Capítulo 48: Aurora

1244 Palavras

O ar dentro do Mensa del Pane parecia sólido, impregnado com o cheiro de suor, legumes cozidos e desespero. Atrás do balcão de metal, eu servia a centésima tigela de sopa da noite, o meu avental branco manchado de respingos amarelados. O meu corpo operava no automático, mas os meus nervos estavam esticados até o limite. Carmine e Salvatore não fumavam mais na calçada estavam ali dentro, de pé nos cantos opostos do refeitório. Os olhos escuros de Salvatore, em especial, raramente desviavam de mim. Ele era um cão de guarda treinado para detectar a menor alteração no ambiente, e eu era o seu único alvo. O sino da porta da frente tocou. O Padre Lorenzo entrou carregando uma caixa de papelão pesada, o rosto vermelho pelo esforço. — Com licença, meus filhos. Abram espaço — o padre pediu, ca

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