Sinto meu peito queimando, uma dor que parece incendiar tudo dentro de mim. Mas no meio da confusão, vejo Rafael sacando a arma e disparando contra Arnaldo. Um alívio misturado a fúria, porque aquela cena podia ter sido a última que eu via. Caio de joelhos, o mundo tilintando ao meu redor. Olho para minha mão e vejo o sangue escorrendo. Fui atingido, esse filho da putä tentou me matar, por pura obsessão e rancor. Meu corpo pesa, minhas pálpebras fecham lentamente... acho que estou indo para um descanso profundo, uma fuga da realidade brutal. De repente, um homem de branco bate forte no meu peito e grita: — Volta, pitbull! Ainda não é sua hora, seu safado! Eu acordo com o som insistente das máquinas, olhos grudados naquele teto branco implacável. Tento me levantar, mas uma voz doce e f

