BÁRBARA NARRANDO Acordei com alguém batendo na porta do meu quarto. Por um segundo, meu coração disparou achando que era o Lobo. Depois do que aconteceu ontem à noite, não seria impossível ele aparecer ali só pra me provocar de novo. A lembrança do olhar dele, da tensão no ar entre a gente, fez meu estômago revirar. As batidas vieram de novo. — Quem é? — perguntei, ainda com a voz rouca de sono. — Sou eu, filha. A voz da minha mãe. Abri a porta na mesma hora, já sorrindo. Ela estava ali, com aquele olhar carinhoso de sempre. — Minha filha! — ela disse me puxando para um abraço apertado. Eu fechei os olhos por um segundo, sentindo aquele cheiro que sempre me lembrava segurança. — Tava com saudade de você .— ela fala meio sem jeito, mas sorrindo. — Eu também estava mãe — respond

