capítulo 34-1

716 Palavras

BÁRBARA NARRANDO A cada barulho de tiro, meu corpo se tremia inteiro. Era como se cada estampido atravessasse não só as paredes da lanchonete, mas o meu peito também. Minha mãe me abraçava forte, repetindo que tudo ia ficar bem, mas o medo já tinha criado raízes dentro de mim. Eu nunca tinha passado por nada assim. Nunca senti tanto pavor na vida. E, no meio do caos, no meio dos meus pensamentos embaralhados, só conseguia imaginar o Lobo correndo pelo morro, arma na mão, se arriscando entre a vida e a morte. — Aqui é sempre assim? — perguntei, a voz falhando. Minha mãe me olhou, depois lançou um olhar rápido pra Lisa antes de responder. — Não é sempre, minha filha… mas a polícia tá sempre tentando subir o morro e prender o Caveira e o Lobo. Aquilo fez meu estômago revirar. Como conse

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