Bárbara Narrando Quando eu parei o carro na frente de casa, minhas mãos ainda estavam tremendo. O motor continuava ligado, mas eu não tinha coragem de descer. Minha cabeça estava uma bagunça. O Lobo tinha subido o morro na frente, furioso. E eu sabia exatamente o porquê. A foto. Eu sabia que alguém tinha visto. Ou tirado. Ou mandado. Eu só não sabia quem. Respirei fundo. Uma. Duas. Três vezes. Mas não adiantava. Meu peito continuava apertado. Porque eu sabia que aquela conversa ia mudar tudo. Desliguei o carro. Desci devagar. A rua estava silenciosa. Mas eu sentia o peso daquele silêncio. Cada passo até a porta de casa parecia mais pesado que o outro. Quando entrei, vi a luz da sala acesa. Meu coração bateu forte. O Lobo estava sentado no sofá. Os cotovelos apoia

