A noite caiu lenta e pesada.
Arthur não estava em casa e, pra ser bem honesta, eu me sentia mais sozinha que nunca.
O silêncio sem o riso dele era c***l.
E Marcelo… nada de voltar.
Olhei o celular.
Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação.
Mas meu coração dizia que ele vinha.
E quando viesse… ia vir daquele jeito.
Cheio de fúria.
Cheio de fome.
Cheio de mim.
Fui pro banheiro.
Preparei um banho do jeito que gosto: quente, demorado, com aquele óleo perfumado que me abraça a pele.
Passei cada gota com carinho.
Massageando braços, ombros, pescoço, barriga, coxas…
Como se eu estivesse me preparando pra guerra. Ou pra um ritual sagrado.
Lavei o cabelo, sequei com batidinhas com o secador, ficou bem ondulado.
Fui pro quarto.
Abri a gaveta como quem sabe o que procura.
A calcinha.
Aquela.
Pequena.
Rendadinha.
Com as palavras brilhando em dourado:
“Delegado Ávila.”
- Você é loucura pura, Bruna. - falei pra mim mesma.
Vesti.
E minha bundä virou um manifesto.
Me olhei no espelho.
De lado.
De costas.
De frente.
Rebolei como se estivesse num baile funk.
Como se fosse a última dança antes do fim do mundo.
E então…
- Posso entrar?
A voz rouca.
Grossa.
Real.
Meus pés travaram no chão.
Quase caí pra trás.
Olhei rápido pra cama e puxei a toalha que estava jogada, trazendo pra frente dos s***s, tentando salvar o que já tava perdido.
Ele entrou.
Aquele homem…
Com o peito inflado, o rosto fechado, os olhos pegando fogo.
Mas o que mais me travou… foi a mão dele, enfaixada.
- O que aconteceu? - perguntei, assustada, apontando.
Mas ele nem me ouviu.
Os olhos estavam cravados em mim.
- O que você tá escondendo aí, Bruna?
Engoli seco.
- Na...Nadaa!
Ele deu um passo.
E outro.
- Mas fala pra mim: o que você esconde aí?
Tentei fugir da pergunta, mas ele chegou mais perto.
E sem aviso, puxou a toalha.
Eu segurei os s***s com as mãos, travada.
Ele parou.
Congelou.
O olhar desceu…
E parou ali.
Na calcinha.
Na provocação.
Ele não falou nada.
E eu também não.
Mas meu coração estava batendo tão forte que achei que ele ouviria.
Então…
Tomei coragem.
Soltei o ar devagar.
Virei de costas.
Dei dois passos.
Devagar.
Mostrando.
Como se dissesse:
"É pra você, delegado".
Silêncio.
O mundo parou.
Eu estava de costas, com a alma nua, o corpo arrepiado, e o coração… pronto pra se jogar no abismo.
Dei dois passos.
Devagar.
Empinei a bundä.
O suficiente pra fazer a calcinha, a calcinha dele marcar mais ainda a curva da minha bundä.
Foi aí que ouvi.
Um suspiro pesado.
Um ranger dos dentes contido.
- Que cäralho... - um palavrão baixinho sai de sua boca
Ele veio.
Devagar.
Mas com o corpo todo tenso.
Como se lutasse com ele mesmo.
- Quer acabar comigo? … - ele murmurou atrás de mim.
Senti os dedos dele tocarem minha cintura.
A mão enfaixada, ainda dolorida, mas firme.
Mesmo machucado… ele me queria.
E isso me queimava por dentro.
- Você gostou?… - eu sussurrei, olhando por cima dos ombros.
Ele puxou meu cabelo de leve, me fazendo inclinar a cabeça, expondo o pescoço.
E aí, mordeu.
Do jeito dele.
Com raiva, com desejo, com a maldita vontade que guardava há dias.
- Você sabe o que tá fazendo comigo, Bruna?
Virei de frente.
O peito dele subia e descia forte.
E mesmo com a faixa, a mão boa agarrou minha coxa e me ergueu com facilidade.
Minhas pernas instintivamente se fecharam ao redor dele.
Meu corpo colou no dele como imã.
Como vício.
Como sentença.
- Sei. Tô te provocando faz tempo, delegado…
Ele me encostou contra a parede do quarto, as bocas se grudaram com fome.
E mesmo no calor do beijo, eu senti ele gemer baixinho de dor quando apoiou o punho enfaixado na parede.
- Tá doendo? - perguntei entre beijos, com a respiração descompassada.
- Mais do que deveria.
Menos do que te ver com outro homem.
Aquela frase me arrepiou.
Ali, colada no corpo dele, envolvida no cheiro de suor, perfume e guerra… eu soube.
Ele era meu.
E, de alguma forma, eu era dele.
Ele encostou a testa na minha.
- Preciso de um banho antes… - sussurrou, quase como se estivesse se desculpando.
- Tô suado, fedido… cheirando a sangue.
Mas eu não deixei ele sair.
Segurei firme no rosto dele e murmurei:
- Não.
Quero você assim.
Bruto.
De verdade.
Real.
Como você veio.
Porque foi assim que você chegou em mim.
O olhar dele ficou ainda mais escuro.
Ele respirou fundo.
Quase rosnou.
E me colocou no chão, com cuidado, como quem já sabe o que vai fazer.
Passou os dedos na lateral da minha cintura, lentamente, me fazendo virar de costas.
- Então me deixa ver direito… o presente que você escolheu pra mim.
Meu corpo inteiro tremeu.
Senti o ar quente da respiração dele se aproximar.
Os olhos queimando na pele.
As mãos passando devagar pelas minhas costas nuas… até encontrarem o elástico da calcinha.
Ele sussurrou rouco:
- Delegado Ávila…
Você não tem noção do que isso faz comigo.
Me empinei um pouco, sem perceber.
Instinto.
Desejo.
Entrega.
Ele sentado na cama começou o meio das minhas costas, e depois a curva da cintura.
E cada parte que ele tocava, queimava como se fosse a primeira vez.
Mas era mais do que físico.
Era uma reverência.
Como se ele estivesse agradecendo com a boca cada centímetro de mim.
- Essa b***a… - ele murmurou, rindo de leve, rouco, enquanto beijava de leve. - Vai ser meu vício, Bruna.
Entre beijos, mordidas e toques, me fazendo arrepiar. Trocamos de lugar e ele me detou suave na cama.
Observo ele tirando seu colete e camisa. E vindo em minha direção.
Foi automático.
Estava com as pernas abertas esperando que ele se encaixasse em mim.
Mas muito pelo contrário, vejo que se abaixa, como se ajoelhasse. Me puxa pela pernas me deixando numa posição completamente exposta.
E então sinto sua língua em minha bucetä, que estava no puro fogo. Era um tesäo absurdo aquela língua dançando em meu clitóri.s.
Eu tentava de todas as formas fechar as pernas, mas ele não deixa. Ele segura com seu corpo grande entre elas.
Meus gemidos saindo ensandecidos. Parecia um clássico. Entre a língua e os lábios que me chupavam e seus dedos que entravam e saiam.
- Marcelo, vou gozar! - as palavras saem em meio aos gemidos.
E assim fiz, que negócio insano, que me fez molhar completamente o colchão e estampar um sorriso na cara do homem.
- Me come por favor, POR FAVOR - meu pedido foi com a alma e assim ele veio.
Antes, muito antes que ele pensasse o puxei para um beijo enquanto ele abria sua calça.
Ali já era meu Marcelo, seus olhos brilhavam ao olhar meu corpo.
Sinto ele me invadir.
Sem licença.
Bruto.
Com Pegada.
- Geme pra mim cachorra - a voz rouca sussura
E soa como uma ordem para todo meu corpo.
As estocadas eram fortes, mas eu ainda queria mais dele. Apenas pressiono meu corpo contra o dele e com o olhar. Ele já entende.
Me viro de quatro. Ele sorri. Morde os lábios.
Apenas afasta a calcinha e entra sem pudor.
Me empino o máximo que posso. Queria meu homem relaxado, sorrindo. Depois de um dia exaustivo de trabalho, comer a mulher dele sem pudor.
O gemido rouco dele era o anuncio de que ele gozaria, e a jatada seria aquelas de deixar a bucetä escorrendo uns dois dias....
Assim que ele goza, deita rápido ao meu lado rindo...
Ofegante.
- Você vai me matar garota... Você vai acabar comigo.
- Foi r**m delegado? - dou risada - E hoje estamos a sós, então de prepare!
Ele me olha com ternura e me puxa para seus braços. E era ali que eu queria morar!