capítulo 38 Thales

1034 Palavras

NARRADO POR THALES Ela saiu. Fechou a porta devagar, sem fazer estalo — como se até o barulho merecesse respeito depois da merda toda que a gente trocou. E eu fiquei aqui. Na p***a do silêncio. Na p***a da cadeira. O eco dos gritos ainda batendo nas paredes, nas costas, nos ossos que já não sentem mais metade do que deviam. Mas a alma? Essa filha da p**a sentia tudo. Bati com a palma da mão no braço da cadeira. Raiva. Frustração. Orgulho machucado. Tudo misturado. Tudo latejando. A verdade? Ela tava certa. E isso doía mais do que qualquer cirurgia. Porque encarar dor física era fácil. Agora engolir a verdade de alguém que não tem mais obrigação nenhuma de tentar me salvar… isso sim tirava meu ar. As horas passaram como soco no estômago: lento, fundo e sem aviso. A luz foi m

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