O Targol

3573 Palavras
Após se despedirem de seus entes queridos, a comitiva do Rei Angus partiu em direção Kelonnia para a tão esperada reunião entre os líderes das nações do Ocidente. Certa apreensão tomava conta do coração de todos, mesmo sabendo que a mesma se tratava apenas de um ato para prevenir que se iniciasse uma Guerra sem fundamentos naquela terra novamente. Finalmente, todos os reis, seus guardiões e conselheiros, chegaram até a fortaleza de Brant, local que foi construído ao redor da pedra sagrada tornando-se a sede do Targol. O rei Dubhal, por ter a fortaleza situada em seu reino, foi o anfitrião da reunião e por isso decidiu deixar os demais reis e seus conselheiros descansarem da viagem e começar as atividades somente no dia seguinte. E assim aconteceu, na manhã seguinte os reis das terras do Oeste, tomaram cada um o seu lugar na mesa de reuniões a mesma em que foi selada a paz no continente, cem anos antes. Ao redor da mesa, havia cinco cadeiras e nelas estavam gravados os nomes de cada nação e, uma cadeira extra ao lado da cadeira do líder, que era para o conselheiro de seu rei. Todos os reis sentaram-se cada qual no seu respectivo lugar, tocando na pedra e imaginando como teria sido cem anos antes. Aklon sentou-se ao lado de Angus e Remo ficou de pé atrás dos dois, assim como os chefes da guarda dos demais reis. Antes que Dubhal desse início às atividades, Aklon cochichou com seu tio a respeito de algo, o que chamou a atenção de todos. — O senhor notou que a cadeira de Zaila está vazia, tanto por parte da rainha quanto por parte de um representante, meu tio? — perguntou o príncipe quase que sussurrando. — Sim — respondeu Angus. — Mas isso não seria de se estranhar, sendo ela a precursora de toda essa tensão! — O senhor tem toda razão — confirmou Aklon. — Então finalmente o rei Dubhal começou seu discurso de a******a. — Mais uma vez eu gostaria de dar as boas-vindas a vossas majestades em nome de meu povo e dizer também que me sinto triste por sermos nós a geração a estar reunida nesta Fortaleza no dia de hoje. Há exatos cem anos neste mesmo local, o grande rei Aklon, o Justo, reuniu os demais Reis sentados ao redor desta mesa de pedra para pôr um fim a uma guerra que devastou esse continente, tendo como único legado, morte e destruição por onde passou. Aqui, nossos avós e bisavós! — disse Dubhal olhando para Aklon. — Colocaram suas espadas sobre esta mesa e juraram nunca mais erguê-las uns contra os outros novamente, mas hoje, ao que parece, esse juramento foi quebrado por um dos descendentes. — Perdão, mas já sabemos a quem o senhor está se referindo, rei Dubhal! — respondeu Garsiv bebericando uma taça cheia de vinho. — Zaila veio aqui há alguns anos para pedir ao senhor que revogasse o Targol. E não foram uma, nem duas vezes que isso ocorreu. — Garsiv tem razão! — complementou Finard. — Zaila vem querendo revogar o Targol há muito tempo. Nem mesmo o seu pai foi tão negligente a esse ponto. As nações do Ocidente são conhecidas por toda Erdhania por sermos um povo pacífico que sabe coexistir. No entanto, uma rainha que não conseguiu aceitar que seu país não se tonou uma potência cujo modelo de governo é a sede por conseguir cada vez mais poder, perdeu a guerra para Slat e foi obrigada a ceder diante dos demais! Angus e Aklon apenas observavam os reis discutirem, mas tinham suas razões para apoiar uma possível interdição a Estakhr. — Eu não acho que a rainha Zaila esteja de toda errada. Ela apenas quer garantir o direito de que revisemos algumas cláusulas do Targol que segundo ela, possuem certas lacunas que não deveriam existir. — contestou o Rei de Luma, deixando Finard furioso. — Você diz isso por que é o único reino do Ocidente a manter laços com Estakhr, não é mesmo, Khan?! Mas não é o seu reino que está sendo ameaçado por Zuhluh e o que é pior, com o respaldo de Zaila para m*******r o meu povo! Lembrando aos senhores aqui presentes, que Khan I também foi contra o Targol em sua criação. Ele só aceitou fazer parte do tratado por se dar conta de que Estakhr estava arruinada e nossos antepassados não iriam tolerar que ambos se unissem para tentarem uma nova investida bélica. — O Rei de Anísia respondeu com fúria em seu olhar. Khan ergueu-se proferindo várias injúrias contra Finard, dizendo que ele era tão covarde e chorão quanto seu falecido pai. O rei de Anísia não gostou da forma com que Khan se referiu à memória de Nasron e precisou ser contido pelos demais para não agredir o rei de Luma. Angus conseguiu conter os ânimos e acalmou seu vizinho e amigo dizendo que não valia a pena sujar as mãos com alguém da índole de Khan. — Eu não admito que você fale assim do meu pai! — exclamou Finard bufando. — Nasron foi um rei justo e manteve nossa nação em paz e quando eu assumi seu lugar no trono há dois anos, jurei que seguiria seu exemplo para conduzir nosso povo em harmonia e justiça. Agora vem você com essa boca imunda tentar sujar a memória dele? Mais covarde mesmo é o que ataca a quem não pode se defender! Após o desabafo de Finard, todos retornam para os seus devidos lugares e a reunião prosseguiu. Cada rei expõe sua visão a respeito do que estava acontecendo e então chega à vez de Slat. O rei Angus diz que algumas de suas vilas, mais precisamente as que ficam localizadas na pequena faixa de terra que faz fronteira com Luma e Estakhr, sofreram ataques isolados a mando de Zaila. A rainha alegava que cidadãos de Slat ultrapassaram a fronteira sem permissão. — Mas o que Zaila deveria ter feito era enviar um diplomata para resolver a questão e não atacar uma nação soberana. Isso foi claramente um ato de guerra, não sei como o senhor não respondeu à altura, Rei Angus. — indagou Dubhal abismado com a notícia. — E foi exatamente isso que meu tio estava disposto a fazer, mas eu o aconselhei agir de outro modo. — disse Aklon tomando a palavra para si, deixando todos admirados. — Como podem ver, Zaila não se faz presente para dar explicações sobre esse ocorrido. E para responder sua pergunta, rei Dubhal, se nós atacássemos Estakhr, assim como ela está dando todo apoio a Zuhluh para atacar Anísia, a mesma Estakhr teria o total apoio de Luma para iniciar uma guerra e assim os dois formarem uma coalisão contra Slat! — concluiu o príncipe olhando diretamente para Khan, deixando o Imperador estremecido com o olhar frio do jovem. — Por isso, Aklon aconselhou-me a pedir uma reunião com o conselho ao invés de cair nas armadilhas de Zaila. Assim resolveríamos de uma só vez o problema de Anísia e também o nosso. — complementou Angus, concordando com as palavras de seu sobrinho e também conselheiro. O rei Dubhal ouviu atentamente o que Aklon disse e o complemento do rei Angus. Após terem terminado, o rei de Kelonnia tomou a palavra. — Então, já que veio de você, príncipe Aklon, o requerimento para esta reunião, qual seria sua ideia para evitar certos desconfortos entre as nações do Ocidente? — perguntou Dubhal batendo as duas mãos sobre a mesa de pedra. Dubhal era um homem de meia idade, um rei sábio e justo. Ele era avantajado em altura, um metro e noventa e cinco, um pouco robusto com cabelos e barba longos. Ele era ruivo assim como o seu pai e também gostava muito de sorrir das piadas contadas pelos amigos. — Eu proponho — primeiro limpou a garganta, — eu proponho que seja reforçada a aliança para que nenhuma nação traia a outra. Que todos nós estejamos de acordo em formar uma coalizão de socorro a uma nação amiga que esteja correndo perigo de invasão. — Sugeriu o príncipe que foi duramente criticado por Khan. — Eu não estou de acordo com o que disse o Duque de Kels. Isso só pode ser piada, é um ultraje algo desse tipo. Uma afronta à soberania individual de cada país! — respondeu e em seguida riu com sarcasmo. — Ultraje por que, Rei Khan? — perguntou Dubhal. — Por qual motivo essa sugestão de Aklon seria um disparate? Ela está de acordo com as diretrizes do tratado, caso o senhor tenha se esquecido. Khan mais uma vez fica sem argumentos e então, o rei Dubhal pede a Aklon que prossiga. Os reis de Anísia e Sinéria também apoiaram a sugestão de Aklon e deram a ele respaldo para que continuasse a falar. — Obrigado, majestades! Como eu dizia... que nenhuma nação se levante contra a outra, caso o contrário, uma coalizão entre as demais será formada em defasa da mesma imediatamente. Khan novamente se levanta em desacordo com Aklon, interrompendo as palavras do Duque. — Mas isso não está de acordo com as diretrizes do tratado. O Targol estabeleceu a paz há cem anos e nunca impôs esse tipo de condição a nenhuma nação do continente! — novamente o rei de Luma expressou sua indignação. — Mas a situação agora é outra, imperador Khan! — exclamou Garsiv com voz firme. — Com a agressividade de Zaila e essa sua ideia de ficar em cima da muralha, não nos deixa alternativa senão fazer alterações no Targol! Khan retrucou as palavras de Garsiv em tom de agressividade. — Eu só queria lembra-lo, Rei Garsiv, que caso não tenha notado, um dos membros do Targol não se faz presente para dizer se é contra ou a favor de tais alterações como é direito de todos os reis que dele fazem parte. — Majestade! — falou Dubhal imperiosamente. — Caso não tenha notado, Zaila não compareceu e nem sequer enviou um representante para esta reunião, um claro desdenho a algo que tanto representa para todos nós. Por tanto que fique bem claro, que Zaila abriu mão do direito de contradizer qualquer decisão tomada aqui hoje no momento em que desrespeitou o tratado a quem até mesmo o pai dela se referia com total respeito. E isso é tudo, agora deixemos que o Duque de Kels conclua sua fala. Khan sentou-se novamente em sua cadeira e deixou que Aklon prosseguisse, deixando o rei de Luma sem argumentos diante da sabedoria do príncipe. — Obrigada mais uma vez, rei Dubhal! O segundo ponto é, que em caso de ataque de uma nação vinda de outro continente contra uma nação do Ocidente, todas as nações devem de igual modo formar uma coalizão para ajudar e caso esta nação estrangeira esteja tendo o apoio de alguma nação que faça parte do tratado, ela deverá despojar do mesmo destino que a nação invasora. Uma discussão tomou conta da sala de reuniões. De um lado os reis de Slat, Anísia e Sinéria concordando com a ideia de Aklon e do outro lado, Khan dizendo achar injusto tomarem essa decisão sem a presença de Zaila. — Senhores! — dizia o rei Dubhal — Senhores! Então, para que não haja mais discussão, faremos uma votação. — Como assim, uma votação? — perguntou Khan levantando-se de seu lugar. — Mesmo que haja uma votação, todos já sabemos o resultado! — Então que assim seja, pois eu voto a favor! — respondeu o rei de Sinéria. — Eu também! — completou o rei de Anísia. Seguiram-nos, Angus e Dubhal, restando apenas o voto de Khan e Zaila, mas como a soberana de Estakhr se recusou a até mesmo enviar um representante, fosse o que fosse decidido ali, ela não teria razões para contestar. — E quanto a você, Rei Khan? — perguntou Angus. — E qual alternativa me resta, se não dizer sim?! — respondeu o monarca, jogando as diretrizes do Targol, para o alto. A alteração foi feita no tratado e assinada por todos ali presentes. — Dado o estado na qual essa decisão foi tomada, ressalvo a todos vocês que Luma ficará neutra diante de qualquer evento que venha a acontecer daqui para frente. — disse Khan levantando-se e se retirando da sala. Os reis não se sentiram surpresos com tal decisão, já que a proposta de Aklon, que foi sancionada pelos reis, deixou o soberano temeroso quanto às atitudes impensadas de Zaila, resolvendo assim fechar seu país e cortar laços com a rainha de Estakhr. A reunião foi dada por encerrada pelo rei Dubhal e todos se despediram, mas antes, o rei de Kelonnia convidou a cada um para passarem mais uma noite no palácio e descansarem. Todos, exceto Khan, aceitaram o convite. O imperador de Luma deixou Kelonnia naquela mesma noite, porém os outros decidiram partir somente na manhã seguinte. Depois de comerem e beberem, cada monarca seguiu para o seu respectivo aposento, exceto Angus, que antes de se recolher, resolveu ir até os aposentos de Aklon para ver como ele estava. Ao entrar, o rei ver seu sobrinho tocando uma linda melodia com sua flauta, mas o príncipe interrompe sua música para dar atenção ao tio. — Tio, que bom vê-lo! — disse o jovem com um sorriso sereno. — Eu ouvi uma melodia encantadora e resolvi seguir. Deparei-me com você, o melhor músico de toda Slat! — falou o rei Angus com alegria. — Hoje na reunião você foi brilhante, seu pai teria ficado orgulhoso. Aklon abaixou a cabeça e a tristeza tomou conta de seus olhos nos quais logo surgiram lágrimas brilhantes. — Eu não consigo me lembrar dele sem que elas venham, para acompanhar a dor da saudade. — o jovem responde segurando a flauta que lhe foi dada como presente por Lars. — Eu me arrependo tanto em não ter passado mais tempo com ele, teria sido tão bom. — Ele sabia do seu a papel nesse mundo e não importava com o fato de você estar sempre em aprendizado. — respondeu o rei colocando a mão no ombro do sobrinho. — Mas você tem Regen, Timo e a mim. Também tem Elora que te adora e Remo que é mais fiel a você do que a mim, que sou seu rei — Angus concluiu sorrindo. — E eu agradeço ao senhor por ter sido como o meu pai nos últimos cinco anos. Primeiro foi minha mãe e depois o meu pai. A ironia é que três anos após sua morte, eu descubro a cura para a febre verda, dois meses depois de o rei de Anísia também perecer do mesmo m*l. Às vezes me pergunto tio, qual o meu propósito aqui? De que me serve tamanha sabedoria, se eu não posso salvar as pessoas que amo? — Um dia, um jovem sábio me disse que as coisas não acontecem por que são determinação de alguém ou de alguma coisa. Tudo o que acontece conosco é consequência do que plantamos aqui nessa vida. A febre existe pelo desequilíbrio que nós mesmos provocamos na natureza e você, meu sobrinho, encontrou um jeito de reequilibrar. Agora eu peço a esse jovem sábio que tome para si essas mesmas palavras como exemplo, pois elas têm sido inspiração para muitos, inclusive para mim! — rei respondeu quase sussurrando. Aklon sorriu e recebeu de seu tio um caloroso abraço. No dia seguinte, todas as comitivas partiram cada uma para seu país. Após cinco dias de viagem, Angus e Aklon foram recebidos em Kels com festa e honras, principalmente quando foi dito que Aklon havia estabelecido uma nova diretriz para o Targol, deixando todos jubilosos e cheios de orgulho do principal conselheiro real. ♥♥♥ Em Askhalon, capital de Estakhr, Zaila está em seu palácio e recebe a ilustre visita do imperador de Luma, Khan III. O imperador chega à presença da rainha e ela levanta-se de seu trono ansiosa por notícias do Targol. Khan apenas olha para Zaila com cara de quem não estava nada satisfeito. — Por favor, Khan, fale logo e não me deixe com essa ansiedade toda. Fale homem! — Está bem! O Targol foi um sucesso! A resposta do rei deixou a rainha bastante feliz, porém a alegria durou pouco quando Khan começou a relatar tudo o que foi dito e a sanção da nova diretriz proposta, porém não disse quem foi o redator da mesma. — Eu não acredito que fizeram isso comigo. Como você pôde permitir que um disparate desses fosse votado e sancionado sem aminha presença? — preguntou Zaila furiosa. — Sem sua presença? Zaila, você tripudiou em cima do Targol, desrespeitou o tratado não comparecendo e nem sequer enviando um representante. O que você queria que eu fizesse? O próprio Dubhal elogiou seu pai e seu avô, pois ambos respeitaram o Targol e o temeram, mas você, Zaila, você jogou fora seu direito de contestação ao agir do modo em que agiu. — a rainha apenas observa o imperador de Luma falar. Enquanto Khan falava, Zaila caminhava de uma para outro na sala do trono, ela não acreditava no que ouvia. — Agora, todas as nações do Ocidente estão debaixo da p******o umas das outras, inclusive nós dois. — Khan prosseguiu — e caso um de nós nos aliarmos a uma nação de outro continente contra alguma do tratado, todas se voltarão contra ela, por tanto, Zaila, eu acho que seria prudente se você parasse de agir feito uma garota mimada em busca de uma vingança boba e com essa ideia de apoiar Duhla num ataque a Anísia —ele suspirou, — pois com qual exército você iria enfrentar as três nações mais poderosas do continente? Zaila aproximou-se de Khan caminhando devagar. — Eu penso que somos aliados, não é mesmo, imperador?! — perguntou Zaila olhando diretamente para Khan tentando persuadi-lo. — Está enganada, minha cara rainha! — Khan respondeu secamente. — O que? — perguntou Zaila surpresa com a resposta. — Eu disse sim à nova diretriz e não somente isso. Eu me coloquei em posição neutra para qualquer atividade nas terras do Ocidente. — Você fez o que? — Zaila ficou desolada com o que ouviu — Eu confiei em você, apostei que você fosse defender a posição de Estakhr no Targol... — E eu pensava que a rainha fosse mais inteligente, que ao menos enviaria um representante para Kelonnia. Mas o que eu vi foram Aklon e Angus massacrando você sem que eu pudesse fazer absolutamente nada para impedir. Eu não costumo defender quem não quer defesa, Zaila. — o imperador respondeu firmemente. — E eu posso saber de quem partiu a brilhante ideia dessa diretriz? — perguntou novamente Zaila. O rei balançou a cabeça, mas decidiu responder. — Assim como foi o Justo, o Cristal de Schar como é conhecido, também deixou sua marca no Targol. — disse Khan com um sorriso irônico. — Assim como seu bisavô, Aklon amarrou as pernas de todos os reis das nações do Ocidente, inclusive as nossas. Qualquer decisão que você tomar a partir de agora, Zaila, tome-as com bastante cautela, pois Luma não mais fará parte de suas ações. — o rei concluiu mudando de uma expressão zombeteira para séria. Após ditas essas palavras, Khan retira-se da presença de Zaila e isso significava que os laços entre a nação oriental e Estakhr estavam definitivamente rompidos, deixando a rainha furiosa. Ela pede ao conselheiro que vá chamar Astreas imediatamente. O conselheiro faz o que a rainha ordenou e em pouco tempo o jovem cavaleiro estava em sua presença. — Mandou me chamar, majestade? — perguntou o cavaleiro prostrando-se diante de Zaila. — Sim! Eu tenho uma missão para você — a rainha falou com certa arrogância. — É só dizer e eu farei com prazer, minha rainha. — humildemente respondeu Astreas. Zaila tomou um tubo no qual continha uma mensagem.  — Quero que você vá até Zuhluh e entregue essa mensagem para Duhla em mãos! Não a entregue a mais ninguém além dele, entendeu? — Considere feito minha rainha! Astreas sai da presença de Zaila e passa por Frei que desconfia da expressão do cavaleiro. — Astreas parecia estar indo tirar o pai da forca. Para onde será que ele vai? — Frei perguntou a Zaila, que estava parada olhando fixamente para o retrato de Ranthor. — Cumprir uma missão! Diante do que Khan me disse, agora eu devo agir rápido, antes que aquele maldito Aklon atrapalhe de vez os meus planos. — a rainha falou enfurecida — os planos que tenho feito há muito tempo não podem ser destruídos agora! Não por causa daquele moleque mimado que se acha o maior de todos os sábios. Frei caminha de um lado para o outro e decide dizer o que pensa à rainha. — Sem querer eu acabei ouvindo sua conversa com Khan e concordo plenamente com ele. Zaila seja prudente e não faça nada agora, por favor! — Por que será que eu não estou surpresa em você ter ouvido toda a minha conversa com o imperador de Luma? Mas, é tarde demais, meu querido. — disse a rainha olhando firmemente para seu amante. — Zaila, o que você vai fazer? — perguntou Frei preocupado, pois tinha um sentimento especial pela rainha. — O que eu vou fazer, não! Eu já o fiz!  
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