ANASTASIA/LIZZY
O cansaço do dia havia me pegado em cheio me fazendo cair como pedra na cama.
Mas em certo momento da noite senti algo apertando meus pulsos me fazendo abrir os olhos bruscamente. Minhas mãos estavam presas acima da cabeça, olhando percebi que havia uma corda vermelha ao redor dos meus pulsos me prendendo a cabeceira da cama, puxei os braços na tentativa de me livrar das amarras, mas elas apenas se tornaram mais rígidas piorando o agarre.
— São nós de correr, cara mia. Quanto mais puxar mais vão apertar.
Aquela voz.
Olhei para o canto do quarto vendo Hades ali. Diferente das outras vezes em que esteve aqui, dessa vez usava uma camisa branca com os primeiros botões abertos ao invés de um moletom com capuz. Claramente não tentava se esconder.
Me olhava de cima a baixo com os braços cruzados. Meu ódio por ele naquele momento chegou as altura, quem p***a ele pensa que é?
— Me solta! Ou vai se arrepender seu bastardo de merda! — Cuspi as palavras com ódio em cada sílaba.
Mas não pareceu surtir efeito algum sobre ele. Soltando um riso nasal se aproximou o suficiente para que eu tentasse acertar um chute nele, mas dessa vez ele foi mais rápido ao agarrar o meu tornozelo, mesmo assim tentei com a outra perna, mas teve o mesmo fim. Usando dois pares de algemas ele prendeu meus calcanhares aos balaústres da cama, me mantendo com as pernas abertas.
— Parece que temos uma gatinha selvagem aqui.
Eu faltava espumar tamanha a minha ira.
— ME SOLTA SEU DESGRAÇADO!
Minhas palavras tão pouco fazem efeito sobre ele que apenas sorri, um sorriso sarcástico e claramente satisfeito. Uma satisfação sádica.
Ele caminha ao lado da cama com confiança, eu não desvio meu olhar dele nem por um único segundo se quer, como se pudesse matá-lo apenas com o olhar.
— Senti saudades. — Murmura usando a ponta dos dedos para acariciar a pele exposta da minha coxa. Me sinto traída pela minha própria pele que se arrepia com o toque dele. Tento me mexer para afastar sua mão, mas não me movo um único centímetro.
— Você é doente! Assim que eu me soltar vou acabar com a sua raça!
— Ah querida… — Ele solta um riso nasal se aproximando até que eu consiga sentir sua respiração no meu ouvido. — Quando EU te soltar você vai estar cansada demais para fazer qualquer coisa. Porque EU só vou te soltar quando estiver satisfeito. Até lá, você é toda minha.
A vontade de afundar o crânio dele com meus próprios punhos toma níveis estratosféricos. Cada fibra do meu ser clama por vingança enquanto ele se afasta.
— Você vai se arrepender disso.
— Estou ansioso por isso. — Desdenha. — Tenho algumas perguntas que quero fazer a você.
— Vá para o inferno!
— Cara mia, eu já fui lá e voltei liderando a legião de demônios. Seja boazinha comigo e eu serei com você. Quem é você de verdade? Já vi o suficiente para saber que esta longe de ser uma simples garçonete. — Ele caminha envolta da cama como um maldito predador, me olhando como se eu fosse sua presa prestes a ceder.
— Eu sou a mulher que vai arrancar o seu coração do peito com as próprias mãos! — Ergui um pouco a cabeça o encarando.
— Posso contar nos dedos as pessoas que ousaram me desafiar. É um jogo perigoso, mas sempre adorei um bom desafio.
Olhando diretamente pra mim suas mãos vão em direção aos botões da camisa que ainda estão fechados desabotoando um por um sem pressa alguma. Por mais que eu tente, não consigo controlar meus batimentos acelerados com a adrenalina que percorre meu corpo. O tecido da camisa cai revelando um torso esculpido que parece feito para inflamar o desejo de qualquer um. Algumas tatuagens adornam seu peito e braço, mas não consigo ver com exatidão o que são.
Eu o observo subir na cama e no instante que percebo suas intenções tento fechar as pernas, mas sinto suas mãos fortes segurando minhas coxas as mantendo afastadas.Olhando em meus olhos ele se curva beijando próximo ao meu joelho, seus lábios quentes e úmidos fazem um arrepio percorrer pelos pelos do meu corpo, um beijo mais acima me obriga a morder o interior da boca, me recuso a lhe dar o prazer de me ver suspirar.
— Sabe que quer isso tanto quanto eu… — Um beijo lento mais próximo a minha coxa.
— Você me da repulsa. — Blefo olhando em seus olhos.
— Hum. — Hades se ajoelha entre as minhas pernas. — Então se eu arrancar a sua calcinha agora não vou sentir sua b****a molhada?
Filho da p**a.
— Não. — Se quer pisco ao olhar para ele.
Hades não parece nenhum pouco convencido com aquele sorriso cínico estampado em seu rosto, deixando a covinha em sua bochecha ainda mais marcada. Suas mãos deslizam pelas para a parte interna das minhas coxas as acariciando. Sinto uma umidade se formar na minha calcinha me deixando ainda mais enfurecida por estar sendo traída pelo meu próprio corpo.
Sinto seus dedos sobre a renda da minha calcinha, ele esfrega o polegar no meu c******s já sensível como uma provocação.
— Mentirosa. — Sussurra. — Está tentando mentir pra mim ou para si mesma?
Permaneço em silêncio. Totalmente vulnerável e exposta. Mesmo que eu negue uma verdade, meu corpo insiste em responder por si só.
Hades volta a esfregar seu polegar dessa vez, conseguindo me arrancar um gemido que escapa pelos meus lábios antes que eu pudesse conter. Ele me olha vitorioso, passa a língua sobre os lábios como se tentasse me provocar também, olho para baixo vendo seu p*u marcando a calça perfeitamente, por alguma razão a visão que tenho dele me excita deixando-me ainda mais molhada e irada por isso estar acontecendo. A sensação é totalmente desconcertante, um choque que percorre meu corpo que implora por mais enquanto minha mente grita para que pare.
Sem qualquer cerimônia ele segura minha calcinha com ambas as mãos rasgando o tecido sem qualquer dificuldade, os pedaços da renda caindo no chão como testemunhas silenciosas do que está acontecendo neste quarto.
Ele para por um momento. Seus olhos vagueiam a minha nudez como se admirasse meu corpo.
— Você é uma obra de arte… — Murmura. Posso ver a luxúria queimar em seus olhos e torço para que ele não veja o mesmo nos meus.
Novamente o som de tecido sendo rasgado impregna o quarto dessa vez sua vítima sendo a minha camiseta, meu coração bate acelerado em uma mistura de raiva e desejo. Sinto meus m*****s rígidos conforme o vento que passa pela janela e os toca deixando-me ainda mais vulnerável a ele.
— DESGRAÇADO! — Tento puxar minhas mãos e pés novamente, mas as cordas apertam meus pulsos com mais força e as algemas beliscam meus calcanhares.
Seu olhar fica mais intenso, uma chama de luxúria ardendo em sua íris. Ele se abaixa pegando um dos pedaços da minha camiseta.
— Eu pretendia te fazer algumas perguntas, mas que se f**a. Abra a boca.
A ordem é pronunciada com uma autoridade que não deixa espaço para desobediência, mas mantenho-me firme e o encaro nos olhos.
O vejo respirar fundo antes de abaixar a cabeça em direção a um dos meus s***s. Mordo meu lábio com força quando sinto sua língua no meu mamilo, ele me encara quando o chupa deixando-o ainda mais rígido antes de cravar seus dentes nele me fazendo gemer com a dor aguda em uma mistura de dor e prazer.
— Abra a boca, por favor. — Diz em tom cínico. Revirando os olhos abro a boca, o pedaço da camiseta é enfiado na minha boca. — Boa menina.
CONTINUA…