capítulo 29

1204 Palavras

JUNINHO NARRANDO Cheguei na boca com o recolhe e a grana da noite ainda quente dentro da mochila. O sol já tava castigando o morro, aquele calor que sobe do chão e mistura com cheiro de pó, café e fumaça de moto subindo e descendo sem parar. Quando eu virei o corredor da laje e dei de cara com o Caveira parado na porta, quase deixei a mochila cair. — Tá assustado, cäralho? Que bandido é você que tem medo das paradas assim? Ele falou com aquele sorriso de canto de boca que não dá pra saber se é zoeira ou ameaça. Eu soltei o ar pelo nariz e ajeitei o boné. — Cê é louco, patrão. Eu nem sabia que o senhor tava de volta no morro, tá ligado. Era verdade. Quando ele some, a gente nunca sabe onde tá, mas sabe que é coisa grande. E quando ele volta do nada, é porque tem coisa maior ainda vind

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