Bárbara narrando Acordei com o toque distante do celular, como se ele estivesse chamando de dentro de um sonho. Meu corpo tava pesado, a cabeça meio confusa, o ar do quarto ainda gelado. Virei de lado procurando o aparelho na mesa de cabeceira e, quando consegui focar a visão, vi que já eram quase onze da manhã. Onze. Eu raramente acordo tão tarde assim. O nome da minha mãe piscava na tela. Aquilo já me deixou alerta na hora. Ela nunca liga sem motivo. Atendi ainda com a voz rouca de sono. — Bárbara, a mãe não vai conseguir chegar aí agora cedo como eu tinha planejado, então eu queria te pedir um favor, mas claro, só se você puder. Sentei na cama, passando a mão no rosto. — Pode falar, mãe. Se eu puder ajudar… — Eu queria saber se tem como você ir lá pra lanchonete ajudar os funci

