Naya Entro no quarto naquela noite com a sensação de que estou indo pra uma guerra. Não é mais a Naya assustada das primeiras semanas, que aceitava tudo calada porque precisava de um teto e de remédios pra mãe. Hoje, tem algo a mais dentro de mim, e não é só o bebê. É uma exigência. Exigência de verdade. A venda está sobre a cama, como sempre. Eu a pego, mas, pela primeira vez, não sinto que estou me entregando a uma regra. Sinto que estou me armando. Coloco a venda devagar, prendendo o elástico atrás da cabeça. O quarto mergulha no escuro conhecido, mas a sensação é diferente. Antes, eu me apagava junto com a luz. Hoje, é como se eu ficasse ainda mais desperta. Sento na beira da cama. O envelope escondi na gaveta, com o teste, com as duas linhas, com a prova de que o que acon

