” de gavetas.
Do lado esquerdo ia até o número 35 e o outro lado até o número 70.
Nós iriamos olhar a que alcançávamos.
Havia também uma grande poltrona vermelha perto do canto direito da sala e um armário de ferro do lado do mesmo.
Cada um foi para um lado, eu dei umas olhadas em umas gavetas que tinham pastas com documentos dentro e nada.
O Alex aparentemente também não encontrou nada e minhas esperanças começaram a ir embora novamente, mas não desisti.
Depois de um tempo, parecia que havíamos revirado aquele lugar de cabeça para baixo e nada.
Até o Alex encontrar um papel.
- Matheus.. – O Alex falou, quando me virei para ele, seu rosto era de assustado, ele estava perplexo.
Eu cheguei perto bem curioso, para saber o que o havia deixado tão assustado.
O que tinha escrito no papel, era muito estranho.
“ Paciente: Julia de Alves Albuquerque
Nascida em: 12/07/1936
Dose do Remédio: 5 ml
“ A memória está-“
Fomos interrompidos.
Um barulho foi ouvido no corredor, um barulho de algo caindo no chão.
- Não vai dar tempo de correr! Se esconde! – Cochichei e me escondi atrás da poltrona.
Eu vi o Alex correndo e se escondendo dentro do armário de ferro.
A senhora Williams entrou no quarto, ela olhou para os lados e colocou duas coisas dentro da gaveta da escrivaninha central e trancou com uma chave, que ela guardou dentro da gaveta 36 e saiu da sala novamente.
Eu vi tudo apenas espreitando.
Depois que ela saiu, eu me levantei e o Alex saiu.
- Cara, vamos dar o fora daqui! – Falou Ele.
- Calma, o que será que ela colocou dentro daquela gaveta? – Perguntei.
- Você ainda vai olhar? Ela quase pegou a gente! – Ele falou.
Olhando que eu concordava com a cabeça, Alex ficou incrédulo, provavelmente repensando por que ele ainda é meu amigo.
Fui na gaveta 36 e peguei a chave da escrivaninha.
Coloquei a chave da escrivaninha na fechadura e abri.
Lá eu vi duas coisas que me chamaram muita atenção por serem familiar.
Lá, tinha o grande laço vermelho da Amelie e uma caneta tinteiro vermelha.
- O que o laço da Amelie está fazendo aqui? – Perguntei olhando para o Alex.
- Que estranho, eu nunca vi a Amelie sem esse laço, ela deve ter perdido. – Falou Alex.
- Cara, a Amelie não perde nada! – Falei.
- Tá bom, mas pode ter acontecido uma vez na vida mas e essa caneta tinteiro ai? – Falou Alex.
Quando olhei de novo para a caneta, me lembrei de onde eu havia visto aquilo.
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5 Dias Atrás
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Aula de Português.
- d***a, a tinta do meu tinteiro acabou. – Pensei.
Cutuquei a Julia que estava na minha frente e ela se virou.
- Oi Matheus! – Ela olhou para mim. – O que precisa?
- Você tem uma tinta de tinteiro ai? Esqueci de pegar outra e se eu pedir para ir agora a Senhora Williams não vai gostar. – Falei.
- Deixa eu ver aqui se eu tenho! – Ela se virou novamente para sua mesa e passou um tempo procurando em sua maleta escolar.
- Eu só tenho essa aqui! – Ela mostrou uma tinta da coloração vermelha. – Se você estiver sem caneta também, eu tenho essa aqui, ela vem junto dessa tinta.
Ela me mostrou uma caneta tinteiro vermelha.
- Não, obrigado, só preciso da tinta mesmo! – Falei pegando a tinta.
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- Isso é da Julia. – Falei.
- Da Julia? – Perguntou Alex.
- Sim. – Respondi.
Novamente fomos interrompidos, mas dessa vez por um grito.
- Quem gritou? – Eu pergunto.
- Foi um grito feminino! – Falou o Alex assustado.
Eu guardei a caneta da Julia no meu bolso, fechei a gaveta e a tranquei e deixei a chave onde estava.
Saímos correndo corredor a fora correndo, preocupados com a Emilly, mas fomos parados no caminho, por uma pessoa que definitivamente não esperávamos que estivesse ali.
A Senhora Williams estava possessa com sua face de puro ódio.
- O que os dois mocinhos estão fazendo aqui fora de suas camas? – Ela gritou conosco.
- Nós estávamos-
Não tive nem tempo de responder, ela agarrou nossos ombros muito forte e começou a nos levar para o quarto.
Chegando na porta ela nos largou, eu fiquei feliz por isso, meu ombro ficou realmente dolorido.
- Se eu ver, algum dos dois fora da cama novamente, eu não hesitarei em mandar os dois para a detenção! – Ela berrou em nossos rostos nos empurrando para dentro do quarto e fechando a porta.
- Emilly? – Perguntamos juntos.
- Estou aqui. – Ela falou, sentada em sua cama e acariciando seu pulso.
- O que ela fez com você para ter gritado? – Perguntou Alex, sua feição era de preocupação e de confusão ao mesmo tempo.
- Respondendo sua primeira pergunta, ela ouviu eu derrubando a coisa no corredor, ela veio checar e me viu recolhendo o que eu havia jogado, ela apertou meu pulso enquanto me dava um sermão enorme sobre ficar fora da cama e também sobre fazer barulho, o bom é que ela não notou que vocês estavam fora da cama. – Falou Emilly ainda acariciando seu pulso.
- Emilly eu sinto muito, isso tudo foi minha ideia, ideia estúpida inclusive, não achamos nada. – Falei me sentando em minha cama e baixando a cabeça.
- Está tudo bem Matheus, afinal, para que serve os amigos se não for para se dar m*l junto? – Ela falou sorrindo.
Eu sorri de volta, ela não parecia estar com raiva de mim, ainda bem.
- Emilly, mas e a segundo pergunta do Alex? Doeu tanto a ponto de você gritar? – Perguntei.
Ela levantou a manda da blusa e mostrou o pulso, tinha uma marca roxa na área do pulso.
- Aquela mulher é louca? Você precisa por alguma coisa nisso ai! – Falou Alex Chegando, puxando seu braço e dando uma olhada no pulso dela.
- Amanhã eu vou na enfermaria, afinal, ela deixou bem claro que é melhor nenhum de nós estar fora da cama novamente hoje, não está doendo tanto mais. – A Emilly falou.
Ela viu que ainda estávamos muito preocupados, então sorriu, o sorriso dela era bem bonito..
- Parem de ser bestas! Isso aqui não é nada tudo bem? – Falou ela sorrindo.
Isso acabou fazendo eu e o Alex começar a rir também.
Nós sempre tínhamos dessas, sempre começávamos a rir por pouca coisa, não precisávamos de muito para nos divertirmos.
- Mas então, tem um porém. – Emilly falou. – Realmente doeu muito e tudo mais, só que....
- Só que?.. – Perguntou Alex.
Eu fiquei muito curioso novamente.
- Não fui eu que gritei. – Falou a Emilly.
Toda a leveza que o momento de risadas havia trazido foi pelo ralo.
- C-Como assim? – Perguntei, eu não consegui esconder a surpresa.
- Eu também ouvi o grito, mas não fui eu, inclusive a própria Senhora Williams ficou surpresa, depois ela ficou nervosa, mas continuou o sermão e eu acabei esquecendo disso. – Respondeu Emilly.
- Calma, vamos lá, se não foi você que gritou, quem foi? – Perguntou Alex.
- Ok, agora eu estou realmente preocupado. – Falei olhando para eles.
- Isso tudo é muito estranho.. – Falou Emilly.
Um silencio se instalou no quarto, ninguém sabia o que falar.
- Emilly, tem mais uma coisa. – Falei.
- O que? – Perguntou Emilly.
- Quando a Senhora Williams entrou lá quando estávamos lá, vimos ela guardando umas coisas dentro de uma gaveta de uma escrivaninha, e quando olhamos lá dentro, vimo o laço de cabelo da Amelie e isso aqui.
Tirei a caneta tinteiro de dentro do meu bolso.
- Isso. – Mostrei para a Emilly, - Isso é Familiar para você?
- Julia. – Ela respondeu.
- Cara! Você trouxe isso para cá? Você é algum tipo de asno ou algo do tipo? – Falou Alex. – Se ela notar que isso sumiu a gente está frito!
- Ela não vai notar......Não é? – Perguntei
Alex colocou a mão na testa com decepção.
- Agora a gente vai ter que dar um jeito nisso, parabéns Matheus! Só não bato palmas para você para você para não acordar o resto do pessoal. – Falou o Alex.
Eu baixei a cabeça, eu estava muito envergonhado.
- Pega leve Alex, você nunca errou na vida? – Falou Emilly dando um beliscão nele.
- Ai cala a boca por favor não aguento mais você falando! –
Tomamos um susto e olhamos para os lados.
Quando olhei para a parte de cima do beliche onde a Emilly dormia, vi o Fred, um garoto que dormia no mesmo quarto que nós.
O Quarto era longo, muitas beliches para caber o máximo de pessoas possível.
- Relaxa gente, é só o Fred. – Falei me acalmando.
Todos ficamos calmos, nós sabíamos desde crianças que o Fred vivia falando dormindo, então o susto foi desnecessário.
Depois de tudo, escondi a caneta embaixo do meu colchão e fui dormir, amanhã pensaria como devolver essa caneta sem ninguém perceber que havia sumido.