>> Cristina Hansen >>
Eu estava ficando louca. Sim, Louca!
Meu pai estava dentro daquele escritório com o Noah já tinha cerca de trinta minutos. Eles não falaram alto, não deram uma risada alta. Não havia barulho de coisas se quebrando e muito menos uma reação inesperada - não tanto - do Noah por que meu pai puxou a sua espingarda.
Eu já estava ficando nervosa, andava de um lado e para outro em frente a porta depois de ter dado a desculpa para minha mãe que eu iria usar o banheiro. As minhas mãos estavam suando e eu não parava de puxar meus dedos de uma mão com os da outra assim como eu fazia todas as vezes que estava nervosa.
O meu cabelo que estava solto, agora está amarrado em um coque e o meu vestido que estava com todos os botões da frente presos até o pescoço agora estava aberto quase na mesma altura em que começa um decote em v.
Mil coisas passavam pela minha cabeça e nenhuma delas era uma coisa boa. Eu não sei o que eu faria da minha vida se meu pai não gostasse do Noah, eu não tinha como apagar a memória dele e simplesmente apresentar outro noivo no lugar.
Eu tinha medo. Medo do que meu pai possa ter visto na internet que por um acaso possa ter causado alguma insatisfação na "avaliação" que ele daria ao Noah como meu futuro marido - pelo menos é isso que ele acha que o Noah será. Também estava com medo daquela maldita língua depravada que o meu noivo de mentirinha possuía.
E o meu maior medo, é que ele usasse essa chance para se vingar do fato de eu ter sido uma megera por todo esse tempo e fazer com que meu pai mandasse eu apagar o vídeo. Embora eu não seja mais uma criancinha de sete anos que vá fazer tudo o que os mais ordenam.
— Você sabe que ficar aí não vai apressar em nada a conversa deles, não sabe? — Minha mãe perguntou, se escorando na ponta do corredor - que não ficava muito longe do escritório de meu pai - eu olhei para ela sem tentar esconder o nervoso no meu rosto e ela deu risada — Acho que a última vez que eu te vi tão nervosa foi quando você foi fazer aquele bendito teste.
— Nem me lembre… — Comentei rindo ao lembrar que eu tinha me trancado no quarto por três dias só para poder gravar aquele roteiro.
— Você gosta mesmo dele? — Minha mãe perguntou, fazendo com que eu franzisse um pouco a testa ao olhar para ela, sem entender o motivo da sua dúvida.
Ao mesmo tempo que procurava na minha memória alguma coisa que a gente possa ter deixado escapar ou algo assim. Porém, na minha cabeça nos agimos como um perfeito casal desde que chegamos aqui, até mais do que eu imaginei que seríamos capaz, para dizer a verdade.
— Você sempre me disse que ele era… — Ela colocou a mão no queixo como se estivesse tentando se lembrar dos adjetivos que eu usava para descrever o Noah e eu dei risada.
— Insensível, galinha e s*******o? — Perguntei com um humor nítido em minha voz e ela deu risada assentimos com a cabeça. Noah ainda era um galinha e um grande s*******o, mas eu não achava ele tão insensível quanto ele aparentava ser — As coisas mudam, mamãe!
— Tô vendo… — Ela indagou como se estivesse certa do que eu tô falando e continuou com um sorriso nos lábios, encostou a cabeça na parede sem parar de me encarar — Você vai ser uma noiva linda…
Ela elogiou-me com um sorriso orgulhoso no rosto e eu não conseguir segurar a curvatura dos meus lábios que se formou em um sorriso assim que ela terminou de falar.
— O médico disse mais alguma coisa sobre o estado do papai? — Perguntei, sentindo a minha garganta se fechar assim que eu notei o brilho em seu olhar desaparecer aos poucos. Eu sabia da resposta, mas mesmo assim. Eu não hesitei em ter esperanças ao perguntar… — Não tem nenhuma chance dele melhorar?
Minha garganta se estreitou, ao mesmo tempo que mil giletes pareciam passar arranhando por ela enquanto assistia a minha mãe negar com a cabeça com a mesma expressão entristecida que agora tomava conta do meu rosto. Meus olhos começaram a marejar, mas eu fui obrigada a segurar as lágrimas quando a porta do cômodo finalmente se abriu.
Eu e a mais velha olhamos para a porta assim que ela foi completamente aberta. Meu pai, que estava parado entre a passagem de um cômodo e outro com a mão na maçaneta, olhou para mim e para minha mãe repetidas vezes com a testa franzida antes de ser o primeiro a interromper o silêncio.
— Posso saber o que as duas fofoqueiras estão fazendo na porta da minha sala? — Ele interrogou, fazendo com que eu a minha mão se entreolhessem. Ele apenas deu alguns muxoxos antes de dar alguns passos - agora com o auxílio de uma bengala - em direção a sala — E tirem essas caras de enterro, eu ainda não morri!
— Credo, Richard! Vira essa boca pra lá homem de Deus! — Minha mãe reclamou, ao mesmo tempo em que segurava o braço dele com a mão e com a outra dava um pequeno tava na cabeça do homem que estava enfermo.
Eu olhei para o Noah, que estava segurando o riso enquanto olhava para minha mãe que se afastava cada vez mais enquanto continuava reclamando que meu pai não podia fazer esse tipo de brincadeira na sua situação.
— Como foi? — Perguntei curiosa, enquanto encarava o rosto afável do homem em minha frente. Abracei meus próprios braços com a esperança de receber uma boa notícia a respeito da sua conversa com o meu pai e ele engoliu em seco enquanto olhava para mim.
— Deu r**m… — Ele comentou com a expressão aflita, receosa e ao mesmo tempo preocupada - aparentemente, com o que a gente faria agora - fazendo com que o meu corpo todo se petrificar enquanto o meu cérebro parecia estar em um freezer, completamente congelado — Seu pai gostou tanto de mim, que se você bobear, ele me toma de você e me obriga a casar com ele.
— b***a! — Disse aliviada e ao mesmo tempo irritada com a sua brincadeira, empurrando o seu ombro sem muita força. Fazendo com que ele desse uma risada suave enquanto me encarava. Eu não sabia o porquê, mas algo na maneira que ele olhava era diferente de antes.
— Meninos? Eu fiz pudim! — Minha mãe chamou, colocando apenas a cabeça na ponta do corredor. Nós dois paramos de nos encarar e nos viramos para ela na mesma hora.
Ela não precisou nos chamar de novo. Noah passou na minha frente e caminhou em direção a ela como um inseto indo direto para uma lâmpada que estava acessa em meio a um dia chuvoso.
O resto do dia foi tranquilo, conversando sobre diversas coisas juntos com o meu pai e a minha mãe. Já Samantha e o Johnny, para a minha satisfação e a minha paz interior, foram para a casa mais cedo por que os dois iriam para uma festa de aniversário de um dos primos deles.
— Eu lembro de uma vez, que a Cristina me acordou dizendo que tinha pintado toda a sala — Minha mãe disse, enquanto não conseguia parar de rir junto com o meu pai que até colocava a mão na boca para segurar a dentadura. Noah não ficava para trás, nesse momento ele estava ao meu lado, sentado no sofá enquanto conversava atenciosamente com meus pais — Quando eu me levantei, toda a sala estava cheia de farinha de trigo.
Ela deu ainda mais risada, fazendo com que o Noah olhasse para mim rindo e eu revirei os olhos enquanto bocejava por causa do sono que já estava tomando conta de mim. Fazia tanto tempo que eu não tirava uma folga e passava o dia com a minha família que eu cheguei até a perder a noção da hora.
— Também teve aquela vez em que ela colocou todos os ursos na privada e deu a descarga dizendo que era hidromassagem — Meu pai disse enquanto apontava para mim fazendo com que eu desse risada da careta que o Noah fez.
— E teve o dia em que chegou a… — Eu arregalei os olhos assim que me dei conta do que ela estava prestes a falar, me sentei no sofá em um pulo.
— Não! — Quase gritei, fazendo que os três olhassem para mim nitidamente assustados. Minha mãe se calou, fazendo com que eu soltasse um suspiro aliviado quando me dei conta que ela não iria continuar a história terrível que ela estava prestes a contar — Já está na hora de ir, vamos?
Me virei para o homem que até algumas horas atrás estava preocupado com o fato de que provavelmente iria a óbito por causa de uma mentira, mas que agora, parece estar mais apegado com a minha família do que eu.
— Mas vocês já vão? Tão tarde?! — Minha mãe perguntou se levantando assim que eu me levantei, com a intenção de ir pra casa, respondi que sim com um movimento de cabeça enquanto caminhava em direção a ela.
— Eu tenho trabalho amanhã de tarde, não posso correr o risco de me atrasar — Eu disse abraçando a mesma que deu um muxoxo em resposta e logo depois caminhando em direção ao meu pai para o abraçando, enquanto minha mãe iria em direção ao "genro" para se despedir dele.
— Mas se é só pela tarde, vocês podem passar a noite aqui e tomar café da manhã com a gente — Ela propôs, fazendo com que eu olhasse para ela com os olhos um pouco franzidos, pensando em uma resposta - ou melhor, desculpa - para dar a ela — Eu faço questão de ter vocês aqui essa noite.
Ela disse com o sorriso meigo e convidativo de sempre, fazendo com que eu e o Noah se entreolhar como duas pessoas que estavam prestes a jogar a culpa uma na outra.
— Não é sou eu mãe, também tem o Noah que… — Para minha surpresa, eu fui interrompida.
— Por mim tudo bem, eu não tenho nada marcado para amanhã mesmo — Noah falou como se não fosse nada demais, fazendo com que eu olhasse para ele com os olhos arregalados, desacreditada da sua cara de p*u e com que a minha mãe desse um mini grito eufórico se alegria enquanto saia da sala praticamente dançando dizendo que ia arrumar o quarto.
Noah se sentou no sofá, colocando o braço sobre o encosto das costas e com a outra mão deu algumas batidinhas para que eu sentasse ao lado. Continuei olhando para ele, sem ter nenhuma reação lógica que fosse contra a sua ação e depois de alguns segundos eu me sentei ao lado dele. Com a coluna reta, eu virei apenas os meus ombros e a minha cabeça em direção a ele.
— O que você tá fazendo? — Disse entre os dentes, quase como um sussurou enquanto dividia o meu olhar entre ele e o meu pai que estava concentrado assistindo o jogo do seu time que iniciava na televisão.
— Ganhando pontos com a minha sogra, não é isso que você queria? — Perguntou como se fosse o óbvio e com um sorriso cheio de segundos intenções no rosto, eu olhei para ele ainda sem acreditar na sua reposta e ele sorriu.
— Seu quarto já tá arrumado, podem ir descansar se vocês quiserem — Ela voltou um sorriso de orelha a orelha, fazendo com que eu enrugase a testa assim que me dei conta que ela tinha falo no singular e não no plural.
— Meu quarto? — Perguntei com a incerteza de que era isso mesmo que eu tinha escutado, mas a confirmação veio quanto ela assentiu com a cabeça e eu sentir meu coração errar uma batida na mesma hora — E onde o Noah vai dormir?
Perguntei enquanto a olhava como se ela tivesse dito que jogaria uma bomba na igreja, a mesma olhou para mim, parecendo tão perplexa com a minha pergunta quanto eu estava com o que ela obviamente estava me propondo.
— Oras, Cristina! Ele é seu noivo! — Ela afirmou enquanto achava graça da situação. Ela estava rindo, Noah estava com um sorriso m*****o no rosto e o meu pai estava colocando a mão na boca para segurar a bengala enquanto escondia o sorriso — É óbvio que ele vai dormir no seu quarto, com você!
As palavras dela se repetiram na minha cabeça duas ou três vezes, antes que eu tivesse a reação de olhar para meu pai como se exigisse dele uma atitude em relação a esse absurdo que a minha mãe estava fazendo.
— Pare com esse alerde, Cristina! A gente já sabe que você já é uma mulher madura. — Ele disse como se fosse o óbvio, fazendo com que eu olhasse ainda mais perplexa para a minha mãe e para o Noah, que ao contrário de mim, parecia está se deleitando até demais da nossa situação.
— Eu estou exausto, vocês não se importam se eu deitar agora, não? — Noah perguntou enquanto se levantava, esticando os braços para fingir está se espreguiçando, e com a mesma falsidade ele fingiu um bocejo. Fazendo com que eu olhasse para ele com os olhos estreitos.
— Claro que não… Tina! Mostre para ele onde fica o quarto… — Minha mãe ordenou. Eu curvei os meus lábios em um sorriso, me levantando do sofá outra vez e dando boa noite aos meus pais enquanto caminhava até o meu antigo quarto xingando o Noah de todos os nomes m*l intencionados que vinham em minha cabeça.
Eu abrir a porta do quarto e olhei para o Noah com tédio, revirando uns olhos assim que ele entrou no quarto com um sorriso divertido e ao mesmo tempo malicioso no rosto, mas que foi retribuído assim que eu percebi que meus pais estavam olhando a gente pelo cantinho do corredor. Entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim.
— Você é uma cobra! — Peguei uma almofada que tinha no chão e joguei no folgado que já estava largado em cima da minha cama.
— Não sou eu que estou obrigando você a casar comigo por causa de um vídeo gravado enquanto você estava bêbada — Retrucou como se fosse o óbvio, fazendo com que eu arregalasse os olhos e abrisse uma pequena brecha da porta, olhando minuciosamente para ver se os meus pais estavam por perto. Virei para ele com uma cara feia e ele percebeu o motivo, por que levantou as mãos em sinal de redenção — Mas como vai ser? Essa cama é estreita, vamos dormir de conchinha?
Perguntou enquanto passava a mão pelo espaço que restou ao seu lado. A cama não era pequena, era uma de casal normal, mas eu não me sinto "segura" dormindo ao lado dele. Revirei os olhos ignorando a sua pergunta e caminhei até o guarda roupa. Os lençóis já estavam dobrados e com o cheirinho de que tinham sido lavados há poucos dias. Talvez a minha mãe já tivesse a intenção de nos chamar para dormir desde antes de chegarmos.
— Eu vou dormir na cama, sozinha! — Disse em um tom óbvio, jogando três edredons em cima dele. Não foi nada demais, mas ele me olhou como se eu tivesse dito que mataríamos um filhotinho de gato junto — Já que foi você que inventou essa loucura, você dorme no chão!
Disse em um tom mandão, fazendo com que ele se sentasse e olhasse para mim com um sorriso provocativo em sua face.
— Você está nervosa demais, se quiser eu te ajudo a espairecer — Ele falou em um tom exagedamente sensual. Eu olhei agora ele por alguns segundos, sentindo o choque térmico que o seu olhar causou no meu corpo assim que ele se encontrou com o meu.
— Eu já disse, não vou t*****r com você! — Exclamei, fazendo o mesmo morder os lábios e olhar para mim com seu olhar sapeca.
— Quando? Hoje?! Por que se for amanhã pra mim também está de boa… — Ele comentou de forma devassa, fazendo com que eu abrisse a minha boca uma ou duas vezes à espera de meu cérebro raciocinar uma boa resposta para ele. Mas como isso não aconteceu, a minha única reação foi rir de nervoso — Mas me conta, Por que você aceitou a relação deles numa boa?
Ele perguntou enquanto observava eu arrumar a cama que estava preparando no chão para ele. Direcionei o meu olhar para ele, enrugando um pouco a testa para tentar entender a quem ele se refira, mas não demorou muito para que eu me desse conta de quem era.
— Eu deveria cair nos tapas com a minha irmã só porque o meu namorado sempre foi apaixonado por ela? — O tom divertido na minha voz era nítido. Embora o sentimento no meu peito tenha sido totalmente controverso. Noah dá risada, o som é quente, baixo e reconfortante — Eu realmente não ligo para eles.
E eu me sinto uma grande mentirosa agora.
— Qual é… Me conta a verdade. Eu sei que você não pensa realmente assim. — Ele disse com as sobrancelhas levantadas e eu não pude deixar de rir da sua insistência.
— O que? Somos amigos agora? — Perguntei como quem não queria nada e me surpreendi quando ele assentiu que sim com a cabeça — Não acha que você tá indo rápido demais nessa nossa "relação"?
— Você decretou que era minha noiva, na frente de todo mundo, sem eu nem te beijado antes… Você não tem o direito de reclamar disso — A voz rouca e grave de Noah parecia confiante do seu argumento e eu revirei os olhos.
— Você tem um ponto… Obrigada! — Agradeci com sinceridade, embora tivesse a intenção de mudar o rumo da nossa conversa. Ele colocou um semblante desentendido no rosto e eu coloquei um sorriso cálido e gentil no rosto. Me sentei ao seu lado e virei o meu corpo um pouco para ele — Você sabe… Por ter sido tão simpático com meus pais.
— Eles são pessoas legais! — Disse com sinceridade na voz e eu deixei com que o meu sorriso ficasse ainda mais largo.
— É… Eles são! — Continuei encarando o rosto dele. E por mais que nossas bocas continuasse caladas, parecia ter uma conversa silenciosa entre nossos olhares.
— Mas você não respondeu a minha pergunta…. — Ele colocou no rosto um sorriso meio torto. Mas eu não lhe respondi, não por maldade, mas sim porque eu não sabia a resposta.
— Então por que você não me faz outra? — Ofereci.
— Em qual posição você sente mais prazer? — Perguntou sem um pingo de pudor. Eu olhei para ele com os olhos um pouco arregalados. Ele colocou toda a sua atenção sobre mim, e deu risada quando percebeu que eu estava demorando demais para responder — Acho que no fundo você ainda gosta del…
— De quatro — Respondi, interrompendo o mesmo impaciente porque sabia que ele não pararia enquanto eu não respondesse a sua maldita pergunta, fazendo com que ele olhasse para mim com a expressão surpresa pela alternativa que eu escolhi — Com direito a tapa e a puxão de cabelo.
Ele piscou algumas vezes enquanto parecia processar mentalmente a minha resposta, totalmente desmontado.
— Eu não acredito — Ele falou com um sorriso no rosto, tirando a camisa de manga longa enrolada até o cotovelo que estava no seu corpo desde essa manhã, fazendo com que eu olhasse descaradamente e sem o pingo de pudor para o abdômen de um homem que nitidamente passou horas do seu dia na academia — Você não me parece ser do tipo que gosta de apanhar enquanto tá sendo fodida.
Ele disse, fazendo com que eu engolisse em seco e deixasse de olhar para o seu abdômen para encarar o seu rosto. Que nesse momento estava virado para mim enquanto seus olhos me analisavam com satisfação ao ver a minha reação ao ver seu corpo.
— Existem muitos lados meus que você não conhece— Eu disse com uma sobrancelha erguida e quando ele sorriu de uma maneira sexy e provocativa. Eu esqueci, por um segundo, como se respira.
— Então me mostre. — Ele disse em um tom suave, encarando meus olhos que segundos mais tarde se perderam no tom de azul magnético dos seus. Noah aproximou a sua mão e deslizou ela pela lateral do meu pescoço bem devagar, fazendo com que a minha pele reaja ao contato com a sua de uma maneira que parecia estar prestes a entrar em combustão.
Ele subiu com a mão prendendo os seus dedos entre os fios do meu cabelo e os apertou com força, era para eu recuar, mas tudo estava acontecendo de forma tão rápida e tentadora que eu não tive tempo de sequer pensar nessa possibilidade.
Ele puxou um pouco os meus cabelos para trás, fazendo com que o meu queixo automaticamente ficasse um pouco mais erguido em direção a ele, que umedeceu os lábios na medida em que aproximava seu rosto do meu, com um sorriso travesso e cheio de desejo.
Não demorou muito para que nossos lábios se encontrassem. Trazendo uma sensação de prazer que me atingiu de uma forma avassaladora. Ele aprofundou ainda mais o beijo. Colocou a sua outra mão na minha coxa e em um único movimento envolveu o seu braço na minha cintura e me trouxe para seu colo.
Soltei um pequeno gemido quando a área mais sensível do meu corpo se encaixou perfeitamente com o seu m****o já completamente endurecido dentro das calças.