Vitória narrando… O barulho do despertador ecoou pelo quarto, e eu, ainda sonolenta, estiquei o braço pra desligar. Peguei o celular e, antes mesmo de levantar, vi uma notificação piscando na tela. Era dele. Ricardo: > “Tô indo resolver umas paradas fora, coisa de trampo. Quando acordar, me responde. Quero falar contigo antes de viajar.” Meu coração apertou na hora. Ele raramente mandava mensagem assim — direta, mas diferente, como se tivesse algo por trás das palavras. Suspirei, passei a mão no rosto e digitei rápido: > “Pode ser agora cedo, antes de eu ir pro serviço. Tô em casa.” Enviei e fiquei olhando pra tela por alguns segundos, como se ela fosse me responder de volta. Guardei o celular e me levantei, ainda meio aérea. O sol já começava a entrar pela janela, dourando

