CAPÍTULO 49

1078 Palavras

MARIANNA THOMÁZ Minhas lágrimas queimavam a garganta enquanto me encolhia no colchão que ainda cheirava a remédio e vazio, a expressão triste de Gabriel ainda ecoava em mim, e, por mais que meu peito doísse, a culpa era mais dolorosa do que qualquer ferida física. Ele tinha razão, eu só servira aos planos dele, eu, que imaginei encontrar nele meu refúgio, minha verdade, havia sido usada como isca, como instrumento. E o pior, eu perdera nosso bebê, aquele momento que julguei tão prometido, tão cheio de amor, se transformou em um abismo. Sentia meu próprio coração ruir, desde o dia em que fizemos o teste, senti o brilho da vida renascer dentro de mim. Um sonho que parecia impossível, mas que acontecia. Que suave esperança... e que tragédia. Tanta alegria transformada em dor aguda. A cada

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