Antes que ela virasse de costas de novo, estiquei o braço e segurei o pulso dela. Não com força. Com precisão. Com um pedido mudo entre os dedos. Ela me olhou. Séria. Silenciosa. — “Desculpa pelo jeito de antes,” murmurei. “No banheiro.” Foi a primeira vez que pedi desculpa por algo desde que voltei daquele inferno. E, p***a… custou caro. Mas precisei. Ela não sorriu. Nem se derreteu. Só respirou fundo. Os olhos escuros cravados nos meus. — “Eu sei da tua fama, Thales. A do cara que pega, larga, esquece nome, depois posa de herói.” Puxou devagar o braço, mas não bruscamente. — “Comigo isso não funciona. Não mesmo.” Fiquei quieto por um segundo. Observando ela ali, firme na postura, mas com algo nos olhos que não era raiva. Era proteção. Era cicatriz. — “Tu tem namorado

