Capítulo 04

3542 Palavras
>> Noah Sinclair >> O Último dia. Sim, hoje seria o último dia em que eu seria agraciado com o fôlego da vida. Eu tinha certeza absoluta que nunca mais veria o sol nascer, ou no máximo, passaria a ver ele todos os dias nascendo quadrado depois de ser publicamente acusado de ter assediado aquela mulher. Nesse momento, a sensação que tenho no peito era a mesma que surgiu quando Ágatha, a minha primeira namorada, soube dos dois enfeites que eu tinha posto em sua cabeça. Não era algo como culpa, mas sim aquele sentimento estranho que aparece todas as vezes em que sabemos que estávamos prestes a tomar no cu. Eu tinha plena ciência de que a consequência que eu teria agora seria muito mais desastrosa do que um simples tapa no rosto. A consequência da vez seria o fim da carreira que eu não amava, porém, que me esforcei muito para que ela chegasse onde está. Curvei os meus lábios em um sorriso, tentando parecer o mais calmo - coisa que eu não estava - possível, depois da nada discreta acusação que a moça me lançou. Quando eu virei a minha cabeça para o lado e permiti que o meu campo de vista fosse tomado completamente pelos olhos azuis transbordados de raiva que me encaravam com precisão, eu senti a minha garganta se fechar e o meu sorriso querer esmorecer na mesma hora. Só pela forma em que a minha, até então, falsa futura esposa me olhava, eu poderia imaginar que diversas coisas consideradas macabras estavam prestes a acontecer. Eu, consequentemente, seria a vítima de cada uma delas. Eu conhecia bem o temperamento maluco desse ser humano sentado ao meu lado. Ela era quase sempre - quando estava ao meu lado - m*l humorada, chata, mimada e tinha um humor sádico que pertencia somente a ela. Os olhares que ela direcionava para mim, sempre continham uma mistura de descontentamento e acusação. Não sabia se ela era mesmo capaz de publicar o vídeo. Nunca me pareceu o tipo de pessoa que prejudicaria a outra só por não conseguir o que queria. Mas de uma coisa eu tinha absoluta certeza: Não seria eu a pessoa que pagaria pra ver do que a mulher ao meu lado era ou não capaz de fazer. — Não sei quem é a pessoa que fez essa pergunta. Mas afirmo com toda certeza que ela está completamente enganada. Isso é impossível! — Falei como se fosse o óbvio. Virando toda a minha atenção para a morena de óculos antigos e roupas desgastadas em minha frente. — Então você afirma que não flertou com ninguém, depois da saída da Cristina no restaurante? — Ela levantou a sobrancelha como se estivesse duvidando da minha resposta. Isso estava mais parecendo um interrogatório policial do que uma entrevista para um blogger. Cristina iria falar alguma coisa, mas eu me ajeitei ao seu lado e coloquei a minha mão sobre a dela - em uma tentativa que foi bem sucedida para fazer com que ela interrompesse o seu futuro argumento - sentir o seu olhar surpreso pousar sobre mim. — Com todo respeito a todas as outras mulheres desse planeta — Comecei a falar, olhando diretamente para a destruidora de lares a minha frente e depois para a loira ao meu lado — Mas eu sou noivo da mulher mais linda e original que eu conheço, não faz sentido eu olhar para qualquer outra mulher que não seja ela. Cristina me olhava fixamente, enquanto eu não conseguia parar de encarar os olhos azuis cristais como se eu estivesse hipnotizado. Desci os meus olhos lentamente até a sua boca, e engoli em seco assim que senti a reação que o meu corpo teve quanto seus lábios se curvaram em um sorriso. A Cristina poderia ser a megera venenosa que fosse, mas eu jamais negaria o efeito que essa mulher tem sobre meu p*u. O resto da entrevista poderia ser considerado normal. Se não fosse pela Aline querendo o tempo todo achar algum motivo para considerar essa relação uma verdadeira farsa, embora realmente seja, não conseguiu achar nada que provasse a realidade. — Nós quase formos pegos… — Cristina comentou ao meu lado enquanto acenava com a mão para a repórter que tinha se afastado de nós a pouco tempo. Olhei para ela, esperando que ela continuasse o que tinha para dizer. — Você tem alguma noção da merda que ia dá, se você não tivesse respondido aquela pergunta da forma correta? Ela comentou enquanto passava a mão pela cabeça, colocando o cabelo para trás e respirou fundo com os dedos ainda preso em seus fios dourados. Parecia realmente desnorteada com tudo o que aconteceu. Olhei para a lateral do seu rosto por alguns segundos. — É… Eu tenho. Deveria agradecer ao seu noivo por ser um homem inteligente — Alfinetei com um falso sorriso no rosto e em um tom irônico, fazendo com que a loira se virasse para mim com a cara fechada — Você braba me deixa tão e******o… Alfinetei, outra vez, a mulher ao meu lado enquanto levava o café que estava na minha mão até a boca e olhava para ela com malícia. Ela revirou os olhos e respirou fundo como se estivesse tentando manter a calma. Essa mulher tem que aprender a relaxar… — Pelo amor de Deus, Noah! Eu não tô com clima para suas piadas pervertidas — Ela resmungou parecendo ainda mais irritada do que antes e eu mordi os lábios para esconder o meu sorriso de satisfação — Meu pai recebeu alta hoje, eu prometi para ele que te levaria pra casa dele no sábado O que era pra ser um convite, saiu como se fosse uma ordem. Encarei o rosto magro e simétrico na minha frente. Procurando mentalmente um motivo para fugir do constrangimento se ser possivelmente ameaçado pelo pai da minha noiva de mentirinha. Mas eu não tinha pra onde correr… — Eu estarei lá! — Coloquei um sorriso nitidamente falso no rosto e observei a mesma me encarar por alguns segundos. Eu podia jurar que conseguia ver uma interrogação em seu olhar. — Você quer comer alguma coisa? — Ela perguntou como quem não queria nada, fazendo eu me engasgar com o líquido preto que eu tinha acabado de beber do recipiente em minha mão, ao mesmo tempo que olhava ela com o cenho franzido — Eu pago… [...] Eu não sabia se puxar um assunto era o melhor a se fazer. Cristina estava cantarolando bem baixinho a música que tocava na rádio do meu carro enquanto olhava com atenção para a paisagem que tinha do outro lado da janela de vidro. A loira olhou em minha direção como alguém que tinha comido algo que não fez uma boa digestão e eu permaneci calado. Até porque, quando se trata dela, eu estou errado até quando estou certo. Saímos do carro assim que eu estacionei em frente a uma lanchonete. Cristina tinha mudado de roupa, em vez do vestido ela usava uma calça moletom e uma blusa larga, seu cabelo estava preso em um coque e no rosto tinha um óculos escuro. Com isso, ela jurava que ninguém reconheceria o motivo das punhetas de metade do país. Sentamos em uma mesa um pouco isolada, fizemos o nosso pedido e ficamos na mesa em completo silêncio enquanto aguardávamos a comida. — Me fala algo sobre você? — Ela perguntou logo depois de agradecer ao garçom que depositou as batatas fritas e o suco de laranja na sua frente. — Pareço ser do tipo que gosta de fazer autobiografia de si mesmo? — Perguntei com a sobrancelha erguida. Um sorriso quase nasceu dos meus lábios quando ela revirou os olhos entediada. A verdade é que eu não sabia nem o por que de eu ter aceitado esse convite. — Você não parece ser do tipo que conversa sobre outra coisa que não seja sobre as mulheres que você pega — Ela retrucou enquanto colocava uma batata frita na boca e olhava para mim como se curiosa pela minha resposta — Mas a gente precisa pelo menos amigar um pouco, antes de conhecer os meus pais, não acha?! — É isso o que pensa de mim? — Perguntei como se estivesse ofendido e ela assentiu com a cabeça, sem dó ou piedade da minha carinha de pobre coitado — Me entristece saber que a minha futura esposa não pensa nada que não seja desagradável sobre mim. — Qual é, Noah! Eu não duvido nada que o mais próximo que você chegou de se apaixonar seja a forma que você olha para seu hambúrguer — Ela alfinetou, fazendo com que eu desse risada enquanto mexia com a cabeça positivamente. — Você tem um ponto — Marquei enquanto levantava os dedos e ela mexeu o ombro enquanto sorria. Parecendo orgulhosa de si mesma — E você? Já se apaixonou? Perguntei como quem não queria nada, ao mesmo tempo em que observava o meu hambúrguer com creme de cheddar extra. Mas quando percebi que ela estava demorando mais do que normalmente costumava demorar para responder uma pergunta. Eu tirei o meu olhar do hambúrguer e virei toda a minha atenção para ela. — Já! — Ela comentou com um sorriso fraco no rosto e engoliu em seco — Mas não terminou muito bem pra mim. — Por que? Tomou chifre? — Perguntei enquanto dava risada da minha própria piada. Parei de sorrir quando percebi que ela não tinha dito nada e continuei analisando a sua expressão. — Isso não é da sua conta — Ela cortou o assunto, enquanto colocava no rosto uma expressão que me dava a certeza de qual seria a resposta correta. Eu podia jurar que, pela primeira vez, vi algum sentimento sem ser de raiva no olhar que ela pousava sobre mim. Eu não sei ao certo o que tinha em seus olhos. Mas era algo melancólico demais para que eu, apesar da minha curiosidade, quisesse saber. — O lanche daqui é bom demais. — Comentei enquanto mordia o hambúrguer na minha mão e ela abriu um sorriso enquanto olhava todo o estabelecimento a nossa volta. — Vem sempre aqui? — Perguntou enquanto observava os quadros na parede e eu engoli o pedaço que estava na minha boca antes de responder. — Normalmente eu trago as mulheres aqui, antes de levar elas pra minha cama. — Respondi como se fosse o óbvio e dei risada quando a mesma se virou em minha direção na mesma hora com os olhos arregalados — Eu tô brincando! Ela soltou um ar que parecia ter se prendido durante o pequeno susto, sorriu um pouco aliviada. Não sei se fico feliz ou me ofendo com uma p***a dessas. — Não vai mesmo me falar nada sobre você? — Ela insistiu, tentando mudar o assunto e eu engoli em seco enquanto analisava as mesas vazias mais próximas de nós. — Eu sou filho único. Meu pai é o dono de uma das melhores marcas de chocolate do país e a minha mãe era uma das modelos mais requisitadas da sua época — Comentei enquanto olhava para ela, que parecia surpresa pelo meu início de conversa — Fugir de casa com dezesseis anos para tentar a sorte na carreira musical. — Seus pais não te apoiaram nesse sonho? — Ela perguntou com curiosidade e eu curvei meus lábios sem humor, enquanto se passava diversas vezes as lembranças da minha infância. Neguei com a cabeça — E pelo visto a carreira de músico também não deu certo. Também? De que merda ela tá falando? — Parece que não dá pra ser baixista, se você não souber tocar baixo — Comentei parecendo decepcionado, fazendo a mesma gargalhar e o que automaticamente, faz um sorriso surgir em meus lábios — E você? — Estou vivendo o meu sonho! — ela comentou enquanto sorria. Fazendo com que eu continuasse olhando para seu rosto à espera que ela continuasse, já que eu contei quase a metade da minha história para ela — Meu pai... Foi um dos poucos que sempre acreditou em mim. — Então por que dessa mentira? Não sei como mentir para o seu velho vai melhorar a situação dele... — Perguntei enquanto olhava para ela, minha voz saiu muito mais firme do que deveria. Ela me encarou por alguns segundos e deu com os ombros, encostando novamente as suas costas na poltrona acolchoada. — Meu pai sonha em vê a filha mais nova dele casando — Ela fala o que eu já sei e eu continuei olhando para seu rosto, esperando que ela continuasse — Eu fiquei dois anos da minha vida sem ver ele, sem atender a maioria das suas ligações por que eu estava ocupada demais com alguma gravação e sem lhe dá a atenção que ele tanto merecia. O mínimo que eu posso fazer é realizar o desejo dele depois de ter sido tão ingrata. A tristeza e a culpa na sua voz dava pra sentir a quilômetros de distância de nós. Seus olhos começaram a marejar, mas o sorriso em seu rosto mostrava o quando ela ama seu pai. Eu respirei fundo, sem acreditar que por um segundo eu tive pena da mulher que estava me chantageando e pensei que também não fosse tão r**m fazer uma boa ação de vez em quando. Mas aí meu lembrei do vídeo, da castidade e toda a pena que eu sentia foi embora. Ela era uma serpente maligna e nada mudaria isso. O resto do lanche foi tranquilo. Conversamos sobre várias coisas, sem deixar as alfinetadas de lado. Quando terminamos, eu deixei ela na porta do seu condomínio, fazendo com que a sensação estranha de ter saído da minha zona de conforto me atingisse. Já que normalmente eu dormia com elas e depois só dava a grana do táxi. Assim que cheguei em casa, tomei um banho frio e eu me joguei na cama como se estivesse esperando por esse momento o dia todo. Coloquei o meu antebraço na testa e fiquei um tempo olhando para o teto enquanto tudo o que aconteceu hoje repassava em minha cabeça. Fazia tempo pra c*****o que eu não conversava com alguém do sexo oposto sem ter a intenção de levar essa mulher para a minha cama. A lembrança de seu rosto enquanto falava do seu pai fez um nó se formar em minha garganta. Eu não era um homem muito família, mas ainda sim, entendi o que ela quis dizer sobre querer se redimir de ser uma filha tão ingrata quanto estava sendo. Sábado, ela teria que apresentar para o seu pai o noivo perfeito. E eu, teria que parecer tão perdidamente apaixonado por ela, quanto estava pelo meu hambúrguer de hoje cedo. [...] >> Cristina Hansen >> Alguns dias depois... Sabe, eu sonhei grande parte da minha vida com o dia em que eu apresentaria para meu pai o homem cujo eu escolhi para passar todos os dias, pelo resto da minha vida. Na minha cabeça, ele seria o homem ideal. Ele me amaria de uma forma completamente inimaginável e incondicional, teria uma aparência de tirar o fôlego e seria compreensível e carinhoso assim como meu pai. Nunca passou pela minha cabeça que um dia eu estaria aqui. Ao lado de alguém que não me amava e que sequer estava ao meu lado por vontade própria. Eu não sabia mais o que fazer, a culpa de ter uma pessoa r**m com o homem que sempre me apoiou estava corroendo por dentro. Ao mesmo tempo que, chantagear o Noah com toda essa história de vídeo, estava me fazendo ser a megera que os meus princípios nunca me permitiram ser. Me olhei no espelho uma última vez e passei a mão pela saia solta e rodada do meu vestido vermelho. Eu estava me sentindo como uma boneca com toda a produção. Me virei para a Laís que estava escorada na porta com os braços cruzados e um sorriso. — Tem certeza que você não quer ir? — Perguntei como uma súplica e a mesma deu risada enquanto confirmava com a cabeça. — Vou aproveitar o dia para ficar com o Pedro. Faz tem um tempo que eu não tiro um dia só pra ele... — Ela caminhou até mim e tocou nos meus ombros, me virando para o espelho — Está nervosa por que vai ver ele, não é? Ela disse, me fazendo olhar para seu rosto atrás do reflexo. Eu senti a minha garganta se fechar, a minha mente gelar e a minha mão começar a querer suar frio. Mas mesmo assim, eu coloquei um sorriso fraco no rosto e neguei com a cabeça tentando parecer o mais sincera possível. — Por que estaria? Eu sou linda, rica e estou noiva do solteiro mais cobiçado da cidade — Pisquei para a mesma que deu risada enquanto assentia com a cabeça, se sentou no sofá e colocou um dos doces diet que tinha no pote do meu closet na boca — Mesmo que esse casamento tenha uma enorme chance de nunca ser consumado... — Se eu estivesse no seu lugar, tiraria uma casquinha daquele homem assim que tivesse a chance — Ela comentou, fazendo com que eu olhasse para ela com um olhar de repreensão e ela levantou as mãos em um sinal de redenção — Qual é, Cris! Qual foi a última vez que você saiu com alguém? — A seis meses — Respondi como se fosse algo simples e ela olhou para mim como se estivesse incrédula pela minha resposta. — Tá falando do homem que fazia cosplay de urso e tinha um rombo na cueca? — Ela perguntou fazendo com que eu colocasse uma careta no rosto ao lembrar do buraco enorme da sua cueca, fazendo com que o seu m****o ficasse todo para fora — Ele dormiu em cima de você, antes que pudesse terminar de tirar a roupa, isso não pode ser considerado uma saída de respeito. Ela comentou com uma expressão de quem estava com nojo e ao mesmo tempo achava graça. Ela não gostava de homens peludos, já eu achava um charme. Porém, ela estava completamente certo sobre aqui não poder ser considerado sexo. — Seja como for, eu não vou tirar uma casquinha do Noah! — Comentei com sinceridade e ela me olhou com atenção, esperando que eu continuasse — Ele provavelmente não se lembra nem do nome da última mulher que deitou na sua cama, me recuso a t*****r com alguém que no outro dia vai fingir que eu nem existo. Ela mexeu a cabeça para o lado como se concordasse com o meu ponto de vista. Não demorou mais de alguns minutos para que a minha funcionária do lar me avisasse que o Noah já tinha chegado e que estava me esperando lá embaixo. Abracei a minha amiga e comecei a sentir as minhas pernas começarem a ficar bambas assim que cheguei no elevador. Existiam várias formas de explicar minha reação. Podia ser porque eu sabia que Noah estava me esperando lá embaixo com seu sorriso ao qual eu nunca conseguia distinguir se era sincero ou não. Porque eu estava nervosa pelo fato de estar prestes a apresentar um homem que eu não amava para o meu pai, como meu noivo. Ou porque eu não fazia ideia de qual seria a reação de todos eles, considerando que eu passei os últimos dos anos na minha vida negando ter algum relacionamento com alguém e do nada aparecer lá com o homem que eu jurava odiar. Encontrei Noah na calçada, em sua típica imagem de playboy, com as mangas da camisa casual - mas elegantes - enroladas até os cotovelos e as mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans com a lavagem escura. Ele estava encostado em um carro preto exageradamente brilhoso, mas quando me viu, afastou-se um pouco para melhorar a postura e tirou os óculos escuros. Seus olhos azuis pousaram sobre mim. Analisaram cada pedacinho do meu corpo, sem nenhum pudor e parou sobre o meu olhar assim que eu me aproximei dele. Sentir as minhas bochechas ruborizar com a forma que ele me olhava. — Pronta pra ir? — Ele perguntou, me tirando os meus devaneios e fazendo com que eu afirmasse com a cabeça. Ele abriu a porta do carro, fazendo com que eu entrasse e logo depois deu a volta no carro. Sentou-se no banco de motorista e deu a partida segundos depois — Tem algo que eu preciso saber antes de conhecer a sua família? Ele quebrou o silêncio constrangedor que havia se formado e eu não sabia ao certo se agradeceria por isso ou se implorava para que o tempo voltasse e ele nunca tivesse feito tal pergunta. Engoli em seco e olhei para ele que dividia o seu olhar entre meu rosto e a estrada. — O meu ex vai tá lá... — Comentei fazendo com que ele olhasse para mim com a testa franzida. Eu não sei se isso é realmente algo importante, mas se ele vai "entrar" para a família, ele precisa saber o drama dela. Antes que ele terminasse de abrir a boca para comentar alguma coisa, eu continuei — Ele é o marido da minha irmã…
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