Corretamente Seu

4212 Palavras
Minho ligara mais cedo para avisar que chegaria um pouco tarde, pois sairia para beber com alguns amigos e não sabia ao certo que horas retornaria. Taemin até pensou em pedir para ir também, mas a ideia de ficar ouvindo as conversas idiotas de alfas alcoolizados não parecia ser a melhor coisa para fazer no seu fim de noite. Aproveitou o tempo sozinho para fazer o que fazia de melhor. Mexer nas coisas de Minho, até separou algumas camisas para usar de pijama, e no restante do tempo, já vestido com uma das tais camisas, assistiu TV e comeu todas as porcarias que o Choi vivia dizendo para não comer. Foi um passatempo melhor do que ficar sentado num banquinho de bar. Já era quase meia noite quando Minho chegou, infelizmente andando normal, não parecia estar bêbado. — Você está bêbado? — a pergunta de Taemin veio antes do “boa noite”. — Não. O ômega entortou a cara depois da resposta. — Por quê? — o alfa perguntou logo após o desapontamento do outro, o Lee tinha exatamente a mesma cara que de alguém que acabou de cometer um crime e alegava ser inocente, cínico — Ah, estava planejando se aproveitar do meu corpo enquanto eu dormia bêbado, ou até coisa pior. — Eu? Taemin era o cinismo em pessoa, chegava a colocar a mão no peito e abrir a boca exageradamente ofendido. — Você mesmo. — Sou incapaz desse tipo de atitude, a sua acusação me deixa deveras ofendido, sinto que terei que acionar os meus advogados para lidar com esse assunto. — a expressão de indignação era a mais falsa que Minho já havia visto. — Eu sou seu advogado. — Então me defenda dessa sua acusação! Minho riu e abraçou o ômega pela cintura, Taemin ainda não havia se acostumado a receber carinhos vindo do Choi e sempre se derretia todo quando isso acontecia, já havia fechado os olhos para receber seu beijo quando lembrou-se de onde o alfa estava. — Não! — empurrou uma das mas tapando a boca do outro — Você estava bebendo, vá escovar os dentes primeiro, não sei o que você ingeriu. — Você é chato. — Essa frase é minha. Mas Minho preferiu não ligar para as reclamações de Taemin e passou por ele indo para o quarto. Tirou a roupa e enrolou-se em uma toalha, já era tarde e estava cansado, tomaria um banho e iria dormir. Antes parou ao lado da pia para escovar os dentes. Taemin apareceu momentos depois, estava escorado na porta o olhando, naquela mesma pose de quem não quer nada que ele sempre fazia. — Que menino obediente. — o ômega comentou — Veio mesmo escovar os dentes. — Minha boca está com um gosto r**m. — usou a desculpa, ainda estava com a boca cheia de espuma. Taemin fez uma careta. — E você queria passar esse gosto r**m para a minha boca. — Almas Gêmeas dividem tudo! — o alfa riu. Mas era aquele ditado, “Não dê asas para quem sabe voar”, e certamente que aquele era o momento propicio para que o Lee soltasse mais uma de suas frases que encabulava até mesmo manequim de loja. — Engraçado que você não quer dividir seu p*u comigo. Minho revirou os olhos, Taemin tinha a boca mais suja que ele já conheceu, sempre com uma frase constrangedora e maliciosa para soltar. O ômega nunca fora alguém de duplos sentidos, ele só tinha um sentido, o sentido sujo mesmo. — Você tem o seu. — Mas eu não consigo enfiar meu próprio p*u no meu cu. — Meu Deus, Taemin! O Choi desistiria de Taemin bem ali, se já não tivesse desistido antes. Mas o ômega não se importava, não estava nem aí para quantas vezes Minho dissesse que ele era boca suja, ele era mesmo, iria fazer o que? Era aquele ditado “Quem tá no inferno é pra se molhar, e em casa de ferreiro, que eu te direi quem és”. O mais baixo sentou-se sobre a pia de mármore, orgulhoso de seu peso não ser sequer ofensivo para que aquela pia quebrasse. Escorou-se no espelho e apenas ficou a olhar enquanto o outro terminava de escovar os dentes. Esticou-se para cheirar seu pescoço. — Você não está suado. — constatou. — Eu estava bebendo e não correndo uma maratona. — Depois fala que o m*l educado sou eu. Depois de cuspir a água e rir da cara de afobação do mais novo, Minho beijou seu pescoço duas vezes tentando acalmar, mas continuar rindo não ajudava em nada. — Não seja tão sensível. — Ômegas são sensíveis. — o Lee o abraçou pelo pescoço e escorou a cabeça em seu ombro, ficando bem grudadinho, aproveitou também para o agarrar com as pernas — Como meu alfa, você tem que ser bonzinho comigo, e fazer todos os meus dengos. — Seus dengos sempre envolvem safadeza. — Calúnia! Taemin ainda continuou grudado como um bebê coala gruda em sua mamãe, e mesmo sendo significativamente mais forte que o Lee, Minho não conseguia fazê-lo desgrudar, esse era um dom que o ômega tinha, o dom da cola super boner. — Me solte, eu vou tomar banho. — pediu. — Não! — mas o outro se negou e o apertou com ainda mais força — Não solto! — Vamos, Taemin, me solte. Dessa vez ele nem se deu ao trabalho de responder, continuou do jeito que estava, e pelo espelho Minho conseguia ver suas bochechas infladas e seu biquinho de criança teimosa. Ele estava se divertindo com aquilo, da forma mais infantil possível, se importando 0 com o que o outro estava pensando. E já sem paciência, Minho o levou junto quando entrou no box do banheiro, não hesitando em ligar o chuveiro em sua cabeça. Taemin não curtiu muito. — Eu já tinha tomado banho! — reclamou, e desesperado com a água, o soltou — Isso foi maldade! — Não era você que vivia dizendo que queria tomar um banho comigo, agora pode fazer isso. Já havia pensado em 346 xingamentos, mas guardou todos eles quando o Choi tirou a toalha, esquecendo-se completamente de que estava muito chateado por ter sido molhado. Taemin tirou a blusa — alheia — molhada e a jogou para fora do box, estava sem nada por baixo de qualquer maneira. E agora sim Minho podia beijá-lo, podia fazer o que quisesse aliás. Mesmo que o Choi não fosse t*****r com ele — que era o que Taemin queria —, o ômega ainda podia tirar uma casquinha, e quem sabe ir convencendo o outro de que não tinha mais para onde fugir e que o desacontecido teria que acontecer. Não aconteceu, mas de todas as formas o Lee estava feliz com o enorme passo de finalmente conseguir esfregar as costas de Minho, e constatar que suas costas tinham o tamanho exato do tamanho que ele sempre via, mas que dessa vez pode tocar por muito tempo. Em sua cabeça tocava o tempo todo aquela música da Aurelina Dourado, A Vitória Chegou. Depois do banho, Minho ainda se preocupava em secar o cabelo com o secador, enquanto Taemin sacudia a cabeça igual um cachorro e molhava tudo, mas o outro sabia que aquilo era só para irritar. E ter virado o secador para a cara do Lee também foi só para o irritar. — Você é chato. — Taemin repetiu sua famosa frase — Meu cabelo vai ficar todo pra cima agora. — Vai ficar fofo. O ômega mostrou a língua, sempre fora muito maduro. No fim Taemin havia se enfiado em mais uma das camisas de Minho, mesmo diante o flagrante das oito que ele havia pego sem permissão e colocado em suas gavetas, e agora o ômega estava jogado na cama esperando o Choi terminar de secar o cabelo. O alfa era mais vaidoso do que qualquer um que o Lee já havia conhecido, até mais que seus ex-namorados metidos a influenciadores e modelos. E mais bonito também. — Se me olhar mais, acho que vai arrancar um pedaço. — o mais alto comentou logo após terminar com seu cabelo, e perceber o jeito com que Taemin o encarava — Eu sei que sou muito bonito. — Bonito, mas chato. Minho se espreguiçou pouco ligando para o adjetivo mais usado por Taemin. Deitou-se na cama sentindo suas costas cantarem glórias por ter finalmente se deitado, e como costumeiramente fazia, pegou seu celular para dar uma olhada na caixa de e-mails. Taemin empurrou o queixo sobre o ombro alheio, olhando o que ele fazia e silenciosamente pedindo atenção também. Mas o “silenciosamente” só durou dois segundos. — Me dá atenção, Minho! — ele usava todas as palavras, em alto e bom som — Passou o dia todo fora e agora se pendura nesse celular. —Você está quase sempre pendurado no celular e eu nunca reclamo. — Meu celular é o meu trabalho. — O meu também, preciso ter notícias dos meus clientes, e ao contrário do que você faz, qualquer erro meu pode fazer alguém ficar anos preso mesmo sem ter feito nada. Um bico se formou nos lábios do mais novo, não havia vencido aquela batalha, porém esperou apenas dois minutos para voltar para a guerra e tentar de novo, dessa vez usando a sua técnica infalível, que faria com que qualquer um olhasse para ele. Mordeu o braço de Minho. — Eu não acredito que você fez isso! — o alfa o olhou e Taemin ainda estava com os dentes cravados em sua pele — Tudo bem, eu te dou atenção, agora me solte. O ômega o soltou e sorriu exageradamente, aquele mesmo sorriso de quem era inocente, porém culpado. Mas tudo o que Taemin queria naquele momento era dengo, praticamente engatinhou para subir sobre o alfa e deitar-se sobre seu peito, afundando a cabeça na curvatura do pescoço do Choi para poder sentir mais de perto seu cheiro. Para almas gêmeas, ou ômegas marcados, não havia cheiro melhor no mundo do que o seu alfa, e o Lee poderia passar uma tarde inteira ali, apenas sentindo o calor de Minho e o cheiro de sua pele. — Minho. — Hum? — Você tem o melhor cheiro do mundo, eu nem sei direito o que é, só sei que é bom e que eu quero sentir esse cheiro pra sempre. — o hálito quente de Taemin batia contra seu pescoço e o deixava arrepiado, era um arrepio diferente, um arrepio bom — Se eu pudesse, virava um pingente, só pra poder ficar no seu pescoço o dia inteiro, sentindo o seu cheirinho, abraçadinho com você. — Você é sempre tão dengoso? — Não, só quando estou perto de você, e quanto mais perto eu fico, mais perto quero estar. — quando começava a falar, o Lee aos poucos ia se perdendo nas palavras e começava a dizer o que pensava, sem sequer medir o peso das palavras — Quero tanto estar perto de você, que tem dias que sento perto da porta só para vê-lo chegar, vou até seu trabalho só para vê-lo sair pela porta, às vezes acho que vou enlouquecer se você nunca me amar. Minho, eu estou feliz agora, feliz porque você está comigo, porque você me deixa abraça-lo, sinto que agora consigo respirar direito, porque antes tudo parecia doer. — Taemin. — Hum? — Eu me sinto do mesmo jeito, mas achei que isso fosse passar um dia. Não passa, eu preciso ficar perto de você, ou quem vai enlouquecer sou eu. O ômega lentamente ergueu o rosto, apoiou o peso do corpo sobre o peito de Minho, o alfa não se importava, Taemin sempre fora muito leve. Agora ele encarava seu rosto. Beijou seu queixo e os lábios, repetindo o último ato algumas vezes antes de finalmente aprofundar o beijo. O melhor beijo do mundo, o beijo que o fazia se sentir ligado ao outro, uma sensação que queria ter pelo resto da vida. Taemin queria que não só a sua alma pertencesse a Minho, mas também seu corpo e seus sentimentos. Minho agora sabia que sentia o mesmo, que queria o mesmo e que a ideia de estar com Taemin para sempre não o apavorava mais. Pelo contrário. Sentia-se feliz. — Taemin. — sussurrou — Você quer ser o meu ômega? — O que... quer dizer exatamente com isso? — Estou falando de um compromisso além de nossas almas iguais, um compromisso consciente, onde eu, Choi Minho, sou o alfa, o namorado, o marido, de Lee Taemin, e você, Lee Taemin, é o ômega, o namorado, o marido, de Choi Minho. Taemin sentia que iria desabar em lágrimas ali mesmo. — Eu quero ser o ômega, o namorado, o marido de Choi Minho. [...] Taemin bebia refrigerante escondido na cozinha, conseguira camuflar o mesmo ao coloca-lo em uma garrafa de suco, e agora aproveitava que Minho havia saído para beber em paz. Morar com aquele alfa era bom, porém as coisas começaram a se complicar após aceitar mudar certos hábitos, ele queria beber refrigerante e comer x-burguer, mas o Choi o limitara a suquinhos — que não podiam ser de caixinha, tinha que prepara-los no liquidificador —, e sanduiches naturais. Estava sofrendo. — Bendito seja o refrigerante de laranja, 1% sabor, 99% doenças que vão matar meu fígado lentamente e me encher de pedras nos rins! Mas precisou jogar o resto na pia e se desfazer da garrafinha quando ouviu o barulho da porta abrindo, era triste ter que desperdiçar, todavia, se fosse pego acabaria tendo que ver seus outros refrigerantes escondidos serem sacrificados um por um, pois Minho certamente derramaria todos. Era complicado esconder algo do Choi, ele sempre carregava uma expressão desconfiada. Coisa de advogado, ele achava, tinha sempre que ficar com um pé atrás com seus clientes, e Taemin tinha muita cara de alguém culpado de uma série de crimes. O crime terrível de ingerir alimentos não saudáveis dentro daquela casa, e a pena era dar seis voltas no quarteirão. Minho era c***l demais. — O que estava fazendo? — a pergunta era quase sempre a mesma. Taemin tinha uma cara de culpado. — Nada! — sua voz saiu fina como se ainda estivesse na puberdade — Você demorou, disse que só iria resolver um problema e já voltava... mas se passou quase 1 hora, que problema grande. 1 hora, eu não sei quanto tempo você demora pra gozar, então ainda não tenho muitas provas para te acusar de ter ido me trair. — Tudo na sua cabeça gira em torno de sexo? — Ultimamente não tenho girado em nada. Taemin sempre fora muito bom em trazer o clima errado para as conversas, porém Minho não se importava mais com isso, já havia se acostumado com o ômega e com todos os seus trejeitos. Lee Taemin era uma combinação de pessoa doida, com a pessoa mais atraente e magnética do mundo. Era tão fácil entrar na órbita dele. — Eu tenho uma surpresa pra você. Aquelas palavras já haviam sido suficientes para fazer o menor esquecer qualquer coisa que iria dizer e já olhá-lo com os olhos brilhando. Amava surpresas, e vindas de Minho elas pareciam ainda mais especiais, até porque era a primeira vez que ele havia preparado uma. — O que é? — Fecha os olhos e me estenda sua mão esquerda. — e o Lee assim fez. Quase dava pulinhos quando sentia um metal frio escorrer por entre um de seus dedos — Pode abrir. E quando abriu, não conseguiu conter os pulinhos. — Ah meu Deus, Minho, nós vamos ter um anel de compromisso? — o ômega estava quase chorando — Achei que esse momento nunca fosse chegar, a vida é bela e com sentido finalmente! — Está feliz? Era quase impossível que respondesse com palavras, se abrisse a boca naquele momento iria acabar gritando para todo o prédio ouvir o quanto ele estava feliz. E era bom ver aquilo, era bom ver os olhos do Lee transbordando de felicidade, transbordando todos os seus sentimentos. Seu rosto parecia brilhar, seus olhos marejavam. Taemin sentia que podia morrer ali e morreria com um sorriso na cara. — Então essa é a felicidade causada por ser correspondido por sua Alma Gêmea? — o ômega perguntava para Minho e se perguntava também. Porque não parecia real. — Não. — o outro negou — Essa é a felicidade causada por ser amado por quem ama. — Você me ama? O alfa o segurou pela cintura e forçou para cima, o colocando sobre a pia. Taemin sentiu todo o seu corpo estremecer quando Minho o apertou, e ao encostar a boca em sua orelha sussurrou: — Com todo o meu coração. — Eu estou muito feliz, Minho. Quando o Choi o encarou, viu que Taemin chorava. Era até engraçado o ver chorando enquanto sorria, mas em partes seu coração doía, o ômega o amava há muito tempo, e demorara demais para perceber que sentia o mesmo por ele. O beijou sentindo o gosto de suas lágrimas. E em partes eles eram aquilo, eram a tristeza e a felicidade um do outro, assim como tinham que ser, assim como era perfeito ser. Os beijos de Minho faziam Taemin sentir uma ânsia que jamais sentiu estando com outro, o faziam sentir como se necessitasse cada vez de mais e mais, tornando-se assim um ciclo vicioso. Ouvira dizer que Almas Gêmeas eram assim, mas isso não importava mais, porque agora algo novo os unia, não apenas suas almas. — Minho... O alfa afastou-se apenas para retirar a própria camisa, seu corpo estava quente demais para permanecer com ela. E entre um beijo e outro, Taemin cravava as unhas na pele de seu peito, o apertava sem se importar com as marcas que causava. — Vamos pra cama. — ao pedir, o ômega mais parecia estar implorando. — A cama é muito clichê para alguém como você. — a ponta de seu nariz percorria o caminho do pescoço do Lee, que se arrepiava e sentia um calafrio na espinha. Ele já havia entendido, em certos assuntos apenas meias palavras já bastavam. Desceu da pia e virou-se de costas, seu corpo inclinou-se sutilmente para frente. Já aguardava ansioso, ficar de pé só o torturava mais, sentia-se molhado e a ponto de começar a escorrer. Mordia seus lábios, estava a ponto de implorar até sua última gota de dignidade e orgulho. — Você me ama, Taemin? — o alfa sussurrou a pergunta em seu ouvido — Me ama com todo o seu coração? — Se amar mais, meu coração vai arrebentar. Era o que ele queria ouvir, a voz do Lee estava mudando, se tornava cada vez mais sedosa enquanto aos poucos tudo nele se entregava e ficava cego para qualquer coisa ao redor. Agora aquele momento se tornara o mais perfeito de todos, o mundo ao redor foi derretendo, sumindo e só existiam eles dois. Minho abaixou-se, e Taemin sentia seu fôlego indo junto enquanto o mesmo descia seus shorts e o que havia por baixo. O tecido raspava em suas coxas lentamente até ser finalmente retirado. Suspirou. Por outro lado, o alfa conseguia ver que sua teimosia fora tão desnecessária, quanto mais olhava para o Lee, mais desejo sentia por ele. — Abra as pernas. Ele prontamente obedeceu e foi invadido pelos dedos de Minho, que o pressionavam o mais fundo que podia. Seu corpo estava muito necessitado de contatos, sentia arder e queimar, seu interior apertava os dedos alheios enquanto tudo o que podia, ou melhor, que conseguia fazer era sussurrar o quanto queria ainda mais. — Me perdoe por ter demorado tanto. — o alfa dizia. — Só... — Taemin tentava falar — Só faça ter valido a pena essa espera, faça logo. O alfa voltou a ficar de pé. Passou as mãos por baixo da camisa do Lee raspando as unhas sobre sua pele e fazendo com que seus pelos arrepiassem. A tirou de seu corpo e agora Taemin estava completamente exposto. E ele gostava daquilo, Lee Taemin era um ômega atraente, ninguém era como ele, ele era perfeito em todas as suas curvas e detalhes. — Você me deseja agora, alfa? — não resistiu em perguntar. — Sim. — Me deseja por que sou sua Alma Gêmea? — Não. — a resposta já era obvia — Te desejo por você ser Lee Taemin, e Lee Taemin é o meu ômega. O menor esticava-se tentando olhar para trás e ver o que acontecia. Ouvia o som do botão abrindo, do zíper descendo e ficava ainda mais ansioso. Seu corpo inteiro vibrou ao sentir o m****o alheio roçar molhado entre suas nádegas, ele queria aquilo. Precisava daquilo. — Alfa, por favor. Minho poderia tê-lo feito ansiar ainda mais, todavia preferiu por fim em toda aquela ansiedade, ele também não aguentava mais esperar. E quando entrou em Taemin, entrou inteiro e em um segundo só, fazendo com que o ômega gemesse surpreso. — Devagar, alfa, não seja tão c***l comigo. — E se eu quiser ser c***l com você? — Eu vou gostar mais do que devia. O alfa bateu com força em suas nádegas, Taemin arfou e se empinou, ele gostava daquilo. Passou a gostar ainda mais a medida que ficava mais rápido, a medida que ia mais fundo e quanto mais bruto Minho era com ele, mais o desejava, mais o queria. Sua pele estava vermelha, maltratada. E onde mais Minho tocava, as marcas de seus dedos o apertando com força ficavam. Foram meses, longos meses em que esperou e em apenas um segundo tudo já estava valendo a pena, conectar-se daquela forma com o Choi era um prazer diferente de qualquer outro. Não por Minho ser sua Alma Gêmea, mas pelo simples fato de que o amava. Seus corpos se chocavam, o barulho ecoava pela cozinha e aquela trilha sonora parecia ser perfeita. — Me dê mais, alfa, me deixe sentir mais. Minho o mordia, puxava a pele de seu ombro entre os dentes, apertava a pele de seus quadris entre os dedos, o puxava, quase o rasgava e Taemin queria ainda mais, necessitava cada vez de mais e mais, e naquelas lentas horas o alfa se tornou tão importante quanto o oxigênio, respirava Minho agora. Saiu de dentro dele e o virou, queria olhá-lo nos olhos, ver como seu rosto estava. As bochechas do Lee estavam coradas, seus olhos derramavam lágrimas e foi ali que Minho viu que era possível chorar de prazer. Encostou sua testa na dele e sorriu, os dois respiravam com muita dificuldade. — Diga de novo que me ama. — o Choi implorou. — Eu te amo. — o ômega não negou repetir — Eu te desejo, eu quero ser seu para sempre, alfa, eu já sou seu para sempre, você nunca poderá me afastar porque eu já sou parte de você. — Não quero te afastar, não, nunca mais. Taemin sorria. O colocou novamente sobre a pia e ficou entre suas pernas, logo estava dentro dele novamente, retomando sua velocidade, e dessa vez podia olhá-lo, encarar seu rosto corado e seus olhos apertados. A boca estava entreaberta, o beijaria, todavia não queria se privar daquela visão. E a visão seguinte fora ainda melhor, as expressões contorcidas e o gemido alto que soltou ao chegar ao seu limite e gozar sobre a própria barriga, ele sequer havia tocado no próprio m****o. — Alfa... — dizia em gemidos — Goze dentro de mim, eu quero isso. — Taemin, não... Mas não era isso que ele queria ouvir. E ajeitando-se com a força que ainda tinha, bateu no rosto do Choi causando um estralo e uma ardência. — Não negue nada a mim. — o ômega disse — Você não pode negar. Conseguiu agarrar ao pescoço do mais alto e agora encarava seus olhos também. Isso era o que Taemin era, por isso se apaixonou por ele, nunca saberia o que esperar. Ele era pequeno e com atitudes de um adolescente, mas agora Minho podia ver o motivo de deseja-lo tanto, Taemin era assustadoramente sensual, o calor das digitais sobre sua pele parecia estar o queimando. E Minho o obedeceu, viu a cabeça do mais novo menear para trás enquanto gozava dentro dele, preenchendo todos os seus espaços. — Gosto da forma que está me olhando agora. — o ômega disse — Gosto de ver isso nos olhos dos alfas, especialmente nos seus. — E o que está vendo? — Sua satisfação, sente-se saciado, isso é bom. — o nó ainda os prendia, era difícil se mexer, mas de todas as formas não importava mais, queria ficar um pouco mais ali — Estamos começando de verdade, me sinto seu, estou feliz. Ele já havia dito outras vezes que estava feliz, mas não se cansava, poderia repetir várias vezes, todavia parecia insuficiente para expressar. Estava feliz, muito feliz, feliz ao ponto de cair em prantos e gritar. Olhava para os olhos de Minho, seus olhos escuros e tão afoitos, era como olhar para o mar agitado da noite, perigoso para navegar, mas uma aventura única na vida. Afogar-se nos olhos de Minho era um fim digno para aquela história.  
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