A casa dela ficava numa parte mais tranquila. Bati na porta. Quem abriu foi ele. O pai dela me mediu de cima a baixo. — Bom dia. — eu falei. — Bom dia. — ele respondeu, seco. — O que você quer, Juninho? aconteceu alguma coisa?. Direto. — Posso entrar pra conversar? Ele ficou alguns segundos me encarando. Depois abriu espaço. — Entra. A sala era simples, organizada. Ele sentou na poltrona e eu fiquei em pé por um instante, sem saber onde colocar as mãos. — Senta. — ele apontou pro sofá. Eu sentei. O silêncio pesou. — Fala. — ele disse. Eu respirei fundo. — Eu vim falar da Lisa. Os olhos dele mudaram na hora. Ficaram mais atentos. — O que tem minha filha? — Eu gosto dela. Simples. Sem rodeio. Ele não falou nada. — Gosto de verdade. — continuei. — E eu não quero ficar faz

