POV DE BRIGITTE.
Tontura! Náusea! É o que tenho sentido nos últimos dias.
Estou aqui, na frente da minha mãe e do Eduard, apertando os lábios para não vomitar a comida à minha frente. Sinto os olhares deles sobre mim e não consigo evitar falar.
— Aconteceu alguma coisa? Você está pálida. Diz ele, e a minha mãe me olha.
— Desculpe, não estou com fome.
Levanto e corro, mas não para o banheiro na sala. Vou direto para o meu quarto. Chego lá já vomitando. Tento expelir tudo, quase desmaiando.
Droga, eu não imaginava que seria tão horrível. Quando pensei em engravidar do marido da minha mãe, para poder dar um tapa nela quando meu filho nascesse, não imaginei que a gravidez seria tão terrível.
Digo "gravidez" porque é mais provável que eu esteja, já que a minha menstruação não veio e eu tran*sei com o Eduard algumas vezes sem proteção.
Limpei os meus lábios com o papel e, quando levantei a cabeça, vi a minha mãe atrás de mim, com os olhos semicerrados enquanto me examinava.
— Já estive grávida algumas vezes e posso dizer que os sintomas eram os mesmos.
Forcei um sorriso, tentando esconder o que já era óbvio. — Grávida? De onde você tira essas ideias…
— Você não me engana, Brig. Conheço todos os sintomas de uma grávida, então vamos ao médico agora mesmo para confirmar.
— Não… não é gravidez. É algo que comi que me fez m*al. Lembra da virose que tive um mês atrás…
— Sim. Foi por isso que te levei ao médico e tudo melhorou. Vamos fazer a mesma coisa agora.
Tento recusar, mas ela me repreende por não ter dormido duas noites inteiras. Uma noite fiquei com Eduard e na outra fui para a casa de uma amiga para parecer mais convincente que eu não estava com o marido dela.
— Não acredito. Concordo em ir, tudo para que ela seja a primeira a saber o que será: uma madrasta avó.
Sorrio por dentro ao pensar nisso, no momento em que ela descobrir a verdade. Claro que não será agora, porque Eduard ainda não está aos meus pés, mas quando meu filho nascer, quando ele o vir pela primeira vez, começará a sentir essa necessidade de lhe dar amor. Pelo menos é o que eu acho, e espero que seja verdade.
Desço as escadas com a minha mãe, e ele sai da sala de jantar. Ele só me olha por um segundo; no resto do minuto, o seu olhar está fixo na minha mãe. Eduard é um gênio em esconder coisas. Não sei como ele não se tornou ator de cinema. Ele esconde e atua tão bem quando se trata dos seus sentimentos.
— Está tudo bem?
— Ela está com um pouco de dor de estômago. Vou levá-la ao médico agora. Minha mãe responde.
— Certo. Ela diz e se dirige para a porta. — Não tenho nada para fazer, então eu levo vocês.
— Não...
Ele deixa a minha mãe sem palavras e sai. — Vamos. Insisto, olhando para ela. Ela acena com a cabeça, entrelaça o seu braço no meu e saímos.
Quando chegamos ao carro, Eduard está ao volante, com o olhar perdido. Assim que entramos, seguimos para a clínica, a mesma da última vez, com o mesmo médico.
Isso não é incomum, já que ele deve ser o médico de confiança da minha mãe. O que é estranho é que ele não repetiu aqueles exames e, em vez disso, decidiu me dar um teste de gravidez.
— Você está grávida.
Quero olhar para trás porque sei que Eduard está parado a poucos passos da porta. Quero ver a sua reação, a expressão no seu rosto, seu olhar. Mas não posso, porque se eu virar a cabeça, minha mãe, que está ao meu lado, começará a se fazer um monte de perguntas, e ainda não é hora de ela suspeitar de nada. Além disso, não consigo ver o seu rosto, mas o imagino parado como uma estátua, braços cruzados, olhando para as minhas costas. A sua expressão completamente vazia.
— Grávida! Murmura a minha mãe. — Meu Deus, Bri!
"Grávida do filho do seu marido." Quero gritar, mas seria como jogar tudo fora.
Mantenho a cabeça baixa, como se a notícia me ferisse. Minha mãe passa as mãos pelas minhas costas, acariciando-as suavemente, e murmura: — Você não está sozinha, você tem a mim.
Agradeço o apoio, porque, segundo ela, acho que estou muito chateada desde que contei que queria ser mãe depois dos trinta. Mas a verdade é que a ideia de ter um filho surgiu depois que Eduard me contou que Barbara planejava ter filhos, mas não conseguiu, principalmente porque não se preocupou em usar proteção quando estávamos juntos pela primeira vez.
Pareço uma va*dia como ela, tendo filhos por conveniência. No entanto, a história do meu bebê será muito diferente, porque ele terá todo o meu amor, e talvez o do pai também.
...
A caminhada para casa se torna silenciosa. Eduard dirige com os olhos fixos à frente, sem sequer olhar para o retrovisor por um segundo.
Será que ele não gostou da notícia?
Mordo o lábio ao pensar nisso, com medo até de que ele não queira que eu tenha o bebê. Mas mesmo que eu tenha que chantageá-lo, ameaçando contar tudo para minha mãe, protegerei a vida do meu filho. Porque este será o golpe mais duro para Barbara Davis, saber que estou esperando um filho do marido dela, fruto da traição deles.
Quando chegamos em casa, Eduard continua grudado no volante. — Vou sair rapidinho.
Minha mãe fica para se despedir. Entro e espero na sala. Ao ouvir o som dos saltos, as lágrimas começam a brotar nos meus olhos, fluindo sem esforço, porque tudo o que preciso fazer é pensar na completa falta de amor daquela mulher para que elas apareçam.
— Brigitte, querida.
Sinto repulsa por suas palavras carinhosas. Se eu pudesse cuspir essa verdade na cara dela, eu cuspiria, mas não posso. Preciso reprimir essa vontade avassaladora de declarar guerra a essa mulher perversa.
— A pessoa com quem você estava vai assumir a responsabilidade?
— Não sei.
Abaixo a cabeça, porque não sei o que Eduard vai dizer, mas qualquer coisa que ela tentar fazer contra mim ou contra meu filho será punida.
— Você sabe que arruinou a sua carreira com isso? Assinto. — O que você quer fazer? Vai ter o bebê?
— Claro que vou ter! Digo, elevando a voz. — Eu jamais tiraria a vida do meu filho. Seja menino ou menina, eu vou ter.
Ela sente que as minhas palavras são dirigidas a ela, quer explicar sobre os seus abortos, mas eu me levanto. — Preciso sair, tomar um ar... conversar com meus amigos, até com ele.
— Tudo bem. Vá, converse com seu namorado e cuide desse bebê.
Ela passa a mão pela minha barriga, os olhos brilhando. O que ela pensa? Que eu vou dar o bebê para ela? Essa va*dia está tão enganada.
...
Subo para a suíte que Eduard reservou para nossos encontros. Ele está se entregando com tudo, sem restrições, há três dias. Aquele homem é tão gostoso, só de pensar nele minha calcinha já fica molhada.
Com um suspiro, passo o meu cartão, as portas se abrem revelando a sua figura alta em frente à taça de vinho, que ele ergue completamente. Depois de deixar o vinho rolar, ele se vira, fixando o seu olhar escuro no meu, fazendo o meu corpo reagir.
Dessa vez, não espero que ele venha até mim. Dessa vez, vou até ele, parando bem perto, e lhe dou um beijo rápido que ele não retribui. Ele permanece parado como uma estátua, com as mãos nos bolsos, olhando para mim friamente.
— Você esteve com outra pessoa?
A pergunta dele me ofende, mas respondo imediatamente.
— Só se foi com o seu motorista gordo. Vejo os cantos da boca dele se curvarem, querendo sorrir, mas desaparecem no segundo seguinte. — Você sabe tudo sobre mim. Alguém já te contou que eu dormi com outra pessoa?
— Se eu soubesse, teria matado você e ele! Diz ele, olhando para minha barriga. — Então ele é meu.
— Seu, assim como eu sou sua.
Digo, deixando o casaco comprido que chega aos meus joelhos cair no chão. Solto o cabelo e o sacudo. Fecho os olhos quando sinto ele segurar o meu rosto. — Bri, você tem sido uma garota muito irresponsável.
— Tem certeza de que fui só eu? Eu sorrio de forma sedutora. — Acho que o adulto aqui era outra pessoa, mas ele resolveu entrar sem camisinha ou qualquer precaução. Será que o Sr. Richardson queria me engravidar, já que a esposa dele não pode?
Ele não diz nada, apenas sorri de canto e começa a me beijar. Ele me despe rapidamente enquanto nos afastamos da cama. Já dentro dela, ele me joga na cama, puxa a minha perna para a beirada, abre as minhas pernas e se inclina para me chupar.
Ele faz isso com tanta intensidade que eu grito, pois ele me leva ao orga*smo em questão de minutos. Depois de terminar ali, ele beija o meu corpo subindo, e quando chega à minha barriga, a cobre de beijos apaixonados. Então ele chega aos meus sei*os, massageia um e chupa o outro, depois vai para a minha boca e começa a penetrá-la suavemente, o que me faz sofrer porque eu gosto das suas estocadas fortes.
Depois que terminamos, enquanto nos abraçávamos, eu disse que o amava, e ele respondeu: não sou bom para você, Brigitte, esqueça-me.
— Eu te amo, Eduard. Me dê uma chance de ficar com você, de te mostrar que podemos construir uma linda família.
— Eu nunca poderia ser o homem que você precisa, Bri.