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IMPÉRIO DE SANGUE: O TRONO DA OBSESSÃO

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os opostos se atraem
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Sinopse

No domínio absoluto do Complexo do Império, onde a autoridade é imposta pelo cano de uma arma e o destino é traçado em solo ensanguentado, Heitor "Feroz" governa como um soberano implacável. Ele é a personificação da brutalidade: alma impenetrável, cicatrizes que são troféus de batalhas vencidas e um rastro de oponentes que pereceram sob seu comando. Para Heitor, as mulheres sempre foram apenas instrumentos de prazer momentâneo, válvulas de escape para a tensão constante da guerra urbana. Ele nunca permitiu que ninguém atravessasse sua armadura... até que uma dívida de sangue do passado exige seu preço.A conta surge na figura de Kyra Volkov. A herdeira da Máfia Russa não possui apenas uma beleza hipnotizante; ela é uma arma de precisão, forjada no gelo de Moscou para ser a peça mais letal do crime organizado mundial. Exilada de sua terra por uma traição interna, ela busca refúgio no território de Heitor. O conflito é imediato. Kyra foi educada para liderar, não para obedecer, e Heitor jamais aceitou ser desafiado em seu próprio trono.Quando a "Rainha do Crime" confronta o olhar do Feroz, o ar se torna pesado e a atmosfera entra em combustão. Ela não recua, ela provoca, ela desafia a soberania dele com uma altivez que inflama os instintos mais primitivos do homem que comanda o morro. O que deveria ser um pacto de proteção transforma-se em uma fixação doentia e visceral. Sob o calor sufocante e o isolamento das noites no Império, a tensão s****l entre eles se torna uma bomba-relógio, uma força da natureza pronta para destruir qualquer barreira.As madrugadas tornam-se o palco de uma guerra sensorial absoluta. É o toque que marca a pele, o beijo que carrega o gosto do perigo e uma química tão devastadora que faz a estrutura do morro estremecer. Heitor busca dominar a fera russa, enquanto Kyra está determinada a subverter o poder do homem que se julga seu dono. Em meio a lençóis que queimam e ao suor do desejo proibido, eles mergulham em um jogo de sedução sombrio, onde o prazer é a única arma permitida.Enquanto alianças inimigas se formam nas sombras para aniquilar o Complexo, o Feroz e sua protegida letal precisam decidir: vão permitir que essa paixão violenta os consuma até as cinzas ou vão transformar esse incêndio em um poder devastador para esmagar todos os que ousarem desafiar sua união? Prepare-se, porque neste império, o amor é uma execução e o desejo é o crime mais prazeroso de todos.

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PRÓLOGO: O BATISMO NAS CINZAS DO IMPÉRIO
O silêncio aqui no topo do Complexo do Império não é ausência de som; é uma entidade viva, um demônio que segura o fôlego esperando o próximo grito. É aquele tipo de quietude tensa que precede o estouro de uma granada de fragmentação, um vácuo carregado com o cheiro acre de borracha queimada, esgoto aberto e o perfume metálico, doce e enjoativo de sangue que nunca termina de secar nas frestas do asfalto. A garoa que cai agora é fina, uma névoa fria e cínica que tenta, em vão, lavar a alma dessa favela, mas só consegue deixar o chão mais liso pra quem tá prestes a cair e não levantar nunca mais. Eu sou o Heitor, mas se tu valoriza cada batida do teu coração e quer continuar respirando o ar pesado desse RJ, me chama de Feroz. Tenho trinta e dois anos e cada ruga no canto dos meus olhos, cada cicatriz que atravessa minha pele curtida, foi conquistada no meio do tiroteio, sob o clarão dos traçantes que riscam o céu como estrelas cadentes do inferno. Fui forjado na bigorna da fome, temperado no óleo diesel e batizado na pólvora; aprendi cedo que, neste morro, ou tu é o martelo que bate, ou tu é o prego que aguenta a porrada. E eu, desde que me entendo por gente, nunca aceitei ser pregado em lugar nenhum. Eu sou o dono da marreta. O pátio de concreto atrás do galpão principal um espaço encravado na rocha bruta que sustenta o coração do morro virou meu tribunal particular nesta madrugada maldita. A iluminação era cênica, quase de um filme de terror da vida real: dois blindados, os meus "Caveirões do Império", estavam posicionados com os faróis altos travados no centro, criando um palco de luz branca, crua e violenta onde a poeira e a neblina dançavam um balé macabro. No centro desse brilho cegante, de joelhos, soluçando e se mijando como a criança que nunca deixou de ser, tava o Ramos. Um verme. Um cara que cresceu comigo no lixo, que dividiu o prato de comida quando a gente não tinha nada e que trocou muita munição comigo em invasão de facção rival. Mas o Ramos achou que a minha confiança era um cheque em branco que ele podia descontar na traição. O infeliz tentou vender as frequências dos nossos rádios e as rotas de fuga do Império pros alemão da Zona Sul por um punhado de notas de cem que cheiravam a carniça. Ele não traiu só o líder; ele traiu a família, os crias que dão a vida pra segurar esse território. E no meu dicionário, "traição" é uma palavra que se apaga com escarlate. Meus homens André, Tuca e Pingo formavam uma muralha de sombras ao redor, os canos dos fuzis 7.62 apontados pro chão, mas com os dedos acariciando os gatilhos com uma vontade quase erótica de apertar. Eles não olhavam pro Ramos; o olhar deles tava cravado em mim, esperando a faísca que daria início ao incêndio total. Eu me aproximei sem pressa, cada passo ecoando como um tiro de misericórdia. O som das minhas botas táticas esmagando os estilhaços de vidro no chão era o cronômetro da vida dele chegando ao zero. Eu não sinto raiva no momento do abate. Raiva é sentimento de amador, faz a mão tremer e o tiro desviar. Minha mão é um instrumento de precisão, fria como o gelo que a russa ia trazer pro meu asfalto mais tarde. Sinto apenas a frieza de quem limpa a própria casa de uma infestação de ratos. Parei na frente dele. A sombra do meu corpo, projetada pelos faróis dos blindados, engoliu o Ramos por inteiro. Ele tentou falar, a boca abrindo e fechando enquanto o suor limpava sulcos na sujeira da cara dele. Ele fedia a medo, aquele cheiro azedo, pungente, que sobe de quem sabe que o inferno tá com o portão aberto e o d***o já tá puxando a cadeira. Segurei ele pela nuca, meus dedos enterrados no couro cabeludo oleoso, e senti a vibração da sua garganta enquanto ele implorava por uma misericórdia que eu já tinha enterrado há décadas, junto com a minha inocência. Minha outra mão buscou a faca de combate na bainha da cintura. Aço carbono fosco, que não reflete luz pra não dar pista. Uma extensão do meu próprio braço. Tracei a linha na garganta dele com a ponta da lâmina, sentindo o pulsar frenético da carótida. Sem hesitação. Sem discurso. O aço beijou a pele, rasgou os músculos e abriu o caminho por onde a vida escapa sem pedir licença. O sangue não escorre, ele jorra, um arco quente e ruidoso que pintou o concreto de um vermelho tão vivo que parecia brilhar sob os faróis potentes. Senti o corpo dele ter uma última convulsão, um espasmo de quem tenta segurar o oxigênio que não chega mais, e depois ele ficou pesado. Inútil. Um saco de carne sem alma. Joguei aquele resto de gente pro lado como se fosse um fardo de mercadoria estragada e limpei a lâmina na camisa social cara que ele tinha comprado com o dinheiro da traição. O recado foi escrito em escarlate no chão do Império pra quem quisesse ler: Aqui, a dívida de sangue não aceita parcelamento e o juros é a própria existência. Mas o destino é um desgraçado que adora pregar peça em quem acha que tem o controle de tudo. Eu ainda tava sentindo o calor do sangue do Ramos no meu antebraço, o vapor subindo da poça vermelha no frio da madrugada, quando o celular no meu bolso tático vibrou. Um número internacional. Prefixo da Rússia. O tipo de chamada que faz o tempo parar e o instinto de sobrevivência gritar. Era o Don Volkov. O velho tubarão das estepes, o cara que me deu o primeiro fuzil de verdade e me ensinou a ler o mercado do crime internacional quando eu não passava de um pivete com sede de mundo e ódio no olhar. A voz dele tava um fiapo, carregada de um veneno que não era gíria de morro; ele tinha sido traído por quem comia na mesa dele, dentro do próprio palácio em Moscou. No seu último suspiro de poder, o velho não pediu ajuda; ele deu uma ordem. Ele tava mandando a sua única herdeira, a joia da coroa russa, a menina que ele criou pra ser uma loba entre cordeiros, pro único lugar no mapa onde o braço da Interpol não alcança e onde a traição morre na ponta da minha faca. Eu aceitei, não por gratidão — que é moeda fraca no crime —, mas porque o destino me ofereceu uma Rainha e eu já tinha o tabuleiro inteiro na mão. Eu só não sabia que a Rainha vinha com um rastro de pólvora e gelo que ia incendiar o meu morro. Enquanto o corpo do Ramos esfriava no Rio, em Moscou a neve não tava caindo; tava sendo incinerada. Kyra Volkov não saiu do país como uma fugitiva de filme barato, escondida num fundo de navio. Ela saiu como um furacão de categoria cinco. No banco de trás do Mercedes blindado, cruzando as ruas geladas da capital russa sob uma chuva de balas, ela sentiu o cheiro de traição dos seus próprios guardas, Matteo e Ruggiero, antes mesmo dos caras pensarem em destravar as travas de segurança. A Kyra não é uma boneca de porcelana que tu guarda na estante; ela é aço temperado revestido de seda italiana. Quando o Ruggiero girou o corpo no banco da frente pra terminar o serviço sujo encomendado pelos usurpadores, a Beretta dela já tinha cuspido fogo duas vezes. Fria. Letal. Sem um pingo de remorso nos olhos cor de tempestade. Ela quebrou o punho de um com um movimento de artes marciais que aprendeu na Spetsnaz, estourou a rótula do outro com um chute certeiro de salto agulha e saltou do carro a quase cem por hora, segundos antes do veículo se chocar contra um muro de contenção e virar uma pira funerária de metal retorcido e carne queimada. Ela cruzou o oceano com os olhos queimando, o anel de sinete dos Volkov esmagado no punho cerrado e uma sede de vingança que faria o Oceano Atlântico ferver. O encontro foi marcado pro Cais 17, um lugar esquecido por Deus onde o cheiro de salitre se mistura com o óleo velho das máquinas e a corrupção das autoridades portuárias. Foi um choque de realidades que fez o chão tremer. O carrasco enviado pela máfia russa para terminar o serviço, um psicopata de terno sob medida chamado Luca, achou que o Brasil era terra de ninguém, que ia chegar aqui, pegar a "mercadoria" e voltar pra casa com bônus. O desgraçado não conhecia o Feroz. O tiroteio foi um caos orquestrado, uma sinfonia de chumbo grosso rasgando contêiner de aço como se fosse folha de papel. Meus homens caíram pra dentro com o sangue nos olhos. E foi ali, no meio daquela dança de morte, entre faíscas de balas ricocheteando no metal e gritos de homens agonizando, que a Kyra desabou nos meus braços. O abdômen dela tava aberto, um buraco de fuzil desgraçado que cuspia o sangue nobre dela por cima do meu colete tático, manchando o meu símbolo de guerra. Mas os olhos dela... p***a, aqueles olhos castanhos não tinham um pingo de medo. Tinham um desafio, uma promessa de que se ela morresse, o mundo ia junto. Ela me olhou fixo, a respiração falhando, como se dissesse: "Me deixa morrer agora e eu juro que te assombro por toda a eternidade". Naquele momento, eu virei um demônio. Abri caminho na marra, descarregando meu fuzil com uma mão só enquanto sustentava o corpo dela com a outra, transformando o porto num cemitério de russos metidos a b***a. Ninguém toca no que eu decidi que é meu. Agora, aqui no Refúgio a minha clínica clandestina, um bunker de alta tecnologia escondido nas entranhas da rocha, onde o estado não entra e a lei sou eu o cheiro de éter e álcool hospitalar sufoca qualquer outro rastro de humanidade. Kyra tá lá, pálida como a neve que ela deixou pra trás, deitada numa maca de inox frio enquanto o monitor cardíaco apita num ritmo desgraçado, lento, quase parando, como se estivesse contando os segundos pra me deixar na mão e levar a minha nova obsessão embora. O Severino, um dos meus conselheiros mais antigos, o cara que me viu crescer roubando carga, teve a audácia de chegar perto de mim, com aquele bafo de cachaça e medo, e dizer que ela era um problema internacional, que o pai dela já era e que trazer a guerra da máfia russa pro meio do Complexo era pedir pra ser varrido do mapa pelo exército. Eu não usei palavras pra responder. Palavras são pra quem não tem poder. Só girei o corpo, o movimento vindo do quadril, e descarreguei um soco que pareceu uma marretada de demolição na cara dele. O som do osso do nariz dele explodindo e o dente voando ecoou pelas paredes de azulejo branco da clínica. Joguei ele contra a parede, segurei pelo colarinho sujo e encostei o cano quente do meu revólver na testa suada dele. — "Presta atenção aqui, seu verme de esgoto! Abre bem os ouvidos pra não ter que abrir a sua cabeça! Ela não é a p***a de um problema. Ela é a MINHA convidada! Ela respira porque eu deixo, ela vive porque eu quero e agora ela tá sob a MINHA sombra! Se aquele monitor ali fizer um barulho contínuo, se ela apagar por um segundo que seja, eu mesmo te mando pro inferno na frente dela pra avisar ao capeta que a Rainha tá chegando e que ele tem que limpar o trono pra ela!" — o meu urro fez as lâmpadas fluorescentes da clínica tremerem. A Duda, nossa enfermeira de guerra, acostumada a costurar braço decepado e tirar bala de pulmão sem anestesia, tava com as mãos mergulhadas no vermelho, tentando desesperadamente costurar o que o chumbo russo destruiu. O rádio na minha cintura chiou de novo. Era a voz do Luca, o frouxo que fugiu do porto, prometendo que o Complexo ia virar cinza, que a máfia russa ia descer com tudo se eu não entregasse a "encomenda". Eu dei um sorriso que não tinha nada de humano, um repuxo de lábio que mostrava os dentes como um lobo antes da jugular. Segurei a mão gelada da Kyra, senti o pulso fraco e errático dela contra a minha pele grossa e calejada, e fiz um pacto silencioso com todas as forças das trevas: ninguém, nem na Terra, nem na Rússia e muito menos no Inferno, encosta no que eu decidi que me pertence. Naquela madrugada, entre o cheiro de chuva batendo no asfalto quente da favela e o som mecânico e frio dos respiradores, a história do crime mundial mudou de dono. Dois predadores de elite se encontraram no topo da cadeia alimentar. O Rei do Morro, o dono do fuzil, e a Rainha do Crime, a dona da estratégia. O mundo que se prepare, porque o maior incêndio que o submundo já viu acabou de receber o primeiro sopro de pólvora pura. Eu sou o Heitor, o Feroz. E se a obsessão tem um trono, eu acabei de sentar nele com a minha rainha sangrando nos braços. O Império agora é absoluto. 📢 NOTA DA AUTORA: O JOGO SÓ COMEÇOU! E aí, sentiu o peso do chumbo? Se tu achou que o prólogo foi tenso, se prepara, porque no Complexo do Império, a paz é um luxo que ninguém pode pagar e a obsessão é a única lei que impera. O Heitor não brinca em serviço e a Kyra não veio pra ser figurante. O que acontece quando o poder bruto do morro encontra a sofisticação letal da máfia? É fogo contra fogo, e no final, só um trono vai sobrar de pé. Não fica de fora dessa guerra: 👉 Adicione "Império de Sangue: O Trono da Obsessão" na sua biblioteca agora mesmo! 👉 Comenta aí embaixo o que tu achou dessa execução do Ramos. Ele mereceu ou o Feroz pesou a mão? 👉 Siga o perfil pra receber as notificações de cada capítulo novo. O sangue já foi derramado. O pacto tá assinado. E tu? Vai subir o morro com a gente ou vai ficar assistindo a cidade queimar de longe? #ImperioDeSangue #TronoDaObsessão #DarkRomance #CrimeBook #FerozEKyra

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