— “O certo,” murmurei, olhando de cima a baixo, “não era tu tá só de calcinha e sutiã também? Igualdade, porra.” Ela bufou. Virou de lado, apoiou a esponja na prateleira embutida do box e me lançou um olhar por cima do ombro — meio impaciente, meio divertida. — “Vai sonhando, general. Toma aqui a esponja, o sabão e o creme. Aproveita e faz a barba também… ou quer que eu raspe tua cara enquanto canta o hino?” Me entregou os itens como quem entrega granada sem pino. Fria. Técnica. Imune ao caos que ela mesma causava só de estar ali, pingando água e firmeza na minha frente. Mas o problema não era ela molhada. O problema era eu. Eu, tentando manter o controle de uma situação que já tinha virado fumaça. — “Cê sabe que tá quase pelada, né?” — soltei, só pra provocar. — “Cê sabe que tá qu

