Assim que a p***a da chamada daquele rato do Montenegro caiu, eu larguei o celular no banco e voltei a minha atenção inteira pro Inspetor Marcelo. O infeliz continuava ali, pregado na cadeira de plástico daquele boteco engordurado, sugando o cigarro como se fosse a última dose de oxigênio dele. A marra de tira psicopata tinha evaporado. O desgraçado franziu a testa, coçando a nuca, e me olhou com um pavor que ele não conseguia mais maquiar. — Pega a visão, chefe... — o Marcelo balbuciou, a voz caindo pra um tom de incômodo e hesitação. — O plano é p**a, a ideia é agressiva e eu tô na fissura pra quebrar a arrogância da tua irmã. Mas porra... é da Doutora Lívia que a gente tá falando. A mulher é um demônio, é fria igual pedra de gelo e não abaixa a guarda pra malandro nenhum na Zona Sul. P

