CAPÍTULO 53

1608 Palavras

MARIANNA THOMAZ Eu não fazia ideia de onde Gabriel me levava até que o carro parou diante de um portão tão alto que parecia tocar o céu. Aquele ferro escuro, as câmeras, o vigia uniformizado… tudo me fez sentir pequena, deslocada, como se eu tivesse sido arrancada de um mundo e jogada em outro. Quando o portão se abriu, devagar, o som do motor ecoou como uma sentença. E então eu vi. Uma mansão. Não… aquilo era mais que uma mansão. Era um império. Vidros enormes refletiam o céu cinza, o gramado era tão verde que parecia artificial, e a entrada principal tinha colunas de mármore e uma escadaria larga que me fez pensar em quantos passos distantes estávamos um do outro agora. Eu, de roupa amassada, cansada, de alma em pedaços. Ele, o homem impecável, dono do próprio mundo, e do meu caos.

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