Capítulo 107

1473 Palavras

Ricardo narrando… Cheguei na Rocinha já de madrugada, o céu pesado e o ar denso de fumaça e diesel. O lugar fervia como sempre — som alto, gente andando pra lá e pra cá, segurança na esquina com fuzil no peito. Edigar tava me esperando na frente de uma casa de dois andares, fumando um cigarro e falando no rádio. Assim que me viu, deu aquele meio sorriso de sempre. — Aí, Ric. Sabia que tu vinha. — ele disse, apertando minha mão firme. — Entra, a gente precisa conversar. Subi com ele até a sala do segundo andar. No meio da mesa tinha mapa, papel espalhado e um notebook aberto com várias anotações. Pedro ficou encostado na parede, só observando. Edigar puxou uma cadeira, sentou e soltou o cigarro num cinzeiro. — O bagulho é o seguinte, irmão. A gente vai ter que sair daqui uns dias. — Sa

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