capítulo 28

1211 Palavras

LOBO NARRANDO Eu tava descendo a avenida feito um louco. O celular dela ainda parecia que queimava no meu ouvido. A voz embargada. O choro preso. A palavra “por favor”. Bárbara nunca pede por favor. Já achei estranho ela ligar para mim pedindo ajuda Quem dirá falar por favor. Aquilo já tinha sido suficiente pra me tirar do eixo. Eu tava a duas quadras da faculdade quando meu celular tocou de novo. Olhei rápido achando que era ela, mas o nome que apareceu na tela me fez travar o maxilar. Meu pai. Atendi no viva-voz mesmo, sem diminuir a velocidade. — Fala, coroa. — Que pörra que tu tá fazendo saindo do morro? — ele nem cumprimentou. A voz já veio carregada. Meu olhar ficou atento na pista. — Tô resolvendo uma parada. — Que parada, cäralho? O morro tá em alerta de invasão! Meu

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