Ricardo narrando… A porta do banheiro bateu atrás de nós, abafando o barulho distante da festa. Só tinha o som da água caindo forte no box e a respiração dela — rápida, quente, entregue. A luz ali dentro era fraca, meio amarelada, refletindo no azulejo úmido. Vitória tava na minha frente, com o peito subindo e descendo descontrolado, os cabelos grudados no pescoço, a boca inchada de tanto beijo. Caralho… eu nunca vi ela tão linda. Tão minha. — Vem cá — falei baixo, minha voz arranhada de desejo. Peguei na cintura dela e puxei devagar, fazendo o corpo dela colar no meu. A água morna bateu nos nossos ombros, escorreu pelo peito dela, desceu entre os s***s… e eu quase perdi o controle na hora. Ela levantou os olhos pra mim, devagar, com aquela cara de “eu quero mais”. Aquele olhar

