Eu não gosto de festas. Gente demais. Músicas altas. Toques aleatórios. Risos forçados. Mas naquela sexta, Bianca me arrastou como se dependesse daquilo para manter nossa amizade viva. — Você precisa se distrair — ela disse, puxando uma blusa preta do meu armário. — Faz dias que tá com a cabeça no mundo da lua. E eu aposto que o nome desse mundo é Cael Montenegro. Revirei os olhos. — Não vai ter Cael hoje, tá? Ele disse que ia sair com o Thales. — Ótimo. Melhor ainda. Você precisa lembrar como é ser só Isadora. — Eu não esqueci quem sou. — Não? Porque ultimamente você anda com cara de quem tá prestes a se apaixonar… e fugir por isso. Soltei o ar devagar. Não valia a pena discutir. Bianca sempre soube quando eu estava me afundando, mesmo que em silêncio. — Só uma hora — murmurei. —

