{P.O.V × Nate River}
Foram três semanas árduas de muita ocupação, estresse, xícaras de café e bebidas energéticas para conseguir recolher o máximo de material possível, e seguir para o próximo passo: A estratégia.
Por isso, na manhã desta quinta feira pedi para que todos se reunissem na sala de investigações para uma reunião, para juntarmos as provas e eu pudesse começar a pensar na estratégia.
— Vamos começar com Mogi e Ukita, conseguiram a lista? — Perguntei, sentando na cadeira do meio como de costume.
— Sim, a lista é bem extensa, então tomamos a liberdade de marcar os casos que achamos suspeitos. — Mogi disse, entregando os papéis com as fichas de cada caso.
— Certo, Aizawa, Matsuda e delegado Yagami, conseguiram a lista?
— Sim, por incrível que pareça ele tem apenas uma pessoa trabalhando com ele, então trouxemos o máximo de informação que conseguimos.— O delegado falou, entregando alguns papéis e entre eles o nome do homem, Hideki Ide.
— Obrigado pelo trabalho de vocês. — Agradeci a todos, e comecei a olhar as fichas dos casos.
— Me digam o motivo pelo qual vocês marcaram, Aiber, Wedy, Jack Naylon e Rod Ross? — Questionei, lendo o caso de cada um.
— Essas fichas, funcionam como resumo dos relatórios de investigação, contendo nela apenas o nome, idade, cidade, crime e a sentença designada ao réu, assim como os relatórios, eles devem ser assinados pelos detetives que fizeram a prisão do criminoso, mas esses quatro casos são os únicos em que Mikami assinou.— Ukita se pronunciou.
— O senhor Soichiro está participando desse caso, ele poderia fazer e assinar a ficha e o relatório, não?
— Foi o que eu pensei, mas existem regras a serem seguidas na delegacia e uma delas é que o delegado designado para o caso, só pode fazer o relatório ou a ficha se caso os detetives falecerem ou apresentarem alguma condição médica grave durante a investigação, Mikami tinha dois detetives trabalhando com ele nessa mesma época, nenhum deles sofreu algum acidente ou morreu e mesmo assim Mikami fez e assinou os relatórios e as fichas. — Explicou Ukita.
— Percebemos também, que elas foram manipuladas, quando procuramos no sistema o nome de cada um deles, o sistema mostrava que eles estavam presos ainda, sendo que o tempo da sentença de cada um já acabou faz anos, buscamos então os nomes deles em sites de notícia e tudo o que aparece são esses mesmos nomes, porém com notícias de pessoas que morreram em acidentes comuns e elas não têm semelhança alguma com os criminosos. — Mogi completou, e eu assenti com a cabeça em entendimento.
— Vocês têm a ficha deles, digitalizadas? — Perguntei, e então Ukita me entregou seu celular com as fichas deles, conectei o aparelho no computador e passei a buscar eles pelo sistema de banco de dados da SPK.
— São nomes falsos. — Observei, jogando as imagens para o telão acima da minha cabeça.
Aiber na verdade se chamava Thierry Morello, condenado a prisão por estelionato e por passar golpes, Wedy se chamava Mary Kenwood, presa por roubo e furto.
Jack Naylon na verdade era Kal Snydar, um m****o da máfia, preso por assassinato e porte ilegal de armas, Rod Ross se chamava Dwithe Gordon condenado por tentar passar pela fronteira com drogas e armas ilegais.
— Mikami pode ter alterado o nome deles na ficha, para fazer com que eles tenham passe livre por todo o país, zelando a verdadeira identidade de todos. — Mello teorizou.
— Na intenção de continuar com o tráfico. — Matt completou.
— Bem, Matt me diga o que você descobriu. — Pedi, olhando para ele.
— Teru Mikami, é um homem sozinho não possuindo filhos e nem esposa, sua residência se encontra atualmente em Los Angeles, sua ficha é completamente limpa e sua reputação é intacta, porém, buscando mais um pouco e invadindo alguns sistemas das corporações, eu descobri que o envolvimento dele com drogas não foi o único motivo para ele ter que sair do FBI, ele também desviava dinheiro da associação para uma conta bancária fantasma, tendo essa informação eu procurei por outros bens materiais que estivessem no nome dele, mas não achei nada além de coisas que ele pudesse comprar com o próprio salário, acabei por achar nos relatórios confidenciais o nome da conta fantasma, existem muitos bens materiais registrados neste nome sendo eles: casas, carros, iates, apartamentos e um helicóptero particular aqui em Tóquio. Buscando mais, notei que ele continua com os maus hábitos de desviar dinheiro.
— Provável que ele use parte desse dinheiro para o tráfico. — Comentei, enrolando uma mecha de cabelo nos dedos.
— Depois que esse dinheiro é transferido para a conta legítima dele, todo mês no dia vinte e três ele retira uma quantia dessa conta. — Completou Matt, mexendo no computador e jogando a imagem dos extratos bancários na tela maior.
— Então dia vinte e três é o dia do pagamento, e provavelmente o dia que as drogas chegam. — Aizawa comentou.
— Não seria mais fácil ele fazer a transferência do pagamento online? — Matsuda perguntou.
— Isso deixaria rastros, o dinheiro em papel é mais seguro, ele entrega pessoalmente e ninguém saberia de nada. — Matt respondeu.
— Precisamos saber onde é o encontro do pagamento e por onde essas drogas são entregues. — Falei, e Matt fez um sinal de espera, e continuou mexendo no computador.
— Light, Lawliet e Misa, vocês conseguiram contactar o chantagista?
— Não, parece que o número não existe mais. — Light falou, com os braços cruzados.
— Sobre Hideki, ele não parece estar envolvido com nada disso. — Observei, olhando as folhas com as informações do homem.
— Realmente, ele tem vinte e quatro anos e aparentemente trabalha como secretário dele, controla todos os horários e reuniões importantes de Mikami e também todos que querem falar com ele devem primeiro falar com Hideki. — Soichiro explicou, coçando os olhos por baixo dos óculos.
— Mello, faça uma chamada para o secretário Hideki Ide. — Pedi, voltando meu corpo para a tela do computador.
— Escritório do senhor Mikami, como posso ajudar?— Hideki falou, assim que atendeu.
— Olá, eu gostaria de marcar uma reunião com Teru Mikami. — Falei, enquanto empilhava algumas latas de energético.
— Certo, eu preciso do seu nome, motivo da reunião e o dia. — Respondeu, com a voz calma.
— É uma reunião de negócios, seria para o dia vinte e trê… — Parei de falar, quando ouvi um murmúrio vindo de Hideki.
— Está tudo bem? — Perguntei desconfiado.
— Sim, me desculpe, mas dia vinte e três o senhor Mikami estará viajando. — Era nesse ponto que eu queria chegar, então ele viaja para fazer o pagamento.
— Você sabe para onde ele vai, e quantos dias ele pretende ficar? — Arrisquei a pergunta, mesmo que talvez ele não fosse responder.
— Ele está indo para o Japão nesse dia, geralmente ele costuma ficar uma semana fora. — Disse Hideki, que parecia estar mexendo em alguns papéis do outro lado da linha.
— Ele costuma vir muito para o Japão? — Perguntei, mesmo tendo a sensação da resposta ser "sim".
— Ah sim, todo mês nesse mesmo dia ele vai ao Japão, na cidade de Tóquio para visitar a esposa dele. — Contou, e eu desconfiei da informação.
— Obrigada, eu ligarei quando ele voltar. — Falei e fiz sinal para que Mello desligasse a chamada.
— Não é perigoso ligar assim do nada? Pode comprometer a investigação. — Disse Aizawa.
— Não dei meu nome para ele. — Respondi simples, pensando em como capturaria Mikami.
— Esse tal de Hideki é muito descuidado, ele claramente não está envolvido pois se tivesse não falaria abertamente das viagens e a vida pessoal de seu chefe, Mikami parece o tipo de pessoa cuidadosa. — Light concluiu.
— É o tipo de coisa que o Matsuda faria. — Ukita brincou.
— Ei!! Eu nunca faria isso. — Se defendeu, parecendo um pouco contrariado mas logo depois sorriu, entrando na brincadeira.
— Ele claramente está mentindo para Hideki, o promotor não têm esposa e aparentemente todos da sua família estão mortos, ainda sim, não consigo achar nada que me diga onde ele faz o pagamento. — Matt disse de repente.
— Tudo bem, eu agradeço o trabalho dos senhores, eu irei começar a montar a estratégia para capturá-lo. Aviso vocês assim que tudo estiver pronto. — Encerrei, e todos foram embora da sala voltando a suas atividades normais.
— Você está bem? — Mello perguntou, se aproximando de mim.
— Sim. — Era mentira, eu me sentia cansado e com a cabeça cheia de coisas para processar, percebendo a minha inverdade ele me abraçou aninhando meu rosto em seu peito.
— Foi por pouco, não foi? — Ele disse, com a voz amena enquanto passava os dedos pelo meu cabelo.
— O que?
— Foi por pouco que Watari não falou sobre aquilo. — Esclareceu, e eu me soltei de seus braços.
— Por que você o impediu? — Questionei.
— Problemas pessoais não devem ser misturados com o trabalho, ele não tem nada a ver com a investigação.
— Talvez nem mesmo você goste de falar sobre esse assunto. — Teorizei.
— Não se trata disso, Near. — Contestou.
— Então, do que se trata? Admita que eu não sou o único que se sente m*l ao ouvir o nome dele. — Exigi, alterando a voz e recebendo um suspiro arrastado vindo do loiro.
— Não faz tanto tempo que nós nos resolvemos, não quero começar outra briga. — Disse ele, tentando manter a voz calma.
Eu tinha que admitir, ele tinha razão.
— Desculpe, esse assunto ainda é difícil para mim. — Abaixei o olhar, sentindo as lágrimas se acumulando em meus olhos.
— Eu sei, você precisa conversar sobre isso que está dentro de você desde aquele dia. — Voltou a me abraçar.
— Eu vou, assim que as investigações acabarem e nós retornarmos para Winchester. — Falei com a voz baixa retribuindo o abraço.
{P.O.V × L Lawliet}
— Near vai fazer a estratégia sozinho? — Light perguntou, assim que saímos do QG para acompanhar Misa no shopping.
— Ele obteve muito sucesso fazendo isso na SPK, por mais que esse caso seja mais complicado eu acho que ele vai se dar bem. — Respondi, parado junto com Light em frente ao provador, onde Misa se trocava.
— Não gostei de nenhuma! — Exclamou a loira, fazendo biquinho.
Light bufou irritado com o comentário da garota, franzindo as sobrancelhas e cruzando os braços, típica expressão dele que eu observava de canto.
— Tem muitas roupas masculinas bonitas aqui, vamos L, eu vou fazer um look para você. — A Amane disse animada, saindo do provador.
— Olha, eu estou muito bem desse jeito. — Falei, colocando as mãos no bolso e dando de ombros.
— Não não, como as meninas vão olhar para você assim? — Ela disse, e eu pude notar o olhar de Light focar em mim no mesmo instante.
— Tudo bem. — Concordei, sendo puxado por Misa até a sessão masculina da loja.
Durante todo o processo de escolhas, Light permaneceu quieto, enquanto Misa se mantinha entretida e animada com a breve brincadeira.
Ao chegar no provador com algumas peças de roupas, deixei todas elas em um pequeno banco, me lembrando da ordem em que a Amane pediu para eu vestir as roupas.
Todas as trocas das peças tinham sido rejeitadas e algumas trouxeram alguns risos vindo da loira, por mais que fosse de certa forma divertido era bem cansativo, ao voltar para o provador na sétima vez eu notei um conjunto do qual eu ainda não tinha provado.
As peças eram uma blusa branca de manga comprida com a gola em 'V' mais justa que a que eu costumava usar, uma jaqueta preta de manga curta com dois bolsos na parte do peito e botões prateados em detalhe, a calça era um jeans preto justo e simples.
Abri a porta do provador me sentindo um pouco desconfortável pelas roupas serem mais agarradas ao corpo do que as que eu estava acostumado, a surpresa era notável no olhar de ambos.
Misa se aproximou colocando em meu pescoço um colar com uma cruz, se afastando em seguida para me olhar e então sorriu satisfeita com o resultado de suas escolhas.
— Ficou lindo! Não é Light? — Disse animada, juntando as mãos, e Light por sua vez desviou o olhar inclinando um pouco a cabeça para o lado, com um rubor visível em seu rosto.
A Amane fez questão de pagar pelas roupas antes que eu pudesse protestar, me fazendo sair da loja com elas no corpo e sem querer estragar a felicidade dela acabei por ceder, mesmo que as roupas fossem desconfortáveis para mim.
Andamos mais um pouco pelo shopping, e durante todo esse passeio Misa comentava das meninas que passavam por nós olhando e comentando sobre mim com outras garotas, enquanto eu sentia o olhar de Light me fuzilar pelas costas.
Quando voltamos para o QG no final da tarde, a loira acabou por se distrair com Matsuda sobre as compras de seus novos acessórios, e eu subi com Light para o dormitório.
— O que você tem? — Perguntei, assim que entramos no quarto que dividimos.
— Nada. — Respondeu ríspido, e ao perceber ele se virou de costas, então notei que se tratava de ciúmes.
— Eu percebi seu olhar no shopping, você não é nem um pouco discreto quando está com ciúmes. — Brinquei e ele se virou para mim novamente, com os olhos um pouco arregalados e por sua expressão eu sabia que tinha acertado.
— N-não foi ciúmes. — Discordou, dizendo a última palavra com o tom de voz mais baixo.
— Admita. — Pedi, observando seu rosto com um mínimo sorriso.
— Não tenho nada para admitir. — Falou orgulhoso, empinando o nariz.
— Se você não gosta das roupas, admita seu ciúmes… ou melhor, tire elas. — Reformulei, trazendo o olhar dele para mim.
— Já disse que não tenho nada para admitir. — Continuou, desviando o olhar novamente.
— Então, eu vou dar uma volta. — Provoquei, me virando para a porta novamente.
— Tá, eu estava com ciúmes! — Admitiu, mas eu queria mais do que aquilo.
— Não Light, eu reformulei a proposta. — Testei.
Então sem obter resposta, eu me virei novamente para a porta abrindo uma fresta, que foi fechada pela mão de Light que empurrou a mesma, senti sua respiração em minha nuca e ele então puxou meu braço fazendo eu ficar de frente para ele.
Com o olhar em minhas roupas, ele me despiu começando pela jaqueta deixando ela escorregar pelo meu corpo até o chão, em seguida tirou a camisa branca passando os dedos pela minha pele, enquanto eu arrepiava.
Depois da camisa ir ao chão, notei seu rosto vermelho e o volume entre suas pernas, quando suas mãos foram até o zíper da minha calça segurei as mesmas vendo seus olhos se encontrarem com os meus.
Puxei ele para mais perto selando nossos lábios em um beijo profundo, tirando seu terno e abrindo sua camisa social logo em seguida, desfazendo o nó da gravata escarlate que ele usava.
Ainda o beijando, fui levemente empurrando ele até a cama onde ele caiu sentado de uma forma desajeitada, o colocando entre meus braços eu voltei a beijá-lo enquanto ele ia para perto da cabeceira e eu apenas o acompanhava.
Sem resistir nem um pouco, cedendo mais aos meus toques e consequentemente me deixando cada vez mais e******o, ele passou as mãos pelo meu corpo como se tivesse conhecendo os detalhes.
Parei o beijo com nossos rostos a centímetros um do outro, quando percebi que suas mãos estavam na barra daquela calça apertada, tentando abrir meu zíper.
De repente, ouvimos o toque dos nossos celulares tirando totalmente o foco do que estávamos prestes a fazer naquele quarto, Light puxou o celular do bolso de sua calça desbloqueando a tela.
— Near quer explicar o plano. — Ele disse, então sai de cima dele olhando meu celular que aparentemente, tinha a mesma mensagem que Near enviou ao Yagami.
Precisava ser agora, Near? Pensei.