GABRIEL EDUARDO BELLMONTE Acordei com o calor do corpo de Marianna encostado em mim, seus cabelos negros espalhados pelo travesseiro, Ela estava completamente enroscada nos meus braços, e essa sensação de tê-la tão perto, tão minha, me preenchia de uma felicidade imensa. Eu não conseguia evitar, sempre que olhava para ela, uma onda de emoção tomava conta de mim, seu rosto perfeito, o pequeno furinho no queixo que me fazia querer beijá-la toda hora, seus lábios convidativos, os cabelos longos e pretos que deslizavam entre os meus dedos... Eu sempre a observei de longe, desde quando era apenas um garoto de doze anos, quando Simas a apresentou a família, mas naquele momento, não havia mais distância entre nós, ela era minha, finalmente. Simas sempre foi meu ponto de partida, mas Mariann

