O Rei Angus adentrou os aposentos de sua esposa, a rainha Neres e se depara com sua amada deitada em meio aos travesseiros e Lençóis. Ele aproxima-se rapidamente dela e depois de dar um beijo doce em uma de suas mãos, o rei pergunta a sua amada sobre o que havia acontecido. A aia e também curandeira que estava ao seu lado explica ao rei que a rainha havia tido um m*l-estar, mas que a sacerdotisa fora chamada para consultar os deuses a respeito do mesmo que assolou a rainha. No mesmo instante em que o rei fazia perguntas a sua amada, a sacerdotisa entra nos aposentos reais com a notícia que alegraria não somente o casal real, mas também todo o reino.
— Alegrai-vos oh povo de Slat! Os deuses atenderam a nossa petição e a vossa também oh rei, pois a rainha carrega uma criança em seu ventre! — ela respondeu, a sacerdotisa continha um brilho diferente no olhar.
O rei olhou para sua esposa como se estivesse paralisado e novamente olhou para a sacerdotisa, então ele voltou sua visão novamente para rainha e deu um sorriso que mais parecia o de uma criança que havia acabado de receber o mais belo dos presentes.
— Eu não consigo acreditar, minha amada esposa! Janus atendeu as nossas petições concedendo a nós dois, minha amada, a maior de todas as bênçãos que um casal pode receber nessa vida! Louvados sejam os deuses, louvado seja o grande Janus!
Rapidamente o rei mandou chamar o mensageiro para que fizesse a notícia ser distribuída pelos quatro cantos do reino. Vendo toda aquela agitação, o irmão do Rei correu até os aposentos reais, já que uma das servas não soube explicar com detalhes o que de fato estava acontecendo. Chegando lá, ele vê Angus chorando de alegria juntamente com Neres e então o rei levantando-se e indo em direção ao seu irmão, coloca as duas mãos no seu ombro e antes de lhe dar um grande abraço, ele deu a incrível notícia.
— Alegra-te meu irmão! Hoje os deuses mostraram que atendeu as nossas petições, minha esposa e também sua irmã de coração, Neres, carrega um filho em seu ventre! — disse o rei com lágrimas nos olhos.
Lars sorridente abraçou seu irmão e juntos os dois derramaram lágrimas de felicidade por saber que a espera do Rei finalmente havia chegado ao fim. Imediatamente, sinos podiam ser ouvidos por toda a capital e mensageiros gritavam a notícia por todas as províncias e suas cidades em todo o reino.
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Dias depois, todos os reinos vizinhos de Slat estavam sabendo da chegada do mais novo herdeiro do Rei angus. Até mesmo a rainha Zaila ficou sabedora da boa nova, o que a levou a acelerar ainda mais seus planos maquiavélicos contra aquele próspero e belo país.
— Então a família real cresceu — disse Zaila consigo mesma, acariciando os próprios cabelos em frente ao espelho. — É uma pena que uma criança tão jovem, destinada a herdar um trono poderoso, não cresça o suficiente para ter o peso da coroa em sua cabeça!
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No palácio real, Lídia estava em seu quarto supervisionando o banho de Aklon, quando seu marido chegou para lhe fazer companhia.
— Eu perguntei a Seli por você e ela me disse que estaria aqui. Mas por que trouxe Aklon para ser banhado em nosso quarto? — perguntou o príncipe que em seguida deu um beijo na testa de sua esposa.
— Nada, marido — ela vira-se de costas, segurando a mão do esposo. — Só estava aqui pensando… por algum tempo eu me apeguei à ideia de que Aklon seria o rei de Slat, mas agora tudo isso pode não ter passado de um sonho, o sonho de um dia ser a mãe de um rei. — a princesa concluiu olhando para o pátio principal entre as cortinas da janela de seu quarto.
Lars afasta-se de sua esposa e senta-se sobre a cama. Ele olha para Lídia por um momento, mas em seguida dirige-se novamente a ela.
— Eu não entendo por que você está dizendo isso agora! Sempre soubemos que cedo ou tarde um evento assim poderia acontecer. Angus e Neres são jovens e poderiam muito bem gerar uma criança! Por acaso você não gostou do fato de Neres estar grávida, princesa? — Lars pergunta com um tom de desconfiança.
— Eu jamais desejaria algo de m*l para minha rainha e amiga, como eu vejo que estás insinuar, senhor meu marido — esbravejou Lídia caminhando em direção à varanda.
— Eu não estou insinuando nada, Lídia — respondeu Lars seguindo a esposa. — Eu só fiquei admirado por você ter dito que estava acostumada com a ideia de nosso filho ser o rei, mas esse não foi o desejo dos deuses!
Lídia olha para seu Lars e no mesmo instante em que pensava rebater as suas palavras, ela abaixa a cabeça fechando os olhos deixando uma lágrima rolar em sua face. Lars percebe que pode ter magoado sua esposa por não ter interpretado bem as suas palavras, ele então caminha em direção a ela e abraça.
— Por favor, minha esposa, perdão se a ofendi — disse Lars depois de dar-lhe um beijo em sua testa. — Perdão pelo medo que sinto de que alguém possa vir a trair o nosso povo! Mas eu sei que essa desconfiança não deve ser aplicada a você, já que uma vez sempre demonstrou ser fiel a sagrada família real vindo de um país distante para se casar comigo. Eu sei que jamais passou pela sua cabeça o fato de ter qualquer tipo de sentimento negativo a respeito da rainha, mais uma vez te peço perdão!
— Quando eu vim para cá, eu cheguei aqui com bastante medo por ter deixado para trás a minha família, o meu reino, os meus amigos e tudo aquilo que eu mais amava — disse Lídia olhando nos olhos de seu marido. — E quando adentrei os portões desse palácio pela primeira vez, feito um animal que havia sido capturado de seu habitat natural e trazido para morar em uma terra estranha, eu encontrei apoio na rainha. — ela falou olhando fixamente para Lars.
O príncipe sentindo-se envergonhado por ter pensado m*l de sua esposa, pôs-se apenas a ouvi-la.
— Neres ensinou-me a me adaptar a este lugar, a estar preparada para ser esposa, para amar meu marido e agora, como poderia eu dizer que não me sinto feliz por aquela a quem considero minha irmã, está esperando um filho? — respondeu Lídia com certa indignação.
Lars ficou parado e sem jeito diante da resposta da esposa.
— Sendo que esse —Lídia prosseguiu — sempre foi o maior desejo de sua vida! Eu não seria capaz de tal coisa meu marido, tudo que eu posso dizer é que partilho da alegria de Neres, e estarei sempre pronta para ajudar da mesma forma com que ela me ajudou! Eu apenas rogo aos deuses que me conceda a mim também mais uma feliz alegria de ver crescer dentro de mim um filho seu!
Ao ouvir essas palavras da boca de Lídia, Lars sente que há verdade nelas e a beija com fervor. De repente, a serva entra na varanda avisando ao casal que Aklon já está banhado e devidamente vestido. Lídia olha para seu filho e sorri, o mesmo faz o príncipe, que segura o filho em seus braços erguendo-o no alto.
— Você é o meu legado! Você é o meu sangue que será perpetuado por toda eternidade através das nossas gerações! — Lars coloca o filho no chão e ajoelhando-se diante dele profere estas palavras.
Lídia olha admirada com a reação do marido que mais parecia estar adorando o próprio filho.
— Se os deuses permitiram que você viesse e não se tornasse um rei, é porque algo muito maior eles têm para ser derramado em seu futuro! — com lágrima nos olhos, Lars prosseguiu — isso eu posso sentir que um dia meu filho, você será algo tão grandioso, tão esplêndido e extraordinário, que todos nesse mundo olharão para você como jamais olharam para outro ser que pisou nesta terra!
Lars deixa sua esposa e seu filho e vai até o rei. Lídia fica sem entender muito do que foi dito pelo marido, mas no fundo ela também sabe que o nascimento de Aklon foi algo planejado pelos deuses. Ela então leva o garoto para caminhar no jardim, pois o mesmo ficava com uma coloração esplêndida no crepúsculo. Lá ela encontra Jensen que também estava caminhando com Elora. No instante em que Aklon avista a menina, ele corre em sua direção e sorri para ela. Os dois afastam-se de suas mães, mas ficam em suas visões.
— Como Você está bonita hoje minha estrela — elogiou Aklon tirando uma flor e oferece para a menina.
— Obrigada pela flor, alteza — a pequena agradeceu com sua meiga voz.
— Você ainda é muito pequena para entender certas coisas que estão para acontecer, mas quando crescer, você será de grande importância para mim e nós dois vamos ficar unidos para sempre, minha estrela!
Elora não entende muito que o príncipe quis dizer, então a menina sai correndo em direção a sua mãe. Ela abraça Jensen enquanto fita seu olhar em Aklon. Jensen expressa desconfiança em Aklon e pede licença a Lídia, retirando-se de perto da princesa e de seu filho. Lídia também fica sem entender e segura na mão de Aklon, perguntando o que teria ocorrido com Elora.
— Porque Elora saiu de perto de você correndo, agarrando-se na mãe dela como se estivesse com medo de você? Por acaso você disse ou fez alguma coisa com aquela menina para ela agir daquela forma? — a princesa perguntou com olhar bravo.
— Nada! Eu não fiz nada com ela mamãe. Eu só disse a ela que um dia ela seria muito importante para mim e que nós dois estaríamos unidos para sempre. Há algo errado no que eu disse mamãe? — perguntou Aklon olhando para Lídia com um semblante inocente.
— Não, meu filho — respondeu a princesa abraçando o filho dando-lhe um beijo. — Claro que você não disse nada demais! Elora é muito pequena e por conta disso deve ter entendido alguma coisa errada que você falou, mas não se preocupe com isso meu amor, logo irei esclarecer para a mãe dela o que de fato aconteceu e vocês dois poderão brincar juntos novamente!
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Remo estava no pátio principal do palácio, quando sua esposa chegou segurando sua pequena filha em seus braços e aparentando estar bastante nervosa.
— Mas o que foi que aconteceu esposa? Há muito tempo não vejo você tão nervosa assim! O que houve? Aconteceu alguma coisa com a nossa filha? —perguntou Remo nervoso e toma sua filha em seus braços para verificar se tudo estava bem com ela.
— Não se preocupe, ela está bem! Mas algo me preocupou sim — respondeu Jensen.
— O que pode ter acontecido para deixar você tão nervosa desse jeito? — novamente Remo perguntou colocando Elora no chão.
— Aklon! Ele pode ter dito alguma coisa para nossa filha que a deixou bastante assustada, meu amor — respondeu a jovem mãe tomando sua filha de volta.
— E o que pode um garoto de apenas sete anos de idade ter dito de tão terrível a uma garotinha para deixá-la tão assustada como você acabou de dizer? — disse Remo de modo zombeteiro.
— Na verdade nem eu mesma sei o que ele disse ou fez para ela, mas ela ficou muito assustada — respondeu Jensen com uma voz trêmula.
— Eu não acredito que você chega perto de mim nervosa desse jeito apenas por uma insinuação! — disse Remo repreendendo Jensen.
— Remo, eu fiquei nervosa por ver ela assustada e... — respondeu ela tentando argumentar.
— Você e essa ideia louca de que o príncipe possa ter feito alguma coisa que assustasse a nossa filha! Por favor, minha esposa, você deve ser mais coerente em tirar as suas conclusões! — ele a advertiu. — Aklon jamais faria algo que prejudicasse Elora e tem mais… eles são crianças, Jensen! São duas crianças que em uma brincadeira, um deve ter se assustado com o outro! Sinceramente, eu não sei mais até onde vai essa sua paranoia e superproteção!
Remo deixa a esposa e segue na direção do interior do palácio. Jensen apenas observa seu marido se distanciar e abraça a filha retornando novamente para os seus aposentos. Horas depois ela decide procurar Lídia e pedir-lhe desculpas a princesa por sua atitude impensada e, por ter saído tão bruscamente do Jardim deixando-a e seu filho.
— Não precisa você se desculpar, minha querida! Eu também sou mãe e entendo que sempre procuramos proteger os nossos filhos, mas saiba que a pequenina deve ter se assustado com a forma que meu filho disse que os dois estariam unidos para sempre depois que eles crescessem — respondeu Lídia com um sorriso.
— Ah, por Janus! Então foi isso que ele disse? — Jensen sorrindo sem graça, falou. — Por favor, alteza, eu lhe peço mil desculpas por ter sido tão grosseira ignorante! Mas prometo que isso não vai acontecer de novo e peço a senhora que permita que minha filha continue sendo amiga de seu filho, por favor — disse Jensen curvando-se diante de Lídia.
— Jensen! Eu sei que o que une nossos filhos é muito mais do que podemos imaginar. Mesmo que eu proibisse, mesmo que até o próprio Rei proibisse os dois de estarem juntos, com certeza os deuses se manifestariam contrariando tal decisão. Por isso não se preocupe que nem eu e nem ninguém irá interferir no destino de Aklon e Elora!
Jensen saiu da presença da princesa e retorna para seus afazeres. Lídia permanece no corredor, mas logo depois segue seu caminho em direção aos aposentos da rainha, pois as duas eram como irmãs.
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Nove meses se seguiram e a gravidez de Neres correu tudo na mais perfeita ordem. Todos estavam à espera do bebê tão aguardado por toda Slat e também por reinos vizinhos, já que vários desejavam que fosse uma princesa e assim, alianças poderiam ser formadas com força maior.
Neres estava caminhando nos jardins juntamente com Lídia e Jensen, quando Aklon aproxima-se da rainha e tocando barriga, ele faz uma previsão inusitada.
— Primo! Seja bem-vindo!
Após o menino dizer estas palavras, a rainha sente uma forte pontada em sua barriga, ela leva a mão ao seu ventre e já não consegue mais ficar de pé.
— Lídia, eu acho que chegou a hora — disse a rainha sentindo as dores do parto.
As duas logo pediram ajuda para levar a rainha aos aposentos reais. Tanto Jensen quanto Lídia não fazia ideia do que havia acontecido ali no jardim, parece que a criança no ventre de Neres estava esperando o chamado de seu primo para nascer, mas ambas decidiram não pensar no assunto naquele momento.
O rei Angus chegou logo em seguida, mas foi impedido de entrar pelas parteiras, elas alegavam que, a presença de homens durante os partos poderia trazer maus presságios, mesmo assim, o rei decidiu permanecer no corredor em frente à porta dos aposentos da rainha.
— Quanta demora! Por que estão demorando tanto? — o rei caminhava de um lado para o outro.
— Acalme-se Angus — dizia Lars tentando conter o nervosismo do irmão. — Partos não são tão simples assim! Eu já passei por isso uma vez, lembra? Logo vamos ouvir o choro do bebê e você poderá segurar seu filho nos braços.
Angus decidiu escutar seu irmão e conseguiu finalmente se acalmar. Mas depois de algumas horas, apenas os gritos de dor de Neres eram ouvidos por todos os que estavam ali. Parteiras entravam e saiam do quarto, deixando o rei ainda mais nervoso.
— Mas o que será que está acontecendo? Essas mulheres entram e saem, mas nada me dizem! O que está acontecendo lá dentro, mulher? — perguntou o rei segurando uma das servas pelo braço.
— Por favor, meu senhor! Eu não posso dizer nada agora! Deixa que a sacerdotisa mesma fale o que, meu senhor, precisa ouvir!
A moça reverencia o rei e retorna para dentro. Novamente Neres grita devido às contrações e dessa vez Angus não se contém e decide entrar. Ao avistar sua esposa, o rei fica pasmo com o que ver. A rainha estava quase desfalecendo e sangrando muito, mas ela parecia não querer desistir de ter seu filho.
— Mas o que significa isso, em nome dos deuses?! Neres, você, você está morrendo— disse o rei não conseguindo controlar as lágrimas.
— Eu já estava prestes a sair e avisá-lo, meu rei! Os esforços da rainha para pôr seu filho nesse mundo, falharam! Se ela se esforçar mais, isso pode ser o fim não somente dela, mas também da criança — disse a sacerdotisa expressando não ter muita esperança.
— E o que pode ser feito? Há algo que possa ser feito? — perguntou o rei desolado.
Nesse momento, Lars entra no quarto e se depara com aquela cena macabra.
— Pelos deuses! Neres? — disse o príncipe levando as duas mãos à boca.
Lídia se dirige para junto do marido sem nada dizer. Ela apenas chora pela situação da rainha e também amiga. A sacerdotisa então diz ao rei a única solução.
— Infelizmente, majestade! Tudo o que se pode fazer é salvar apenas um! O senhor terá de escolher quem poderá ser salvo! — ela sendo concreta.
— Pois não precisa perguntar mais! Você já sabe a minha escolha — respondeu o rei dando as costas para a cama onde sua esposa estava deitada, mas em seguida ele ouviu o grito de desespero da rainha.
— NÃO! E a minha escolha, ANGUS? Eu pedi, implorei aos deuses que me dessem seja que fosse ao menos uma única vez o prazer de ser mãe e você simplesmente determina que meu tão esperado filho morra? Não! E se vocês não cumprirem esse meu desejo, eu irei odiá-los, amaldiçoa-los pelo resto de minha vida e isso inclui você, meu rei! — logo após dizer qual era o seu desejo, Neres grita de dor e o esforço faz com que seu sangramento se agrave. Angus se desespera e as sacerdotisas já não sabem mais o que fazer se não rezar aos deuses.
O rei entra em desespero, pois naquele momento, mãe e filho já viam a morte certa. Foi quando algo inesperado aconteceu. Aklon entrou no quarto de sua tia e sorrindo para ela, ele põe as mãos em seu ventre e diz as seguintes palavras:
— Kom til meg (Venha a mim)!
Uma luz erradia das mãos do menino que prossegue dizendo as mesmas palavras. Todos ficam maravilhados a ponto de não acreditarem no que vêm. Nesse momento, Neres sente uma forte contração, porém seu sangramento já não existe mais. Em apenas um esforço ela consegue pôr seu filho no mundo, como se o tormento que vivera momentos antes nunca tivesse acontecido.
— Ele é sem dúvida um enviado de Janus — dizia Iliana, a mestra das sacerdotisas.
O choro do bebê foi ouvido e Aklon retirou as mãos do ventre de sua tia assim que a criança nasceu. O príncipe olha novamente para ela e mais uma vez sorri. A parteira entrega à criança nos braços do rei, revelando o s**o do bebê.
— Janus e os deuses foram benevolentes, meu rei! Sua linhagem perpetuará forte, pois a criança é um menino! — disse a sacerdotisa sorrindo.
Angus tomou seu filho nos braços e todos se curvaram diante do futuro rei de Slat, em seguida, eles olharam para Aklon e vê ao redor do menino, uma luz densamente brilhante, fazendo com que todos ali se curvem diante daquele a quem eles passariam a chamar de Aklon, a luz de Janus.