Capítulo 2

1854 Palavras
Catarina se olhava no espelho pela milésima vez, já cansada de tanto experimentar vestidos. Mas aquele em seu corpo a fazia se sentir uma princesa bonita, sexy e elegante. Não era cheio de babados, colava em seu corpo e lhe deixava confortável. O tom prateado da roupa lhe caia bem em contraste com sua pele e destaca as ondas dos cabelos negros. Catarina estava cansada, mas finalmente encontrou seu vestido de debutar. O burburinho lá fora lhe causava uma nova canseira, pois a cada troca sua mãe, sua madrinha e suas amigas tinham vários temas opinativos para dar. Mas ela estava feliz com isso, finalmente encontrara o vestido perfeito! — Quer ajuda, querida? — sugeriu sua mãe, lhe puxando para a realidade. — Só mais um segundo, mãe! — respondeu de imediato. Na saleta de preparação, havia um estofado redondo para o apoio das ajudantes, virados para o espelho em caso de ajustes. E cansada, Catarina se sentou e recostou-se na parede sorrindo, alisando nos joelhos a costura uniforme do vestido. O burburinho ficou de lado, a menina sorria divagando sobre sua primeira dança, seu príncipe de valsa e a empolgação que tinha esperando aquela festa. O que Catarina não percebeu foi os seus olhos se fechando, a realidade sumindo e um sono profundo e repentino lhe tomando… [...] A parede grande do homem de pele dourada à sua frente a fez abrir a boca e não fechar mais. O lago, e a sua preciosa paisagem estava lá, enquanto ela olhava o mesmo homem de costas. Kalleb, seu nome, mas ela já não sonhava com ele a tanto tempo… — Kall? — ela chamou, fazendo o homem olhar para trás com cuidado, se virar com calma e arquear a sobrancelha ao vê-la com um vestido prateado, tão bonita quanto qualquer criatura que já vira. — Catrin! — ele respondeu, quase sem ar. A paisagem era um iluminado noturno, cheio de vaga-lumes prateado, rodeando a imagem da moça de cabelos soltos, os s***s curvados para frente, a cintura fina e um quadril arredondado. Aquilo fez Kalleb engolir em seco e se questionar quando fora que sua predestinada se tornara tão mulher… Sua mulher. O mesmo acontecia com Catrin. A tempos não sonhava com o seu príncipe noturno, e não tinha os olhos de antes para admirar o que admirava agora. Kalleb estava com a camisa social aberta, os botões da camisa estavam frouxos, a caixa torácica exposta e os quadros do músculo firme estavam diante suas vistas. Havia também um caminho de pelos abaixo do umbigo e sumiam nas abotoaduras da calça. O homem estava descalço, como se ele estivesse tirando suas roupas e Catarina simplesmente não conseguia piscar admirando um homem tão bonito e tão de perto. Engolindo devagar, ela agiu conforme os impulsos do seu corpo e levantou suas pequenas mãos, deu um passo à frente e encostou a ponta dos dedos na linha de um de seus gomos firmes. Ela respirou fundo, abriu a boca e subiu os olhos, se deparando com o maxilar rígido de Kalleb e sua observação cuidadosa. — Porque nunca mais te vi? — ela sussurrou. — Nunca questionei o destino, duvido que ele iria responder. — Ela sorriu, manteve o olhar para cima e encostou a palma da mão inteira no abdômen de Kalleb. — Você está linda. Está em uma festa? Ela sorriu, tirou sua mãos dele, segurou na barra do vestido, andou sobre a grama descalça e rodopiou sob a luz do luar, balançando os vaga lumes e dando para a kalleb a visão mágica da moça que sua predestinada estava se tornando. Ela estava crescendo, estava um passo mais perto de se tornar sua! — Não estou bonita, Kall? — perguntou sorrindo, balançando de um lado para o outro. — É a perfeição para os meus olhos. — respondeu quase num fio de voz, engolindo em seco e admirando a bela vista. — Vou debutar, vou dançar com meu príncipe encantado e o beijar no meio todos! A mágica se quebrou como um espelho desencantado, Kalleb arqueou a sobrancelha e enfiou as mãos no bolso para esconder seu repentino ciúmes ao ouvir aquelas palavras. Mas sem conseguir se conter tanto, acabou deixando escapar sua frustração por entre seus lábios. — Os dentes dele cairão, sua boca apodrecerá e o maldito que ousar beijá-la tera a vida amaldiçoada. — Kalleb fechou a cara, franziu o cenho e Catarina parou de dançar, piscando preocupada. — Porque tem de beijar esse p****e? — Que isso, Kall? — Ela colocou a mão na cintura. — Steve é meigo, bonito e o carinha mais fofo do colégio. Todas as meninas na minha idade beijam, algumas já nem são virgens. Eu quero beijar! Que m*l tem um beijinho? Eu já até vi no celular uma foto do p… — Não vai beijar ninguém! — ele soltou um tom mais alto, sem se importar do peso do ciúme repentino que o tomou de imediato. Catarina cruzou os braços, bateu o pé e o olhou de queixo em pé. — Você não manda em mim! — É a minha predestinada. O destino a deu para mim. De certa forma, mando! Seus beijos são meus, seu corpo também e todo o seu respirar pertence a mim! — Catarina levantou a sobrancelha, corou com a intensidade daquelas palavra e piscou boquiaberta. — Dê-me seus lábios e nenhum beijo será que o nosso! Mas juro-te, Catrin, vai cair doente qualquer um que tocar aquilo que é meu! Para a sua surpresa, sua amada sorriu. Ela voltou a dançar, não se importou com as palavras de “predestinada” do bonitão a sua frente, mas ficou tentada por ser beijada por um homem. Pois podia ser apenas um sonho, mas nenhum garoto da sua escola era tão bonito quanto Kalleb. Sonhar com ele a fazia bem, como se aquilo a alimentasse de alguma forma. Uma conexão inexplicável, mas no fim ela sabia que era apenas um sonho. E sim, o sonho era dela, ela ia fazer o que bem quisesse. Steven não precisa saber que ela tem um namorado noturno, que a quer beijar quando ela está sonhando. — Tudo bem, eu beijo você. Não precisa ficar assim. — Catarina olhou para trás, tinha uma certa sensualidade em seus olhos e uma expectativa na boca de seu estômago. Seu primeiro beijo seria feito em seus sonhos… Assim ela podia treinar antes de beijar Steven no meio de todo mundo. O Coração de Kalleb falhou uma batida, ele não usava gravata mas se sentiu quase impossibilitado de engolir e admirou os passos devagar que Catarina dava em sua direção. Ele tirou as mãos do bolso da calça, andou para frente e ficou frente a frente olhando para o rosto de sua amada, ansioso e olhando para a curva dos lábios redondos que logo seriam seus. — Estou nervosa… Nunca beijei. — confessou a menina, sentindo-se de pernas moles e se entregando ao momento. — Quando eu beijá-la, será um toque verdadeiro. Estaremos conectados além de seus sonhos. Eu a verei, e você me verá. — Ela sorriu com o pensamento que a tomou e fez Kalleb arquear uma sobrancelha confuso. — O que há de tão engraçado? — Como isso será possível? — ela sorriu — Magia? — Sim. — Kalleb respondeu sério, enquanto Catarina abria o sorriso e deixava sua risada se tornar um barulho gostoso para os ouvidos de Kaalleb. — Perfeito. Então quando estiver no banho, quero fechar os meus olhos e ver você pelado. — Ela soltou brincalhona e caçoando das palavras de kalleb. — Não acredita, não é? — Kalleb olhava sua amada cética e despreocupada. Em todo caso, ele estava fazendo seu papel. Estava avisando a ela que o toque os tornava mais íntimos. Depois de tanto tempo sem vê-la, ela estava ali para lhe dar mais um passo. E Kalleb estava grato ao destino, pois ele sentia falta de sua amada, e agora ele a enviara uma passo mais perto de se tornar mulher, lhe dando a oportunidade de se tornar seu homem, até tomá-la para si. — Você só pode estar brincando…! — ela respondeu no meio de uma risadinha contida. — Beije-me Catrin. Deixe-me sugar tua boca, tocar sua alma e verás. — Catarina se calou, fixou teu olhar nos olhos escuros e desejosos de seu príncipe noturno. Catarina respirou fundo, relaxou os lábios, esticou as mãos e a depositou no peito exposto de seu homem desejoso. Devagar ela ficou na ponta dos pés e viu o rosto de Kalleb se tornar uma imagem cada vez mais perto. Suas boca entreabiu, seu coração disparou e o toque aconteceu devagar, quente e cuidadoso. Ela sentiu o corpo se entregar á uma magia inexplicável, se sentiu mais leve e notou que os vaga lumes noturnos rodopiavam ao redor do casal, enquanto os braços de Kalleb a tocavam devagar. E quando se entregou por inteiro, catarian fechou os olhos, se sentiu em seus braços e deixou que kalleb guiasse seu priemiro beijo. O mundo parecia não ter importância, seu corpo não parecia precisar de mais nada e tudo o que lhe importava era os lábios de Kalleb a guiando para um mundo novo, a tocando com cuidado e intimamente pela boca. Quando a língua invasora pediu passagem, ela agiu pelo impulso, se pendurou nos ombros de kalleb, suspirou com a intromissão e move o maxilar para suportar a fome de kalleb, beijando-a como se não existisse o amanhã. E foi incrível, preciso e perfeito! Quando ela conseguiu respirar, afastou seus lábios devagar, olhou os olhos de Kalleb tão perto e viu o desejo puro nas expressões do homem. — Foi perfeito… — ela sussurrou. — Porque fomos feitos um para o outro. Porque ninguém irá te tocar, porque você é minha. E no momento certo, eu a terei para mim. Ela sorriu, mas seu sorriso se desfez, uma voz a chamou de algum lugar e Kalleb também olhou ao redor , tentando entender de onde vinha a interferência no sonho. E quando menos percebeu, Catarina simplesmente sumiu de sua frente, transformando-se em pó dourado, luz e brilho. Alguém a acordou, e sua amada se foi. Mas dessa vez Kalleb respirou fundo, enfiou as mãos no bolso e olhou para o luar em seu sonho. Ele se conectou à ela, agora não dependia apenas dos sonhos para vê-la. Ele a beijou, e ninguém mais a tocaria nesta vida além dele. E Catarina foi pega de surpresa ao ser tocada nos ombros por sua mãe, debaixo de uma bronca que a muito tempo ela nã ouvia. Em seu sonho ela caminhou sobre a grama, balançou seu vestido e chacoalhou os cabelos; e o melhor, foi beijada! Agora, diante os olhos de sua mãe, a lojista, sua madrinha e suas amigas, Catarina estava com os cabelos bagunçados, a boca chupada e a barra do vestido suja de grama. — Mas o que foi que aconteceu aqui? — Sua mãe piscou para a imagem da mocinha, que só tinha uma resposta para dar, entremeio um sorriso singelo e as bochechas coradas. — Eu estava sonhando!
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