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1101 Palavras

Vitória narrando… O sábado amanheceu diferente. Tinha alguma coisa no ar — talvez fosse a brisa quente misturada com o som das casas tocando pagode já cedo, talvez fosse só o sentimento de que o dia prometia. Desde a hora que acordei, a favela parecia viva. O povo na rua rindo, lavando a calçada, arrumando cadeira de plástico, preparando as carnes pra mais tarde. Todo mundo sabia: hoje ia ter o pagode da Maré. Eu tava em casa, já com o cabelo lavado, de toalha na cabeça e uma camiseta velha, quando escutei baterem na porta. Era a Brenda, claro, animada como sempre, com um sorriso que quase não cabia no rosto e uma sacola enorme nas mãos. — Amiga, se prepara que hoje o bagulho vai ser lindo! — ela disse entrando, sem nem pedir licença. — Você parece que vai casar, Brenda! — falei ri

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