CAPÍTULO 21 – DUAS LINHAS COR-DE-ROSA

1269 Palavras

Naya Tranquei a porta do banheiro da ala leste e, pela primeira vez desde que entrei nessa mansão, tive a sensação real de estar completamente sozinha. Sem enfermeiros, sem funcionários, sem Enrico, sem passos de Afonso ecoando pelo corredor. Só eu. E um teste de gravidez sobre a pia de mármore. As mãos tremem enquanto eu observo a caixinha aberta, o plástico branco apoiado do lado da torneira. O visor ainda em branco, o tempo correndo devagar demais. Pedi para uma das funcionárias comprar o teste na farmácia “para uma amiga”. Ela me olhou com aquele tipo de curiosidade que quem trabalha em casa rica aprende a guardar. Não fez perguntas. Apenas trouxe, deixou na minha mão, como se fosse algo neutro. Mas isso nunca foi neutro. Eu olho para o reflexo no espelho. A mulher que

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