MARIANNA Nunca imaginei que minha vida pudesse ter reviravoltas tão intensas, que tudo que eu acreditava ter perdido pudesse, de alguma forma, voltar a ter sentido. Estávamos em Nova York, e, mesmo depois de meses de sofrimento, de perdas, de medos e de brigas, eu ainda me surpreendia com a capacidade de Gabriel de me deixar sem fôlego, tanto pelo amor quanto pela audácia dele. Acordei naquela manhã sentindo o bebê mexer. Sete meses de gravidez pesavam em mim, não apenas pelo corpo que mudava a cada dia, mas pela responsabilidade, pelo medo e pelo amor que já sentia por aquela vida que carregava. Ainda assim, o peso mais forte era a sensação de segurança e cuidado que Gabriel me proporcionava. Ele estava ao meu lado, pronto para qualquer coisa, e isso me tranquilizava, mesmo que uma par

