Vitória narrando… Eu m*l conseguia sentir meus joelhos quando saímos do banheiro. Ricardo me segurava pela cintura como se eu fosse desabar a qualquer segundo — e, sinceramente, talvez fosse mesmo. Minha respiração ainda vinha curta, meu peito queimava, meu corpo inteiro parecia aceso. Ele abriu a porta do banheiro com aquela calma irritante de macho que acha que sempre tem o controle de tudo. Mas eu sabia a verdade. Sabia pelo jeito que ele me olhava. Sabia pelo jeito que ele me puxava pra perto. Sabia porque os dois estávamos ali… totalmente entregues. O quarto tava uma bagunça: lençol no chão, travesseiro jogado no canto, nossos sapatos espalhados. A janela deixava entrar uma luz fraca — aquela claridade cinza de quem sabe que o amanhecer tá chegando. Ricardo me puxou devagar

