Capítulo 3

1142 Palavras
Kalleb acordou entremeio ao susto deitado em sua própria cama, com um livro ao seu lado e o descanso de ter dormido bem. Já era noite e ele ouvia alguém bater em sua porta, para anunciar que o jantar estava servido. De camisa aberta, pés descalços e peito exposto, ele só conseguia lembrar do doce toque de Catrin com suas mãos em sua pele, e o sabor de seu beijo. E quando menos percebeu, ele sorriu. Catarina estava linda, se tornando cada vez mais mulher e se entregando para ele. O fato do ciúme o ter pego de cheio, era c***l, mas ainda assim satisfatório. Ele não precisava esconder os sentimentos que tinha para com sua predestinada, mas precisava fazê-la acreditar na magia que os unia, afinal, ele era um homem de uma linhagem mágica. Ela seria parte disso, cedo ou tarde. — Meu momento está chegando… Ela está cada vez mais perto de se tornar minha! — sussurrou para si mesmo, olhou para cômoda do lado e tirou o Rolex grande do pulso, disposto a ir tomar banho para se arrumar para o jantar. [...] — Soube que Lancel foi até a empresa lhe visitar, filho? — Perguntou Sabath, sua mãe. Entreposto a mesa de antiguidade rara, uma farta ceia fora servida na presença de Kalleb, e seus quatro irmãos. De acordo com a lenda que rege a vida dos feiticeiros das terras altas, o destino precisa tocar o mais velho, para depois tocar os demais. E seus irmãos seguiam solteiros, aguardando ansiosamente a predestinada de kalleb surgir. Sabbath era uma mulher de requinte, rechonchuda, baixinha, de pele parda e sorriso sincero. Não havia dinheiro para tirar da mulher sua aura verdadeira, seu coração bondoso e sua dedicação à família. Sabbath, como toda boa mãe, sabia que havia algo a mais em seu filho, e precisa entender o que estava acontecendo. — Sim, ele foi. — respondeu Kalleb engolindo devagar, e fazendo uma pausa educada depositando os talheres prata sobre a mesa. O lustre vistoso domava o lugar com uma luz dourada, a sala ampla era de puro luxo e a resposta tomou a visão de seus irmãos. — O que aquele p****e pretende ir até a corporação? — perguntou um deles, com uma entonação irritada na voz. — Ele recebeu o convite de sua avó. — respondeu Sabbath — Por um acaso é sobre isso? Kalleb pensou calmamente na resposta, e foi direto ao ponto. — Sim. Meu primo querido me presenteou com sua visita para me alertar sobre os riscos de uma árvore seca. — Seus irmãos pararam de comer, um até bateu os talheres e sua mão respirou um pouco desacreditada. — Ele acredita fielmente que irei manchar a vida de meus irmão e que ele tomará a posse de nosso legado. — Mas que podridão! — reclamou um outro irmão. — Farei um feitiço, o transformarei num sapo! Daqueles com a língua presa, para morrer de fome! — retrucou um outro, totalmente indignado. Apesar da salma de risos, o jovem familiar recebeu de sua mãe uma reprimenda. — É completamente proibido usar magia para ferir os seus! — Sabbath para a atitude do filho. — Deixe que Lancel morra em seu próprio orgulho, pois ele vive e respira pelo dinheiro. Não sujam suas mãos. — Ela voltou a olhar para Kalleb na ponta da mesa, pediu que fosse servida de uma nova taça e tentou entender o filho. — Uma visita de Lancel teria azedado seu dia, mas no entanto, encontro alívio em seu rosto. Vais me contar o que houve? Kalleb sorriu despreocupado, pois se tinha uma coisa que podia fazer era confiar em sua família. — Ela está mais perto. — confessou com expectativa, fazendo seus irmãos parar de comer e sua mãe sorri. — Eu a vi, depois de muito castigado pelo destino, eu a vi. E a toquei. — Coitada. — alfinetou um de seus irmãos, tirando outra onda de risadas dos seus ali presente. Sabbath olhou para seu prato e sorriu com a alegria nas palavras de seu filho. Ela se lembrou de seu tempo, de seu encontro e de seu amor. Aquele seria um vínculo eterno e precioso, e seu filho estava crescendo. O amor o encontrou! — Brindemos ao destino, ao amor e ao nosso futuro! — Um de seus irmão levantou uma taça, comemorando a felicidade de Kalleb. E Kalleb estava feliz, na presença de quem o fazia feliz, só faltava ela… Catarina. Sua doce Catarina. [...] Uma batida na porta chamou sua atenção, e enquanto Kalleb se levantou para abrir a porta, se deparou com o rosto de sua mãe adentrando o seu quarto. Luxuoso, co a mobilia moderna e num espaço de luz branca, Sabbath fechou a porta atrás de si e tomou a atenção de AKlleb com cuidado. — Está tudo bem, mãe? — Ele perguntou preocupado, uma vez que sua mãe não costumava visitar sua i********e. Ela caminhou até a beirada de sua poltrona, sentiu-se educada e olhou para Kalleb com atenção. — Sabes que agora a verá além de seus sonhos, não sabe? Kalleb sentou em sua cama, guardou o livro que estava lendo e se dedicou para sua mãe. — Sim, mas confesso que estou ansioso e isso ainda não a conheceu. — Filho, preciso que preste atenção. — Kalleb concordou e fixou os olhos em sua mãe, que se inclinou para frente e tomou as mãos grandes do homem em uma visível preocupação. — Eu imaginei que estaria assim, mas você precisa entender que para o amor, é crucial a paciência. Precisa olhar através de um outro mundo, para encontrá-la. Não vai conseguir vê-la ficando acordada e lendo amenidades sobre negócios. Kalleb pensou naquelas palavras e formulou sua pergunta. — Como a senhora fazia para ver o papai? — Cada um tem o seu jeito de se conectar. Este é um pensamento que não posso te passar. Precisa descobrir sozinho. — Ela se levantou, alisou seu rosto e beijou sua testa. — Mas eu te desejo toda a felicidade do mundo. E sempre, filho, acredite no destino! As palavras de sua mãe ficaram consigo enquanto ela o deixava sozinho no quarto. Foi uma felicitação amorosa e um benção carinhosa que recebera, mas ainda estava com a ansiedade guardada no peito. E Kalleb levantou o rosto, olhou para o espelho acoplado no outro lado da sua parede, enfeitando os quadros que davam acesso ao closet, e quando menos acreditou, a imagem de Catarina surgiu diante de seus olhos; enquanto a menina escovava os dentes na pia e olhava para baixo despreocupadamente, Kalleb descobria que podia ver a menina através de qualquer coisa que podia emitir um reflexo. — Catrin? — chamou Kalleb, sem nem acreditar. Tudo o que Catarina fez quando levantou a boca espumosa e se olhou através do espelho, foi gritar.
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