Capítulo 8: Um h9mem muito furioso.

1142 Palavras
O braço direito de Henrique estava ainda olhando para Eduarda admirado por ela estar ali. Na verdade, ele estava com mais cedo do que poderia acontecer se o seu chefe soubesse disso. - O que a senhora está fazendo aqui? – Vinícius pergunta falando alto perto do ouvido dela. Sorrindo, ela se aproxima do ouvido de Vinícius para lhe falar, já que o som está alto e muitas pessoas não só o som, mas as vozes gritando e rindo estavam incomodando de se comunicarem adequadamente sem se aproximarem muito. - Estou aqui para ver a Estefane. Quero falar com ela! Gesticulando com as mãos, era visível que ele ficou alterado. Ele sabia bem o quanto o pai dela é perigoso com mulheres, mas não sabia que Eduarda, havia tido aulas de defesa pessoal e saberia se proteger de Antônio. - Tá maluca! Essa mina é chave de cadeia. O pai dela é loucão. Ela sorri desdenhosa. Cruzando os braços, ela se aproxima mais uma vez do seu ouvido e ele sente algo estranho quando ela se aproxima. Como se ele a conhecesse por anos, mas não sabia explicar esse sentimento. - Mais um motivo para que eu fale com essa garota. Virando-se de volta para o corrimão, ela continua com a sua amiga que não tirava os olhos de Vinícius que nem tinha percebido ela por ali, até sentir que estava sendo observado e os seus olhos se encontrarem com os dele. Ela sorri maliciosa o que deixa Vinicius desconcertado até Raul que se aproxima e puxa o Mariana pela cintura para junto dele o encarando com um sorriso amistoso mas nada confiável. - Qual foi Trator, tá perturbando as minhas amigas? - De boa mano. Só tava falando aqui com a dona mas já tô saindo. – Ele ergue os braços em rendição após apontar em direção a Eduarda que estava de costas para ele observando o baile. Raul sorri de lado e encara Mariana que desvia o olhar para olhar a sua amiga que está focada em achar Estefane. Ela lhe dá uma leve cotovelada para que ele a solte. Sentindo uma pequena dor aguda na cintura, ele solta indo falar com um vapor que está ao lado de Vinícius que havia o chamado. - Ei Quenga quem era o gato que você estava falando? - É uma espécie de braço direito do meu cliente. – Ela fala não prestando muita atenção na amiga. Os olhos de águia de Eduarda percorrem por todo o baile. Ela procura pela garota, até que em minutos, avista a menina adentrando no espaço acompanhada de duas meninas que aparentam ter a mesma idade e de uma senhora mais velha que ela acredita ser a mãe dela. - Achei! – Ela celebra feliz. Olhando ao redor, Mariana tenta descobrir quem ela encontrou e a questiona. - Quem você achou doida? - A pessoa que prejudicou o meu cliente. Vou descer. Mariana segura no braço dela com os olhos arregalados assustada, pois sabe que a sua amiga pode vir a se meter em confusão. - Amiga, não vai agora. Pelo que pude perceber da conversa com aquele gostosão, é algo perigoso. - Ah Mari, não preciso de babá agora e além do mais vou falar com uma garota e não há nada com o que se preocupar te garanto. - Se você diz, então eu vou com você. Mariana se agarra ao braço da amiga e Eduarda acena em negação rindo. Antes delas saírem do camarote, um dos vapor que está feio um segurança na porta acena para elas em direção a uma pessoa que as encara de longe. Ao virar-se, ela vê Vinícius se aproximando delas falando no celular. Ele está com a cara de não muito bons amigos. Entregando o celular para ela, os seus olhos sombrios se estreitam. - O que é isso? – Ela olha para o celular e para Vinícius sem entender do que se trata. - É pra você. Te garanto que o homem tá muito furioso. Pega! Bufando, ela pega o celular e ao colocar no ouvido já escuta a voz rouca e fria vindo do outro lado da linha. - O que pensa que está fazendo dona? - Henrique! Como que... – Ela olha em direção ao Vinícius que agora olha intensamente para a sua amiga que o encara também. - Como que eu soube? O meu escudeiro me avisou. Agora nem ouse falar com aquela pistoleira. É perigoso. Ele tenta ser calmo, mas a sua voz sai como um trovão de tão raivoso que ele está. Olhando ainda para os dois na sua frente que estão em um indecente flerte, ela suspira e fala com raiva entre os dentes. - Estou fazendo o meu trabalho em salvar a sua pele. Não me subestime ogro porque eu sei me defender muito bem. Agora fui. Ela entrega o celular de volta a Vinícius que estava tão entretido em flertar e rir para Mariana que só sentiu o seu celular sendo colocado no meio do seu peitoral. Henrique, estava nervoso e com raiva, não podia gritar por estar clandestinamente com um celular na cela, mas assim que a visse, daria um jeito de conseguir ficar com as mãos livres para castigar aquela baixinha astuta da cor do pecado. Olhando para o vapor que ainda está na frente da saída, ela o fuzila e com o queixo erguido, acena para que ele saia do caminho, mas ele só lhe dá passagem quando Vinícius o olha e autoriza. Ela puxa Mariana para acompanha-la. A verdade, é que Eduarda estava com muita raiva do autoritarismo daquele homem que é apenas um cliente. Poderia deixa-lo mofar na cadeia por algo que ele não fez, pelo menos esse delito, mas como só entra em uma causa para ganhar, ela faria de tudo para conseguir alcançar o seu objetivo. Pelo menos quase tudo. Não demora muito, ela se aproxima da jovem que está acompanhada das outras três pessoas que ela avistou de cima. Elas estão em um pequeno círculo dançando entre elas e Eduarda com Mariana se aproxima. - Oi, podemos ficar com vocês? Estefane ao sentir Eduarda se aproximar e falar com ela no ouvido, olha para ela e sorri. Assente sem nem se dar conta de que aquela ali, era a advogada do cara que ela incriminou injustamente por culpa do seu pai, que tem algo muito grande o envolvendo por trás dele. - Pode. Eu sou Estefane. - Eu sou Eduarda e essa é Mariana minha melhor amiga. Estefane apresentou as amigas Larissa e Juliana e a mãe dela Carmélia. A rede foi lançada, e agora era só enredar aquela menina para falar a verdade do que aconteceu naquela noite. Ela se entreolha com a sua amiga e sorri. Mariana já sabia bem o que aquele olhar significava, a garota estava no papo.
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