Sinto lágrimas escorrendo pelo meu rosto, secando com a brisa.
Me abraço, sentindo meu próprio calor.
Existe alguém mais miserável do que alguém que não tem ninguém ao lado para lhe oferecer um abraço reconfortante e celebrar as suas conquistas?
Acho que não, porque até mesmo alguém na rua tem amigos que ocasionalmente lhe dão um abraço e celebram suas realizações enquanto sai para ganhar a vida.
Enxugo as lágrimas restantes do meu rosto e me viro para entrar, mas ele já está vestido, com uma camiseta branca e um short descombinado. Fico tensa porque estamos sozinhos, mas minha mãe pode aparecer a qualquer minuto.
— Você saiu do lugar onde disse que estaria. Ele diz, se aproximando. Me afasto porque estou com medo, medo de ficar perto dele e me deixar levar e ser pega.
—Eu não conseguia ficar lá por mais tempo.
—Por quê? Eu realmente preciso dizer isso? Ele não percebe que tudo o que faz me machuca? —Por quê? Dou mais um passo para trás, sentindo a borda da porta roçar na minha parte de trás das nádegas.
— Eu simplesmente não queria estar lá.
Com essa resposta, ele se afasta, saindo sem dizer uma palavra. Fecho os olhos e suspiro, voltando meu olhar para o mar e encarando-o com um sentimento de desânimo.
...
Quando chego em casa, tomo um banho. Ao sair, encontro uma mensagem dele: Estarei te esperando no píer à meia-noite.
No píer? Por que ele quer me ver lá?
Quando chega a meia-noite, fico inquieta, andando de um lado para o outro no quarto, sem saber o que fazer. Com um suspiro, decido ir ao quarto da minha mãe. Abro a porta devagar e a vejo dormindo. Depois disso, desço as escadas rapidamente. Ao sair, dou de cara com o motorista.
— Entre. Vou te levar até o píer.
A caminhada até aquele lugar parece curta. Tremo ao ver aquela figura alta vestida de branco parada de um lado. Ele se aproxima, abre a porta e estende sua mão grande para que eu saia.
Com os olhos fixos nele, saio. O motorista se despede e vai embora, nos deixando ali. — O que estamos fazendo aqui?
Ele não responde, apenas pega a minha mão e me conduz até o barco. Assim que entramos, o capitão liga o motor. — Eduard, eu...
Ele ataca os meus lábios, sem se importar que o outro homem esteja nos observando. E é o mesmo homem que navegou no iate mais cedo naquele dia.
Quero resistir aos seus beijos, às suas carícias, mas é impossível rejeitar alguém assim, alguém com aqueles lábios macios, doces como mel.
Antes que eu perceba, estamos no camarim. Ele me levanta até a altura dos quadris e me puxa para perto, depois dá um passo para trás para me olhar, com os olhos cheios de desejo. Ele sussurra algo que não consigo entender, depois ataca meus lábios, invadindo minha boca com a língua, apertando minhas nádegas com suas mãos grandes. Caímos na cama, ele por cima de mim, beijando meu pescoço com avidez até chegar à minha orelha, invadindo-a com a língua, enquanto massageia um dos meus seio*s.
Estou perdida em seus carinhos, completamente molhada, desejando-o dentro de mim, desejando que ele me invada com seu memb*ro magnífico e se impulsione contra mim com a força que ele tem.
Estou deitada na cama, metade do meu corpo descoberto. Ele abaixa meu short e, enquanto o tira, sobe, acariciando minhas pernas, mordendo minhas coxas de leve, colocando as mãos nos meus joelhos e abrindo minhas pernas antes de mergulhar na minha vagin*a e lambê-la como um homem depravado.
Eu gemo alto, porque é impossível não gemer.
—Meu Deus!
— Ai, meu bem, você está tão molhada!
— Eduard! Gritei enquanto meu centro se contraía.
Ele se levanta rapidamente e me vira de costas. — Desculpe, desculpe. Peço desculpas, mas minhas desculpas são imediatamente ignoradas quando ele enfia o mem*bro na minha entrada, não pela frente, mas por trás.
— Por que você está se desculpando? Eu adoro te ouvir gritar. Ele morde minha orelha.
— Eduard, o que você está fazendo? Tento me virar, mas ele está de costas para mim, com o pêni*s já dentro de mim.
— Te dando prazer, Chapeuzinho Vermelho. Ele estoca novamente.
— Não. Digo e tento me levantar, mas ele coloca as duas mãos nas minhas costas, se firmando um pouco para sussurrar no meu ouvido.
— Você faz o que eu mando, sua pequena rebelde.
— Eu nunca... eu nunca fiz isso. Murmuro, tremendo.
— Bem, agora você vai fazer, e eu garanto que será a primeira coisa de que você vai se lembrar quando se sentar amanhã. Pelo canto do olho, vejo-o pegar um pouco de saliva na mão e espalhá-la no pên*is antes de penetrá-lo.
Grito e seu dedo entra na minha boca, empurrando-o novamente até estar completamente dentro de mim.
Respiro fundo, tremendo com o pê*nis dele dentro de mim. Seu corpo grande se inclina sobre o meu e ele sussurra no meu ouvido.
— Adoro quando você é obediente.
...
Eduard me fod*eu com força esta manhã, tão forte que ele estava certo quando disse que eu me lembraria disso quando me sentasse.
Estamos deitados, completamente nus, olhando para as estrelas cintilantes acima. — Não gosto disso. Digo, porque sinto que se não disser, vou explodir.
— O quê? Ele se vira para mim. Viro meu rosto para encontrar o dele.
— Que você só me quer para s*x*o. Ele encara meus olhos marejados. Uma lágrima escorre pela ponte do meu nariz, e ele a enxuga com a ponta dos dedos. — Posso querer algo mais?
— Amantes só podem ter isso, s*x*o. Não me peça mais nada, porque não posso te dar mais do que isso.
Sinto um nó na garganta, desvio o olhar e fixo o olhar nas estrelas. Penso que não receberei nenhuma demonstração de apreço do homem com quem compartilho essas aventuras no quarto, assim como não recebi dos meus pais.
Sento-me para ir até a cabine e me vestir, mas ele segura minha mão. — O que você quer?
— Só um pouco de carinho e amor. Mas não se preocupe, estou acostumada a não tê-los. Levanto-me e saio.
Pelo menos não daqueles de quem gosto. Porque dos meus amigos, professores e outros, eu recebia carinho, e era isso que me mantinha forte. Mas aqui não tenho o de ninguém, absolutamente ninguém.
Vou até a cabine, entro no banheiro, enxugo as lágrimas e volto já trocada. Fico na proa esperando chegarmos em terra firme. Estou abraçando meus braços e ouço a voz dele.
— Vamos embora. Ele é tão frio quanto o próprio vento noturno. No caminho para casa, tento ao máximo conter as lágrimas, mas quando chego ao meu quarto, me jogo na cama e soluço incontrolavelmente, abafando os soluços no travesseiro.
Sento-me na escuridão do meu quarto, com o coração em agonia. Fecho os olhos e tento acalmar a mente enquanto ouço os sons abafados da casa.
É doloroso ver como ele trata minha mãe. Ele cuida dela, a protege e a ama com uma devoção que jamais poderia me demonstrar. Essa diferença no tratamento dele me despedaça. Me faz sentir como um objeto, um jogo proibido que só pode ser apreciado na escuridão da noite.
Minhas lágrimas caem silenciosamente enquanto percebo que jamais poderei ter o amor completo do Eduard. Serei sempre seu segredo, sua amante clandestina. E mesmo que meu coração se parta com a frieza que ele demonstra após cada encontro, continuo permitindo que aconteça, porque aquela pequena parte de mim ainda acredita que um dia as coisas mudarão.
Mas a realidade é cru*el e implacável. Dói ver Eduard demonstrar afeto abertamente pela minha mãe, enquanto me reserva apenas para momentos ínti*mos. Sinto-me usada e descartável, como se eu não merecesse nada além de ser uma sombra em sua vida.
E assim, permaneço na escuridão do meu quarto, presa em um ciclo de amor e dor, desejando desesperadamente que as coisas fossem diferentes, que ele me amasse como eu o amo.