Sem parar de dançar, encaminhei a foto do copo da minha bebida para meus stories, adicionando a localização do club. Ok, talvez eu fosse viciada no i********:, eu admitia.
Não fazia nem meia hora que tínhamos chegado naquela balada e eu já estava perto de ver tudo dobrado.
Dei mais um gole no drink, segurando meu celular com força na outra mão e vendo que Bailey apontava seu aparelho em minha direção, aparentemente gravando.
-She's nothing like a girl you've ever seen before. Nothing you can compare to your neighborhood w***e, I'm trying to find the words to describe this girl without being disrespectful- cantei, enquanto ele nitidamente dava zoom em minha direção.
Não me importei muito e assim que ele baixou seu celular, encarei Shivani. Ela estava beijando o garoto, Luke, sorri orgulhosa e senti meu celular vibrar.
Abri o i********:, Bailey tinha me marcado no story que acabara de postar. Esse garoto estava pedindo para ser assunto do i********: de fofoca da escola, ainda bem que eles sabiam da parceria entre as empresas, então achariam que esse era o motivo da viagem.
Vi seus outros stories, uma foto do espelho do banheiro do hotel e uma da multidão da balada, com a localização. Revirei os olhos e, ainda sem parar de dançar, repostei seu vídeo, com a hashtag TGIF (Thank God Is Friday). Olhei minhas marcações, também repostando a foto que Shivani tinha publicado com nós quatro dentro do carro.
-Está querendo dizer que não consegue encontrar uma palavra para me descrever, sem que ela seja desrespeitosa?- gritei no ouvido do May, por conta da música alta- Eu sei que sou alguém como você nunca viu antes- pisquei um olho, mordendo os lábios em seguida.
-Você é muito convencida, Joalin!
-Tem certeza que sou, Bailey? Porque você acaba de postar um vídeo meu, dançando. E se eu entendo bem essa língua que estamos falando, no exato momento em que você deu um zoom nada discreto na minha direção, a letra da música falou sobre alguém que além de tudo isso, é tão boa de cama, que não dava para comparar com a experiente p********a da vizinhança.
-Mas...
-Não se faça de lerdo, May, eu sei que você entendeu a música. Agora preciso perguntar, foi tão bom assim para você? Porque eu achei bem mediano!- menti, descaradamente.
-Tem certeza que achou?- ele me puxou pela cintura, fazendo minha pele se arrepiar instantaneamente- Porque eu também me lembro bem de ter que calar a sua boca com a minha, antes que você gritasse alto suficiente para acordar toda a rua, quem sabe o bairro.
-Qual é o propósito de t*****r com alguém que vai gozar e te deixar na mão?
-Está querendo dizer que você fingiu o*****o?
-Duas vezes- fiz o número com a mão, na mentira mais clara e i****a da minha vida.
Eu adorava provocar Bailey May, de graça, sem motivo.
-Achei que você fosse franca o suficiente para não mentir. Não falo de mentir na minha cama, porque sei que cada gemido foi verdadeiro, mas do que você está fazendo nesse exato momento. Ou isso é porque é orgulhosa demais para pedir replay?
-Você acha mesmo que eu estou mentindo? Isso comprova a teoria que toda garota que foi para cama com você precisou fingir, exatamente como eu fiz na última noite. Triste May, triste!
-Vamos ver!- ele deu dois passos para trás- Shivani, vamos embora- puxou sua irmã pelo braço, delicadamente.
Mordi meu lábio, entendendo seu intuito em voltar para o hotel.
-O que? Mas por quê?- ela segurou na mão de Luke, o arrastando junto.
-Já é uma e meia, vamos acordar muito cedo amanhã- virou para trás, me encarando- Você vem?- seu olhar era claramente malicioso.
-Fazer o que, né- dei de ombros, fingindo tédio. Virei o resto da minha bebida de uma vez e deixei o copo para trás, seguindo eles.
-Eu esqueci completamente que estamos uma hora na frente de Los Angeles- ela se virou para mim.
-Odeio fuso horário!
-Você odeia muitas coisas Joalin- O i****a de seu irmão rebateu, me fazendo revirar os olhos.
-Incluindo você!
-Touché- a indiana sorriu, satisfeita.
Aqueles quinze minutos no carro seriam perfeitos para um cochilo, antes de uma madrugada longa. E foi exatamente o que eu fiz, não só no trajeto de volta para casa, mas no tempo em que a caçula tomava seu banho.
-Gente, posso apagar a luz?- Shivani saiu do banheiro de pijama.
-Por mim tudo bem, já peguei minha roupa- falei, levemente sonolenta.
-É, eu também- seu irmão falou.
-Você não esqueceu de pegar o número de Luke, certo?- questionei, enrolando um pouco.
-Não esqueci- ela riu, com as bochechas coradas. Apagou a luz e deitou na cama, cobrindo todo seu corpo e cabeça com o edredom.
-É... Vou tomar meu banho- me levantei, segurando a calcinha e a blusa que tinha roubado de Josh. Já tinha despejado minha nécessaire no banheiro, quando cheguei.
-Não trancava a porta. A maçaneta está emperrando- Shivani alertou, antes de voltar a cobrir seu corpo por inteiro. Corri meus olhos até seu irmão, que me encarou, com uma expressão já conhecida.
-Vou tomar cuidado com isso- o olhei mais uma vez, antes de entrar no cômodo.
Encostei a porta e encarei meu reflexo no espelho, tínhamos passado menos de duas horas na rua. Apesar de ter sido o suficiente para que eu ficasse bêbada, eu ainda estava bem ajeitadinha, até.
Tirei toda a maquiagem e escovei os dentes, amarrei meu cabelo em um coque bem firme e me despi, ligando o chuveiro em seguida. A água quente massageou meus músculos, eu realmente precisava de uma boa noite de sono, mas essa seria mais uma das que eu dormiria muito tarde e acordaria cedo.
Isso já estava virando rotina, nos fins de semana ou não. Tudo me levava a crer que só conseguiria realmente descansar quando tivesse férias.
Esfreguei o sabonete com cuidado, para não molhar meu cabelo. Ouvi o barulho da porta se fechando, de forma muito parecida com o que aconteceu nessa manhã.
Me virei para o lado, Bailey estava tirando sua roupa.
-Sua irmã vai acordar- foi a única coisa que passou pela minha cabeça.
-Ela dorme rápido e tem o sono muito pesado- caminhou em minha direção.
-Não posso lavar meu cabelo essa hora- saiu como um sussurro, quando abri a porta do box de vidro, para ele entrar.
-Eu posso- deu de ombros, entrando no chuveiro e passando os dedos por entre os cabelos.
-O primeiro quarto que me levou- Minha voz permanecia muito baixa, quase falhada- Não era seu quarto, certo?
-Era de Shivani. O meu era o de ontem.
-Por que me levou no seu quarto? Se nem alguns de seus amigos entram lá...
-Eu só... Não pensei na hora. Você perguntou onde era a janela do meu quarto, eu disse. Quando percebi o que tinha feito, já era tarde demais e você estava deitada no chão da minha sacada.
-Se arrependeu?
-Por você ter entrado no meu quarto? Não! Não é como se fosse proibido, eu só não me sinto confortável levando todo mundo para lá, o tempo todo.
-Hum
-Tirando meus pais, Shivani, Any e Lamar, todo o resto que já entrou lá, entrou por um bom motivo. Acho que a noite de ontem foi um desses grandes motivos.
-Se você diz- dei de ombros.
-Eu sei que você concorda comigo.
-Se você se garante tanto assim- revirei os olhos.
-Sabe de uma coisa? Sina começou a andar com você e mudou da água para o vinho. Minha irmã, em pouco tempo de convivência contigo, ficou com um garoto desconhecido, o que é uma atitude muito rara da parte dela.
-O que está querendo dizer com isso?- eu ficava na defensiva o tempo todo, quando estava com Bailey.
-Não sei... Só é- engoliu seco- Estranho!
-Já ouviu falar em 5 Seconds of Summer?
-A banda? Sim- me encarou, como se eu fosse a pessoa mais maluca e aleatória do mundo.
Não que eu não fosse.
-She said to me, forget what you thought 'Cause good girls are bad girls that haven't been caught- cantarolei.
-Está querendo dizer que minha irmã é uma Bad Girl?
-Estou querendo dizer que toda garota é um pouco bad girl, todo garoto é um pouco bad boy, basta procurar essa "parte" no lugar certo. Em alguns essa é a metade mais evidente, em outros a mais escondida, mas todo mundo tem o lado mau e o lado bom.
-Yin-yang
-Exato- não demorou mais de dez segundos em silêncio, até que eu percebesse seu olhar pelo meu corpo- Gosta do que vê? Porque é o meu segundo banho que invade em menos de vinte e quatro horas. Quer aproveitar cada oportunidade que tem, para me ver sem roupa, May?
-Você diz que eu que sou convencido, mas tenho a impressão de que você acha que o mundo gira em torno de seu próprio umbigo, Joalin- ele me arrastou para baixo do chuveiro, me obrigando a desviar a cabeça, antes que meu cabelo ficasse encharcado.
-Eu acho que não sou a única egocêntrica por aqui. Sabe- beijei seu pescoço e deixei uma mordida em seu ombro- Ontem a noite, ficou bem claro para mim...
-O que ficou claro?- ele provocou, descendo sua mão até minha i********e.
-Que você só se importa com seu próprio p*u, ou melhor, com seu próprio g**o.
-Você jura?- sorriu provocativo, tocando a minha entrada- Porque me parece que você já está molhada. E olha... Eu m*l te toquei, exatamente como nessa manhã, no meu carro.
-Eu finjo muito bem- saiu como um gemido, que m***a.
-Igual você está fingindo que é forte? Está fazendo isso agora!- desceu sua boca, deixando um beijo em meu mamilo- Joalin, me lembro de cada detalhe. Me lembro do seu corpo tremendo contra o meu, das suas pernas completamente sem forças. Me lembro de cada grito abafado, de cada suspiro que deu em minha cama.
-Era a bebida, você bebeu de mais, May- tentei soar firme. Ao menos tentei.
-Se você tem tanta certeza disso tudo, acho que pode me provar nesse exato momento.
Bailey se ajoelhou na minha frente. Uma cena que, de fato, eu nunca esperava ver. Toda a pressão da água do chuveiro atingiu seu rosto, enquanto ele se enfiou no meio das minhas pernas.
Joguei o peso do meu corpo para a parede do box, olhando para seu rosto e vendo a água cair com força em suas costas. Bailey passou a língua por toda a minha i********e, me fazendo segurar um gemido com toda a pouca força que restava em meu corpo.
Mas eu não consegui me manter quieta por muito tempo. Assim que suas chupadas se concentraram em meu c******s e seus dedos começaram a me penetrar, foi impossível não gemer. Lembrar que a única coisa que nos separava de Shivani era uma fina parede, me fez tentar ser mais silenciosa, pelo menos o máximo que dava.
-Eu acho melhor você vir aqui logo, antes que sua irmã acorde- quis acabar com a enrolação, porque por mais que eu estivesse amando cada segundo dela, o medo de não conseguir me controlar e acordar a indiana me dominava.
-Está apressadinha desse jeito?- ele me virou, fazendo meus m*****s encostarem na parede fria do banheiro- Não precisa continuar com esse fingimento, Joalin. Você não consegue enganar nem a si mesma- ele desligou o chuveiro e distribuiu beijos por todas as minhas costas.
-Anda logo- foi a única coisa que consegui falar. Bailey se levantou, saindo do box. Voltou alguns poucos segundos depois, assim que colocou a c*******a.
Eu permaneci imóvel, talvez nem tivesse força para me mexer. Senti seu m****o duro na altura da minha b***a e suas mãos firmes passearam pelos meus s***s e minha barriga.
-Admita, Joalin- ele roçou seu pênis, de maneira torturante, na minha entrada.
-Admitir o que?- me fiz de i****a- Se você fizer xixi em mim, eu te mato- zoei com a "incontinência urinária".
-Engraçadinha- virei minha cabeça para trás, vendo ele revirar os olhos- Admite que cada gemido, cada suspiro, cada o*****o da última noite foi verdadeiro.
-E se eu não fizer?- sorri, mordendo os lábios.
-Humm, se você insiste tanto em não me dizer a verdade, acho que não vai se importar se nossa brincadeirinha acabar por aqui, certo?- ele iniciou a penetração, de maneira lenta e torturante.
-Eu me importo- as palavras escaparam da minha boca, eu estava descontrolada- Foi tudo verdadeiro, eu não fingi nada- meu tom de voz era baixo e um pouco envergonhado.
-Uhm, preciso dizer que já sabia disso- ele sussurrou, antes de deixar uma mordida leve na minha orelha e penetrar de uma vez.
Se sua mão não tivesse tapado a minha boca, eu teria gemido alto, muito alto. Mas o que quase me levou ao o*****o, foi mesmo a sua voz rouca, gemendo baixinho no meu ouvido.
-Bay- minha voz falhou, pela milésima vez naquela noite. O barulho de seu quadril encontrando meu corpo se intensificou e cada minuto de puro prazer passou mais rápido que a velocidade da luz.
Ele me virou em sua direção, juntando seus lábios aos meus de forma faminta e afobada. Gemi contra sua boca, em cada estocada rápida e profunda que nos unia.
O prazer extremo nos atingiu ao mesmo tempo. Senti cada pelo do meu corpo se arrepiando, enquanto minhas pernas tremiam extremamente bambas, meus olhos reviravam e eu mordia a boca de Bailey, que deixou seu peso cair por cima de mim.
Me desequilibrei e perdi todo o ar, meu corpo estava mole e o filipino me segurou pela cintura, tirando seu pênis de dentro de mim e pressionando seu corpo contra o meu, me beijando mais uma vez.
-Isso não me pareceu nem um pouco fingido!- me provocou, deixando um t**a estalado em minha b***a e se afastando.
E o filho da p**a ainda conseguiu evitar que a água molhasse meu cabelo, nenhuma única gota o atingiu.
Que Vanessa me perdoasse pelo xingamento!