Capítulo 31

503 Palavras

Vitória narrando O silêncio pesou entre nós depois daquilo. Eu ainda estava tentando assimilar o que ele tinha acabado de dizer: três mil por semana. Aquilo parecia um sonho. Mas Ricardo não era um homem que gostava de silêncio por muito tempo. Ele puxou o ar fundo, tirou os olhos de mim e falou, com a voz firme de sempre: — Já deu, Vitória. Vai deitar. Amanhã cedo cê vai comigo pra boca de novo, e eu não quero ninguém caindo de sono lá. Arregalei os olhos, surpresa com o jeito direto dele. Eu ainda queria perguntar mais coisas, queria entender melhor como funcionaria, mas entendi que não era hora de discutir. Engoli em seco, assenti com a cabeça e me levantei devagar. O chão frio da área externa gelava meus pés enquanto eu caminhava até o corredor. Atrás de mim, eu sentia o olhar del

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