GABRIEL EDUARDO BELLMONTE Quando finalmente permitiram que eu entrasse no quarto, minhas pernas m*l sustentavam meu peso, a mão empurrou a porta devagar, como se meu coração soubesse que o que eu veria do outro lado seria pior do que qualquer coisa que já enfrentei, mas eu precisava vê-la com os meus próprios olhos e ter certeza de que ela estava ali, viva. Assim que meus olhos pousaram sobre ela na maca, ligada a fios, o rosto inchado e marcado, os lábios entreabertos e pálidos, o peito subindo e descendo com dificuldade... foi como se o chão sumisse sob meus pés, o ar me faltou, e tudo ao meu redor desapareceu, só existia ela, minha Marianna, tão frágil, tão ferida. Me aproximei devagar, cada passo doendo mais do que o anterior, quando estava ao lado da cama, desabei, as lágrimas caí

